quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Sem resposta, Lula?

Meu Deus, por quê Lula, a alma viva mais honesta do país, está com medo de depor? Sendo a pessoa honesta que é, não deve ter nada a temer; uma pessoa honesta não cai em contradição, porque não há contradição na verdade. A verdade é uma só. A mentira é que tem muitas caras.

Lula está sob suspeita, injustamente como disse a presidenta, de muitas relações mal explicadas. O seu depoimento seria uma excelente oportunidade de bem explicar essas coisas e tirar de vez a dúvida de nossas cabeças! Por quê ele não o faz? Por quê se recusa a apresentar ao povo brasileiro, aos seus eleitores ao menos, as justificativas que demonstrariam a alma pura e honesta que ele é? Lula quer que a gente continue suspeitando dele? Quer que a gente continue a lhe fazer essa tremenda injustiça? Não pode ser.

Ou ele pensa que não tem que dar satisfações a ninguém, nem aos seus correligionários, nem aos que ainda acreditam no PT? 
Isso não se faz, Lula! O Pt precisa de você! O PT não tem mais ninguém, nos seus quadros, que tenha alguma relevância política. A sobrevivência do PT depende da sua sobrevivência política, Lula! Você sempre foi o mascote e o símbolo do partido. Mesmo que tenha sido um símbolo falso, um mito estrategicamente construído, o PT se espelha nesse mito, o do operário iletrado, pobre e honesto, que chega ao cargo máximo da nação.

Hoje sabemos que sua trajetória foi bem diferente: passou pelos conchavos secretos, regados a uísque e estabelecidos na mesa patronal na FIESP; passou, talvez, por algumas delações de companheiros aos militares (como relatou o delegado Romeu Tuma Filho), passou também por algumas mortes, como a de Celso Daniel (8 cadáveres) e as da Bancoop (3 cadáveres), que nunca foram bem explicadas. Mas o mito sobreviveu a tudo isso. Isso é dificíl para o povão entender e tudo fica parecendo fofoca de comadres. Mas o triplex e o apartamento no Guarujá todo mundo entende e eles estão lá, de pé, não podem ser retirados de cena, não podem ser assassinados. 

A única coisa que Lula pode fazer para salvar a si mesmo e ao seu mito político da perda da virgindade no quesito honestidade é apresentar explicações aceitáveis, claras e cabais, para esses dois imóveis suspeitos. Fugir do depoimento não vai ajudar em nada nesse ponto.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O país que ia dar certo

O Brasil há 50 anos era o país do futuro. O futuro chegou e o Brasil se tornou o país do passado. O Aedes aegypti, por exemplo, voltou a proliferar aqui como na época anterior à campanha de  Oswaldo Cruz em 1903. A inflação, que supúnhamos domada depois do Plano Real, volta aos 2 dígitos dos anos 80. O dólar supera todos os patamares. Depois do plano Real, em outubro de 2002, com a possibilidade de Lula ser eleito,  a cotação do dólar chegou ao pico de 3,9544, mas agora esse pico já foi amplamente superado. Em 2015 chegou ao récorde de 4,24. Palmas para dona Dilma!
A taxa de juros Selic voltou ao patamar de 10 anos atrás.  A indústria brasileira retrocede 20 anos.
Nada disso acontece por acaso. Foi de caso pensado mesmo. A bagunça foi cuidadosamente planejada, como acontece em todos os lugares em que a esquerda chega ao governo. Os exemplos de Cuba, Coréia do Norte e Venezuela estão aí a comprovar. E os exemplos anteriores dos falecidos regimes comunistas da União Soviética, Alemanha Oriental, Polônia, Albânia, etc., a reiterar a prova.
A razão é simples: não há como produzir riqueza sem trabalho. Os governos de esquerda, todos demagógicos, insistem em querer violar essa regra econômica e persistem na ideia, comprovadamente errada, de que a esmola pode substituir o ganho obtido com o próprio suor.
E a esquerda sabe que só se mantém no poder, enquanto houver párias na sociedade a depender das esmolas, que eles, autodenominados "pais dos pobres", tomam dos que produzem para lhes dar. O problema é que isso é insustentável. Um dia, o dinheiro dos outros acaba e aí vem a derrocada. Os que eram prósperos empobrecem e os que já eram pobres ficam na miséria maior ainda. Margareth Thatcher exprimiu essa verdade de maneira soberba: "o socialismo dura, enquanto dura o dinheiro dos outros".
Aqui estamos em marcha a ré acelerada. O dinheiro "dos outros" já acabou, mas a turma ainda insiste em mais do mesmo. É uma pena ver assim, um país que parecia que ia dar certo.


