O ministro Teori Zavaski com aquela cara de buldogue enraivecido não me engana nem um pouco. Já foi citado por Lula e por Delcídio em gravações "republicanas", sendo considerado um ministro "favorável" à argumentação da corja petista. Chegou inclusive a ser convidado para a conversa secreta "republicana" da Anta com Lewandowski em Portugal.
Será que ele tem mais gratidão a quem o indicou do que o Janot? Parece que sim, pois a corja, que se julga no direito até de escolher os ministros para julgar suas demandas, demonstra gostar de Rosa Weber, Lewandowski, Barroso e de Teori; e detesta Gilmar Mendes, obviamente.
E o ministro Teori não os desaponta. Claro que os despachos são abarrotados de juridiquês e de considerações disso e daquilo, mas o que interessa à malta é o resultado prático.
O Teori que lhes interessa é o que, na prática, mantém o chefe da organização criminosa a salvo da polícia e da justiça.
quarta-feira, 23 de março de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
Todo poder emana do povo
Eu fico impressionado com uma coisa:a resiliência desses petistas! Está mais que provado, escancarado para o mundo inteiro, o que eles fizeram nesses anos de poder. Seu projeto autoritário, megalômano e antidemocrático de perpetuação no poder via corrupção, foi extensiva e repetidamente desmascarado. Não há mais o que esconder. As testemunhas e delações se espalham por todos os cantos e todas coincidem na narração dos fatos. Há farta documentação. As desculpas não se sustentam diante do mais simples raciocínio lógico.
Entretanto, eles...estão no ataque!!!!
É de pasmar. Deviam estar encolhidos num canto, acuados, fazendo cara de arrependidos, mas não, eles vão pro ataque, convocam a militância, berram em todas as mídias, chamam a tudo e a todos de golpistas, atacam o Supremo,o Ministério Público, a Polícia Federal, a Imprensa e o juiz Sérgio Moro!
Não estão nem aí. Não tem a menor compunção ou respeito pelas instituições, apelam para qualquer coisa, repetem a mesma mentira e as mesmas desculpas à exaustão. E a nação, estupefata, continua civilizadamente a procurar os caminhos jurídicos legais para se defender das chicanas que eles fazem e acusam os outros de as fazerem. Teríamos que ter mecanismos mais rápidos de defender o país, a moralidade pública e a Constituição.
Não dá para percorrer todos esses meandros de filigranas jurídicas em que tudo se discute, menos o essencial! Passada essa tempestade, o nosso sistema tem que ser aperfeiçoado, para nos permitir livramo-nos de governos ruins e corruptos sem tantas amarras. Temos que tornar ágil o estatuto "todo poder emana do povo", para que ele seja eficaz e não apenas uma letra morta no papel.
Entretanto, eles...estão no ataque!!!!
É de pasmar. Deviam estar encolhidos num canto, acuados, fazendo cara de arrependidos, mas não, eles vão pro ataque, convocam a militância, berram em todas as mídias, chamam a tudo e a todos de golpistas, atacam o Supremo,o Ministério Público, a Polícia Federal, a Imprensa e o juiz Sérgio Moro!
Não estão nem aí. Não tem a menor compunção ou respeito pelas instituições, apelam para qualquer coisa, repetem a mesma mentira e as mesmas desculpas à exaustão. E a nação, estupefata, continua civilizadamente a procurar os caminhos jurídicos legais para se defender das chicanas que eles fazem e acusam os outros de as fazerem. Teríamos que ter mecanismos mais rápidos de defender o país, a moralidade pública e a Constituição.
Não dá para percorrer todos esses meandros de filigranas jurídicas em que tudo se discute, menos o essencial! Passada essa tempestade, o nosso sistema tem que ser aperfeiçoado, para nos permitir livramo-nos de governos ruins e corruptos sem tantas amarras. Temos que tornar ágil o estatuto "todo poder emana do povo", para que ele seja eficaz e não apenas uma letra morta no papel.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Interferência indevida
Roger Agnelli, recém falecido, foi protagonista de um caso que ilustra bem a atuação nefasta de um governo corrupto e com más intenções. Agnelli foi presidente da Vale de 2001 a 2011. Na sua gestão, altamente profissional, a empresa teve seus lucros multiplicados por 10 e passou da posição de oitava mineradora mundial para o segundo lugar. Isso é que é criar valor, o resto é conversa fiada.
