Não sou sociólogo, mas vou fazer uma observação dessa área: quanto maior a crise, mais animado é o Carnaval! Animado não quer dizer caro ou luxuoso, muito ao contrário, animado é aquele carnaval espontâneo, que não precisa de muita coisa para sair à rua e brincar.
Isso tem uma razão de ser. O Carnaval é a nossa tábua de salvação, o nosso grito de revolta e de libertação, o verdadeiro exercício da cidadania em sua plenitude, o exercício da liberdade individual e coletiva, com a mínima interferência do Estado.
A nossa capacidade, bem brasileira, de promover a organização (ou a desorganização) do Carnaval mostra do que somos capazes quando deixados a agir por nossa conta. É um espetáculo que não tem par em lugar algum; movimenta milhares de pessoas para uma festa que, em se considerando o seu tamanho e extensão, praticamente não tem violência.
O Carnaval é para todos e para qualquer um; é para jovens, crianças, adultos e velhos. Não discrimina ninguém por sua cor ou sua condição social. Não precisa ter sequer dinheiro: uma caixa de papelão vira uma coroa, um pedaço de pano se torna a capa de um rei. Cada um sai do jeito que quer, sem camisa, com a bunda de fora, não importa, o negócio é soltar o grito de alegria, pura e simples, alegria de viver, alegria de ter amigos, alegria de ter pais, irmãos e filhos, aquela alegria que fica o ano todo entalada na nossa garganta, aquele grito que temos que conter diante de tantos problemas a enfrentar.
Suportamos durante todo o ano esses agentes públicos corruptos que nos tiram o prazer, nos roubam o dinheiro, a saúde, a educação e o emprego, mas temos o Carnaval - esse niguém nos tira - como a nossa festa de resistência. Como bons brasileiros, resistimos com alegria, resistimos pela alegria.
O Carnaval nos renova e nos torna conscientes de que somos um só povo, um povo bom, um povo espetacular, que é capaz de fazer a maior festa do mundo, uma festa pacífica, uma festa de amor, de vida! Essa festa nos faz sabedores que, se quisermos, podemos, a qualquer momento, virar a mesa a nosso favor.
Por isso, depois dessa festa, estaremos com energia renovada nas ruas, no dia 13 de março, para gritar mais uma vez: Chega!!! Esse país é nosso!!!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Azar do Lula
Lula, coitado, dá um azar danado! Uma alma impoluta, honestíssima, como a dele, não se sabe por quê, está cercada por todos os lados de bandidos, traficantes de influência, chefes de quadrilha, sonegadores, fraudadores, corruptos, corruptores, etc, etc. É muito azar!
Normalmente as pessoas honestas se cercam de outras pessoas honestas e bandidos, em geral, estão cercados de bandidos. Pode até acontecer que uma pessoa íntegra, descubra em seu meio uma outra de mau caráter; mas não há outro caso conhecido de uma pessoa tão pura estar cercada de tanta gente corrompida.
Esse caso de tão excepcional deveria ir para o livro dos récordes. Vejam bem, o Lula é a viva alma mais honesta do país, nem na Polícia Federal, nem na Igreja Católica, nem nas Igrejas Evangélicas, nem no Ministério Público, em lugar algum existe alguém mais honesto do que ele, segundo suas próprias palavras. Como devemos presumir sua inocência até prova em contrário, temos que aceitar a sua afirmação e nos considerar a todos em um nível inferior de honestidade, ou, quando muito igual.
Mas é um azar danado essa pessoa estar tão cercada de bandidos. A lista é enorme, mas vale a pena relembrar alguns dos mais significaticos: em primeiro lugar vem o Zé. Foi seu companheiro de partido desde sempre, era seu ministro-chefe da Casa Civil quando foi defenestrado por um outro amigo-bandido, o Roberto Jefferson. Jefferson era tão confiável que Lula havia declarado ser capaz de dar a ele um cheque em branco. Continuando a lista: dois tesoureiros do seu partido, Delúbio e Vaccari, que estão presos! O seu grande amigo, José Carlos Bumlai, que tinha passe-livre ao Planalto, é outro que se envolveu em grossas fraudes, com certeza abusando da plena confiança do coitado do Lula. Da equipe de suas secretárias e atuando como primeira-dama-não-contabilizada, Rosemary Noronha, é outro caso lastimável. Além de tráfico de influência, aproveitava-se das viagens internacionais para trazer contrabando na comitiva presidencial! Paulo Roberto Costa, o paulinho, seu amigo indicado para diretor da petrobras, agora delator, é outro caso que deve provocar muita tristeza e decepção em Lula. Dos seus amigos empreiteiros, Léo Pinheiro da OAS e Marcelo Odebrecht então, nem se fala.
E agora, além dos amigos, está correndo o risco de ver dois de seus filhos também na cadeia. Convenhamos: é muito para azar para uma pessoa só!
Normalmente as pessoas honestas se cercam de outras pessoas honestas e bandidos, em geral, estão cercados de bandidos. Pode até acontecer que uma pessoa íntegra, descubra em seu meio uma outra de mau caráter; mas não há outro caso conhecido de uma pessoa tão pura estar cercada de tanta gente corrompida.
Esse caso de tão excepcional deveria ir para o livro dos récordes. Vejam bem, o Lula é a viva alma mais honesta do país, nem na Polícia Federal, nem na Igreja Católica, nem nas Igrejas Evangélicas, nem no Ministério Público, em lugar algum existe alguém mais honesto do que ele, segundo suas próprias palavras. Como devemos presumir sua inocência até prova em contrário, temos que aceitar a sua afirmação e nos considerar a todos em um nível inferior de honestidade, ou, quando muito igual.
