Espero que o juiz Sérgio Moro não pare por aí. A prisão do chefe do esquema do Petrolão, por si, não resolve nada, porque é evidente que esse chefe tem um chefe.
Se o esquema do petrolão continuava em atividade, mesmo após a condenação do Zé no caso do mensalão, é evidente que alguém em posição superior lhe dava cobertura. Os diretores da Petrobras não iriam continuar a desviar e a pagar Zé Dirceu, mesmo depois de condenado, se não houvesse uma ordem de cima, uma ordem à qual não ousariam desobedecer.
Então trata-se de saber quem lhe dava essa cobertura. Pela lógica, durante algum tempo, o chefe do chefe foi o Molusco de Nove Dedos, o Exu de Garanhuns. Depois foi substituído pela chefa, ou melhor, a chefa entrou de intermediária pois ela mesma também tem um chefe, que paira até agora impune e intocado.
Se o processo de limpeza da Lava Jato não chegar até o "capo dei tutti i capi', o Grande Chefe, o Sumo Pontífice do PT, não terá valido de nada, pois não se mata cobra com pancada no rabo. Mata-se a cobra com uma pancada bem dada na cabeça para que ela não mais se mova.
O mensalão errou a cabeça da cobra, daí vimos que coisa ainda pior continuou a nos assombrar. A Lava Jato não pode cometer o mesmo erro.
O Brasil não pode perder essa oportunidade histórica de passar tudo isso a limpo, sem deixar nada debaixo do tapete, nem esqueleto dentro do armário.
Por isso o juiz Sérgio Moro deve providenciar mais espaço na prisão da PF em Curitiba para trancafiar por lá o verdadeiro chefe da quadrilha.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
Síndrome ideológica
Tem gente que não muda! Acostuma-se tanto com o cachimbo que fica com a boca torta e não aprende. Agora Marina Silva com aquele ar de recém chegada do paraíso, reaparece na mídia deitando falação sobre o momento nebuloso em que vivemos. É contra o impeachment da Dilma porque, diz ela, só admite essa hipótese se houver provas materiais de algum "malfeito" da presidAnta.
Isso é simplesmente o óbvio, não é? A nação não precisa de um guia iluminado para nos dizer isso.
Ao mesmo tempo, na mesma entrevista, sem titubear, diz que Eduardo Cunha deve sair da presidência da Câmara! Quantos pesos e quantas medidas Marina Silva usa para elaborar seus raciocínios?
Longe de mim defender Eduardo Cunha. Se estiver envolvido na Lava Jato que seja investigado e punido. O mesmo porém se aplica à presidente, ou não? Por que teria ela uma imunidade especial? Se a presença do acusado no cargo é indesejável por atrapalhar as investigações, no poder Executivo isso se dá com muito mais intensidade do que no poder Legislativo.
Para Marina ser coerente deveria ser a favor do afastamento da Pomba-Gira antes de mais nada. Mas, para quem viveu tantos anos cercada de "cumpanheros", pedir coerência é um pouco demais. A convivência diária nesse ambiente ideológico deturpa as funções cerebrais, elimina a capacidade de crítica e de análise. É como se fosse um Alzheimer político. A pessoa desaparece e só resta o "pensamento do grupo".
Há vários exemplos de gente culta e inteligente que foi acometida dessa síndrome. Marina Silva é apenas uma delas.
Isso é simplesmente o óbvio, não é? A nação não precisa de um guia iluminado para nos dizer isso.
Ao mesmo tempo, na mesma entrevista, sem titubear, diz que Eduardo Cunha deve sair da presidência da Câmara! Quantos pesos e quantas medidas Marina Silva usa para elaborar seus raciocínios?
Longe de mim defender Eduardo Cunha. Se estiver envolvido na Lava Jato que seja investigado e punido. O mesmo porém se aplica à presidente, ou não? Por que teria ela uma imunidade especial? Se a presença do acusado no cargo é indesejável por atrapalhar as investigações, no poder Executivo isso se dá com muito mais intensidade do que no poder Legislativo.
Para Marina ser coerente deveria ser a favor do afastamento da Pomba-Gira antes de mais nada. Mas, para quem viveu tantos anos cercada de "cumpanheros", pedir coerência é um pouco demais. A convivência diária nesse ambiente ideológico deturpa as funções cerebrais, elimina a capacidade de crítica e de análise. É como se fosse um Alzheimer político. A pessoa desaparece e só resta o "pensamento do grupo".
Há vários exemplos de gente culta e inteligente que foi acometida dessa síndrome. Marina Silva é apenas uma delas.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Coisas estranhas
Agosto ainda nem chegou e coisas estranhas acontecem no país. A advogada Beatriz Catta Preta abandona não só os casos em que ganhava milhões, abandona a profissão de advogada!!! Há algo no ar, além dos aviões de carreira, dizia o Barão de Itararé.
Quem é que desiste de uma profissão assim em uma semana? Quem é que, em uma semana, desmancha todo um escritório de advocacia, retira todos os livros, arquivos, computadores, deixa as salas limpas? Levou a tralha para onde? Poderia ter até encerrado as atividades do escritório, ao se sentir ameaçada, e depois, aos poucos, ir se desfazendo dos objetos e equipamentos, arrumando lugar para guardar os documentos, os arquivos, vender os computadores (depois de limpos dos arquivos sigilosos, é claro), mas se desfazer de tudo assim, no tapa? Demitir todo mundo e limpar o escritório no supetão? Sem evidentemente acusá-la de qualquer coisa, aliás não há motivo para isso, que é de se achar estranho esse comportamento, lá isso é.
Parece que o objetivo da advogada foi se livrar de algo, isso sim, que era o que a ameaçava.
Vamos esperar para ver. Cedo ou tarde, saberemos.
Outra coisa estranha foi esse "atentado" contra o Instituto Lula. Alguém joga uma bomba caseira na porta da garagem do Instituto, faz um buraco na porta e no dia seguinte, antes de mais nada, o Instituto diz que foi um "ataque político"!
Engraçado que essa história me lembrou imediatamente o episódio Rio-Centro e o caso Celso Daniel. No caso do Rio-Centro, militares planejavam fazer um atentado e culpar os oposicionistas por ele, de modo a recrudescer a ação contra os adversários. No caso Celso Daniel, tão logo se ficou sabendo do assassinato do ex-prefeito, os membros do seu partido vieram logo a público dizer que NÃO foi um crime político, o que sustentam até hoje, apesar de muitos indícios contrários inclusive a morte misteriosa de sete pessoas envolvidas com o caso.
Obviamente isso foi apenas uma associação de idéias, não há provas de nada e portanto, nem o Instituto Lula, nem o ministro Miguel Rosseto, podem dizer que tenha sido um ataque político ou um "atentado à democracia". Estão querendo se fazer de vítimas depressa demais.
Agosto está chegando. Keep calm and Call Mom!
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