sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Lula à milanesa

As maiores empresas do Brasil estão sendo investigadas e seus dirigentes sentados no banco dos réus, ou já condenados. Isso diz muito sobre essas empresas e sobre o modelo de Estado que construímos, ou aceitamos que construíssem por nós. A lista dessas empresas é extensa: Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Grupo Schahin, JBS, Banco Rural, Queiroz Galvão, UTC, Engevix, Toyo Setal, Camargo Corrêa, et caterva.
Alguns de seus dirigentes tem ou já tiveram assento no Conselhão, instituído por Lula em 2003 e ressuscitado agora pela Dilmona. Marcelo Odebrecht e J.Carlos Bumlai, por exemplo, pertenciam ao Conselho. Tinham, com certeza, muita coisa a aconselhar aos presidentes.
Mas uma coisa fica muio intrigante. O lado corruptor, o da corrupção ativa, já está sendo investigado e Coronado, mas está faltando a outra metade da laranja! E o lado passivo da corrupção? São muito poucos políticos que estão sendo investigados. Condenados mesmo, na Lava Jato, são uma meia dúzia. E os chefões, os cabeças de toda essa organização criminosa, onde estão? Só o Zé está preso preventivamente.
Quem é que dava respaldo para tudo isso acontecer? Com certeza, por mais poderoso que fosse, o Zé não tinha esse poder todo sozinho. E a dona Dilma, que foi ministra das Minas e Energia e presidente do Conselho da Petrobras durante todos esses anos em que a roubalheira comia solta lá dentro? E o Molusco de Nove Tentáculos? 
Hoje o Molusco começa a ser investigado por conta do triplex do Guarujá, mas há muito mais para se investigar sobre sua atuação, em especial, no BNDES e na Petrobras, como presidente da República, o homem da caneta.
Um advogado da Engevix declarou: 
“Está na hora de punir quem comandou isso aí, o aparato de poder totalmente mantido e gerenciado pelo poder público e pelos partidos políticos. Um grupo que tomou conta do poder do país, que está mandando e malversou o poder. Todo mundo se uniu para explorar a Petrobras e ficar no poder. Não existe ninguém nessa história totalmente santo, mas existe uma cadeia de comando muito bem identificada e verticalizada. Quem fez foi quem estava dentro e tinha a caneta para fazer. Se a autoridade pública não quisesse fazer, não faria”

E é isso mesmo, sem tirar, nem por. Está na hora de punir quem comandou.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Triplo X

Vira e mexe, tudo cai sempre no mesmo lugar: é Bancoop, é João Vaccari, é o PT, é Lula, é Zé Dirceu, é OAS, é Odebrecht, são doleiros, são laranjas, são dezenas de off-shores em paraísos fiscais.
Cai tudo no mesmo buraco porque a receita é sempre a mesma: extorsão de empresas que tem negócios com o governo (seja municipal, estadual ou federal), propinas como salvo-conduto para esses negócios, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio. Todos lucrando, exceto a patuleia pagadora dos impostos, todos muito felizes e o Estado sangrando sem parar.
Não admira não haver nunca dinheiro suficiente para a saúde, para o transporte público, para a infra-estrutura, para a educação, para a segurança. Não há dinheiro e muito menos políticas públicas para essas áreas. O dinheiro está comprometido com as empreiteiras. Dilma já vai liberar mais 50 bilhões para elas, a juros subsidiados via bancos públicos! Como sempre!
Como não sabe o que fazer, faz mais do mesmo, não importa que tenha sido a gastança anterior o que nos levou ao estado de penúria atual. Dilma não acredita na aritmética. Ela deve pensar que 2+2 = 4 seja apenas uma superstição. Mas as empresas devem estar alegres: pegar mais um naco de dinheiro público a juros subsidiados, quem não quer?
E, no Brasil, as empresas praticam um capitalismo "sui generis", o capitalismo-sem-riscos bancado pelo Estado, que poderia bem ser chamado de neo-capitalismo, como um contraponto ao neoliberalismo. Essas empresas é que foram adotadas pela turma socialista, marxista-leninista e até por alguns trotskistas empedernidos da linha albanesa, como a nossa inefável presidenta.
A lei é dura, mas ninguém é de ferro: depois de tantos anos de "luta socialista" nada melhor do que relaxar na praia em um triplex de frente para o mar, ainda mais quando esse triplex é um presentinho de uma dessas empresas neo-capitalistas que só existem no Brasil. 

Dura lex, sed lex, mas na praia só triplex.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Getúlio Rousseff

A renúncia e o suicídio são decisões pessoais e unilaterais. Ninguém renuncia ou suicida pelo outro, se bem que, no Brasil, tudo é possível! Já participei de uma comissão em uma empresa, em que uma pessoa apresentou um pedido de renúncia da comissão, por si e por uma colega que estava viajando. É verdade que quando a colega retornou, ela acabou concordando com o pedido feito em seu nome.
No caso de suicídio porém, eu não conheço nenhum exemplo. Portanto vamos em frente: o bom senso dita que essas questões são decorrentes de decisões absolutamente pessoais.
Dito isso, não se pode recomendar à Dilma, nenhuma dessas soluções. Ela renuncia se quiser...

O motivo desse assunto é decorrente da última aparição pública da Anta na recente convenção do PDT. Bem à vontade entre os seus, Dilma discursou comparando-se a Getúlio. Tirando fora a desmedida falta de modéstia, afinal, goste-se ou não de Getúlio, a sua estatura como estadista está a anos-luz de distância do nanismo político e histórico da "presidenta", isso veio nos trazer à mente, o que aconteceu com o velho caudilho e o final dramático que foi protagonizado por ele.
Sem saída, Getúlio podia optar só entre a renúncia ou o suicídio. A deposição não dependia de sua vontade e era o que aconteceria se não deixasse o poder por conta própria. Getúlio decidiu e ficou com a última palavra, ou melhor, com as últimas palavras, as que compõem a famosa carta-testamento.

Dilma já pertenceu ao PDT, partido que se quer herdeiro político do getulismo e, como gaúcha por adoção, deve ser admiradora do ditador. Citá-lo porém, nesse momento, não deixa de ser um ato falho e pode ser prenúncio de alguma coisa. Claro que "a história", como dizia Marx, outro dos heróis da gerentona, "se repete. A primeira vez como tragédia, a segunda como farsa". Nada mais apropriado a uma farsante.



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