sábado, 13 de fevereiro de 2016

A sAnta do Planalto

Alguns bocós andaram afirmando, como se fosse uma coisa extraordinária, que a Dilma, no âmbito pessoal, é uma pessoa honesta. É mais ou menos a filosofia do PT, que até para roubar é socialista: pode roubar desde que roube para o partido (coletivismo) e não para si (individualismo).
Pois agora eu quero ver como é que a Anta vai sair dessa. O escândalo está em todas as páginas de jornal em Portugal e se resume assim:

1- O Sr. José Veiga, diretor da Asperbras no Congo, foi preso pela polícia judiciária portuguesa, acusado de corrupção internacional, fraude fiscal, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

2- Essa Asperbras é uma empresa do Sr. José Roberto Colnaghi (é muito José!), cupincha do Palocci, investigado na CPI dos Bingos e cujos negócios na África tiveram financiamento público através do BNDES.
É preciso dizer mais alguma coisa? Não, mas tem mais, muito mais.

3- Dilma perdoou a dívida do Congo e logo depois o PT recebeu 2 milhões da Asperbras. Isso foi noticiado em novembro passado pela revista Época:
A CPI do BNDES descobriu que a Pepper, agência de comunicação ligada ao PT, recebeu R$ 2 milhões da Asperbras. A maior parte do dinheiro foi transferida da Alemanha. A outra, dos Estados Unidos. Lembrando: o contrato da Pepper com a Asperbras foi firmado no Congo, depois de Dilma perdoar a dívida da ditadura africana.
4- O site O Antagonista revela:
"Em novembro, a CPI do BNDES descobriu que a Pepper recebeu R$ 2 milhões por um contrato com a Asperbras no Congo, justamente a unidade dirigida por José Veiga.
Veiga foi detido com Paulo Santa Lopes, irmão do ex-premiê português Pedro Lopes. Foram apreendidos veículos de luxo e R$ 8 milhões em espécie numa das casas do diretor da Asperbras.
O Diário de Notícias informa que José Veiga é parceiro de negócios do presidente congolês, Denis Sassou Nguesso, o "feiticeiro".
"A Pepper Interativa, agência de comunicação ligada ao PT e investigada na Operação Acrônimo, fechou no ano passado um contrato milionário com a Asperbras, empresa de tubos e conexões do interior paulista. Até aí nada demais. O detalhe é que o contrato foi fechado no Congo."
"Em 2002, na campanha presidencial, Colnaghi cedeu seu avião a Antonio Palocci. Outro avião de Colnaghi, segundo a Veja, foi usado para transportar caixas de uísque de Brasília para São Paulo, supostamente contendo dólares de Cuba para a campanha de Lula.
No mensalão, as remessas do Trade Link Bank, associadas a José Roberto Colnaghi, foram chamadas de Conexão Angola. Agora a Acrônimo pode ter descoberto a Conexão Congo para a campanha de Dilma Rousseff."
5- O ditador congolês, Denis Sassou Nguesso, controla com mão-de-ferro toda a receita de petróleo do pais, que é o 4º maior produtor da África. Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o governo Dilma lhe perdoou  uma dívida de mais de 200 milhões de euros. Essa manobra foi conduzida por Antônio Palocci.

Não é preciso comentar nada, os fatos falam por si.

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