Mas Roger Agnelli, um executivo de alta performance, competentissimo, não conseguiu sobreviver ao ataque político. No final do segundo governo Lula (2009), já começando os efeitos do desmando e do oba-oba na economia, tendo o PIB brasileiro se retraído em 0,2% (a primeira retração em 17 anos), e com a economia mundial ainda sob os efeitos da recessão de 2008, Roger Agnelli tomou as medidas necessárias para sustentar a empresa durante a previsível crise. Uma dessas medidas foi reduzir o quadro de funcionários.
Isso desagradou Lula, cujos planos de eleger o poste, poderiam ser negativamente afetados se a situação econômica no Brasil mostrasse, naquele momento, sinais de deterioração. Em outras palavras, o estelionato eleitoral estava em gestação e o que Agnelli estava fazendo era prejudicial a esse estelionato.
Lula insistiu com ele para adiar a decisão, mas Agnelli foi firme. Dirigia uma empresa, não um governo e tinha compromissos com os acionsitas, não com eleitores. Foi então que Lula começou a campanha contra ele. Tendo sido eleito o poste, a campanha continuou; e usando o poder do governo, ainda detentor de parcela significativa do capital votante, acabou por pressionar a Bradespar (sócio majoritário), que é um consórcio do Bradesco com o BNDES, a demitir o Roger Agnelli e escolher um outro presidente, supostamente mais dócil aos desejos do governo.
Quem perdeu com a saída de um grande gestor foram os acionistas (entre eles o próprio governo, via BNDES), mas quem se importa com isso? Não se pode dizer que a perda de valor de mercado da Vale, posterior à saída do Agnelli, seja só devido a isso. Claro que não. Há muito fatores envolvidos, mas uma coisa é certa: sob o comando perspicaz do Agnelli, com certeza a Vale teria enfrentado as turbulências e os problemas de um uma outra maneira. Afinal é por isso e para isso que se pagam fortunas a certos executivos.
Mas Roger Agnelli, um executivo de alta performance, competentissimo, não conseguiu sobreviver ao ataque político. No final do segundo governo Lula (2009), já começando os efeitos do desmando e do oba-oba na economia, tendo o PIB brasileiro se retraído em 0,2% (a primeira retração em 17 anos), e com a economia mundial ainda sob os efeitos da recessão de 2008, Roger Agnelli tomou as medidas necessárias para sustentar a empresa durante a previsível crise. Uma dessas medidas foi reduzir o quadro de funcionários.
Isso desagradou Lula, cujos planos de eleger o poste, poderiam ser negativamente afetados se a situação econômica no Brasil mostrasse, naquele momento, sinais de deterioração. Em outras palavras, o estelionato eleitoral estava em gestação e o que Agnelli estava fazendo era prejudicial a esse estelionato.
Lula insistiu com ele para adiar a decisão, mas Agnelli foi firme. Dirigia uma empresa, não um governo e tinha compromissos com os acionsitas, não com eleitores. Foi então que Lula começou a campanha contra ele. Tendo sido eleito o poste, a campanha continuou; e usando o poder do governo, ainda detentor de parcela significativa do capital votante, acabou por pressionar a Bradespar (sócio majoritário), que é um consórcio do Bradesco com o BNDES, a demitir o Roger Agnelli e escolher um outro presidente, supostamente mais dócil aos desejos do governo.
Quem perdeu com a saída de um grande gestor foram os acionistas (entre eles o próprio governo, via BNDES), mas quem se importa com isso? Não se pode dizer que a perda de valor de mercado da Vale, posterior à saída do Agnelli, seja só devido a isso. Claro que não. Há muito fatores envolvidos, mas uma coisa é certa: sob o comando perspicaz do Agnelli, com certeza a Vale teria enfrentado as turbulências e os problemas de um uma outra maneira. Afinal é por isso e para isso que se pagam fortunas a certos executivos.
Assinar:
Comentários (Atom)
Seguidores do Blog
Blogs que sigo
No Twitter:
Wikipedia
Resultados da pesquisa