Mas é um azar danado essa pessoa estar tão cercada de bandidos. A lista é enorme, mas vale a pena relembrar alguns dos mais significaticos: em primeiro lugar vem o Zé. Foi seu companheiro de partido desde sempre, era seu ministro-chefe da Casa Civil quando foi defenestrado por um outro amigo-bandido, o Roberto Jefferson. Jefferson era tão confiável que Lula havia declarado ser capaz de dar a ele um cheque em branco. Continuando a lista: dois tesoureiros do seu partido, Delúbio e Vaccari, que estão presos! O seu grande amigo, José Carlos Bumlai, que tinha passe-livre ao Planalto, é outro que se envolveu em grossas fraudes, com certeza abusando da plena confiança do coitado do Lula. Da equipe de suas secretárias e atuando como primeira-dama-não-contabilizada, Rosemary Noronha, é outro caso lastimável. Além de tráfico de influência, aproveitava-se das viagens internacionais para trazer contrabando na comitiva presidencial! Paulo Roberto Costa, o paulinho, seu amigo indicado para diretor da petrobras, agora delator, é outro caso que deve provocar muita tristeza e decepção em Lula. Dos seus amigos empreiteiros, Léo Pinheiro da OAS e Marcelo Odebrecht então, nem se fala.
E agora, além dos amigos, está correndo o risco de ver dois de seus filhos também na cadeia. Convenhamos: é muito para azar para uma pessoa só!






sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Minha luta
A respeito do Mein Kampf (minha luta), livreco de Hitler que está sendo proibido no Rio, só se pode dizer que o Estado intervir nisso é uma coisa ridícula!
Leia quem quiser ler e tire cada um as suas próprias conclusões. O indivíduo adulto pode votar em qualquer porcaria para presidente do país e não pode ler qualquer porcaria que queira?
Eu já li Mein Kampf há mais de 30 anos e posso dizer do que se trata: uma porcaria, um manual de besteiras, de fanatismo, megalomania, racismo e ignorância; ou seja, o sujeito pôs para fora toda os monstros que lhe habitavam a alma, todos os tormentos interiores, toda a psicopatia que o assombrava. Li Mein Kampf e, obviamente, não me tornei nazista; ao contrário, o livro deixa claro que tudo o que foi feito de abominável durante o nazismo já estava há muito gestado na cabeça daquele psicopata.
Na Alemanha dos anos 20, quem tivesse lido Mein Kampf não teria dúvidas que, com aquelas ideias, se Hilter chegasse ao poder, simplesmente faria o que fez. Portanto, quem fez pior foram os alemães que votaram nele! Tivesse Hitler escrito apenas o livro e jamais ganhado eleições, o mal do nazismo não teria existido, pelo menos não naqulas proporções. E o livro seria apenas um livro exótico escrito por uma mente doentia. Um objeto apenas de interesse histórico, como é hoje.
Definitivamente não foi o livro que fez o nazismo ascender ao poder. O livro pode ter até inspirado um maluco ou outro, mas isso não faz história, não faz política e não mata gente. Quem faz política, para o bem ou para o mal, são as pessoas: as que comandam e as que obedecem; as que traçam a estratégia e as que ajudam por interesse ou por covardia; e as que guiam e as que se deixam guiar cegamente.
Portanto é ridículo e pretensioso que esse juiz queira se arvorar em grande censor da nação, contra a Constituição, e impedir que pessoas adultas tenham acesso a uma informação, até mesmo para exercerem o direito de fazer o seu próprio julgamento.
Leia quem quiser ler e tire cada um as suas próprias conclusões. O indivíduo adulto pode votar em qualquer porcaria para presidente do país e não pode ler qualquer porcaria que queira?
Eu já li Mein Kampf há mais de 30 anos e posso dizer do que se trata: uma porcaria, um manual de besteiras, de fanatismo, megalomania, racismo e ignorância; ou seja, o sujeito pôs para fora toda os monstros que lhe habitavam a alma, todos os tormentos interiores, toda a psicopatia que o assombrava. Li Mein Kampf e, obviamente, não me tornei nazista; ao contrário, o livro deixa claro que tudo o que foi feito de abominável durante o nazismo já estava há muito gestado na cabeça daquele psicopata.
Na Alemanha dos anos 20, quem tivesse lido Mein Kampf não teria dúvidas que, com aquelas ideias, se Hilter chegasse ao poder, simplesmente faria o que fez. Portanto, quem fez pior foram os alemães que votaram nele! Tivesse Hitler escrito apenas o livro e jamais ganhado eleições, o mal do nazismo não teria existido, pelo menos não naqulas proporções. E o livro seria apenas um livro exótico escrito por uma mente doentia. Um objeto apenas de interesse histórico, como é hoje.
Definitivamente não foi o livro que fez o nazismo ascender ao poder. O livro pode ter até inspirado um maluco ou outro, mas isso não faz história, não faz política e não mata gente. Quem faz política, para o bem ou para o mal, são as pessoas: as que comandam e as que obedecem; as que traçam a estratégia e as que ajudam por interesse ou por covardia; e as que guiam e as que se deixam guiar cegamente.
Portanto é ridículo e pretensioso que esse juiz queira se arvorar em grande censor da nação, contra a Constituição, e impedir que pessoas adultas tenham acesso a uma informação, até mesmo para exercerem o direito de fazer o seu próprio julgamento.
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