Dilminha já está na tábua da beirada, com um pé pra fora da jangada, mas insiste em impor sua presença fantasmagórica ao país. Já não governa, aliás, a bem da verdade, seu segundo mandato nem começou, mas persiste com um zumbi, assombrando o país.
Sabíamos que o PT seria capaz de tudo, mas esse final patético supera as mais fantasiosas expectativas. Ninguém se envergonha de desempenhar o mais baixo papel. O que Lindbergh Farias, Gleisi Hoffman e José Eduardo Cardozo fizeram e fazem, com o desprezo absoluto pela lógica e pelo fatos, é lastimável.
Repetem e repetem o mesmo mantra, que há golpe, que não houve crime de responsabilidade, mesmo diante de todas as demonstrações cabais e irrefutáveis; mesmo diante de todas as consequências dessa irresponsabilidade estarem à vista de todos, se abatendo sobre a nação, como uma praga do Egito.
Não apresentam fatos contrários, apenas retórica, apenas blá-blá-blá, como sempre foi hábito do PT.
O apego ao poder é tal que chegou-se a cogitar de Dilma se amarrar à cadeira presidencial, como que, simbolicamente, a demonstrar que haveria um golpe. Só faltava uma cena dessas, uma foto estampada em todos os jornais do mundo, com todos a gargalharem da piada em que se transformou o Brasil.
Não merecemos isso! O jogo acabou, senhores petistas! Admitam a derrota e recolham-se à insignificância política que agora hão de amargar. Não merecem outra coisa. Por mim, essa organização criminosa deveria ser fechada, seu registro cassado, para que jamais volte a castigar o país com tantas pragas.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
País em desmanche
Quem tem mais de 30 anos já deve ter ouvido dizer que "o brasileiro é um povo pacífico". Talvez tenha sido, sim, no passado. Talvez até os anos 60. Acontece porém que, aos poucos, fomos nos tornando uma nação violenta. Recente relatório da ONG Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal nos informa que, das 50 cidades mais violentas do mundo, 21 estão no Brasil. É muita coisa! Estamos aí batendo um récorde altamente indesejado. A partir dessa informação, pode se dizer então que o Brasil é hoje um dos países mais violentos do mundo!
Há explicações variadas para isso, quase todas de cunho socio-político-ideológico, que atribui à desigualdade social a causa fundamental da violência.
Essa explicação, porém, esbarra em uma dificuldade. A desigualdade social na primeira metade do século XX era muito maior do que é hoje, mas a violência era muito menor. Algo ocorreu, que fez a violência disparar, independentemente da desigualdade, da falta de oportunidades e do nível de educação, que, de certo modo, melhoraram, enquanto o nível de violência disparava.
No meu ponto de vista, há duas razões e que estão, de certa forma, interligadas: o crime organizado (leia-se tráfico de drogas) e a corrupção. A corrupção endêmica, que hoje atinge todos os escalões, sempre esteve relacionada com a atividade policial. Somos uma sociedade tolerante com a corrupção. A atividade policial, portanto, não está imune a ela. O problema é que a corrupção mina, destrói, os objetivos de qualquer organização, em especial da organização policial, que passa a trabalhar para satisfazer os interesses espúrios de seus membros, ao invés de fazê-lo pelos interesses legítimos da sociedade.
Sem polícia eficiente, o Estado perde a capacidade de enfrentar o crime. Nesse momento, o crime organizado percebe a sua oportunidade e passa a ocupar os espaços públicos com, cada vez mais, desenvoltura e, nesse rastro, vem a violência, que é a maneira de a organização criminosa exercer o seu poder.
A violência é pois uma "política" desse Estado paralelo. Não espanta que tenha crescido tanto no Brasil, juntamente com a outra característica, pré-existente, mas que atingiu proporções calamitosas no Brasil, a corrupção generalizada.
Corrupção e criminalidade e violência andam de mãos dadas.
Há explicações variadas para isso, quase todas de cunho socio-político-ideológico, que atribui à desigualdade social a causa fundamental da violência.
Essa explicação, porém, esbarra em uma dificuldade. A desigualdade social na primeira metade do século XX era muito maior do que é hoje, mas a violência era muito menor. Algo ocorreu, que fez a violência disparar, independentemente da desigualdade, da falta de oportunidades e do nível de educação, que, de certo modo, melhoraram, enquanto o nível de violência disparava.
No meu ponto de vista, há duas razões e que estão, de certa forma, interligadas: o crime organizado (leia-se tráfico de drogas) e a corrupção. A corrupção endêmica, que hoje atinge todos os escalões, sempre esteve relacionada com a atividade policial. Somos uma sociedade tolerante com a corrupção. A atividade policial, portanto, não está imune a ela. O problema é que a corrupção mina, destrói, os objetivos de qualquer organização, em especial da organização policial, que passa a trabalhar para satisfazer os interesses espúrios de seus membros, ao invés de fazê-lo pelos interesses legítimos da sociedade.
Sem polícia eficiente, o Estado perde a capacidade de enfrentar o crime. Nesse momento, o crime organizado percebe a sua oportunidade e passa a ocupar os espaços públicos com, cada vez mais, desenvoltura e, nesse rastro, vem a violência, que é a maneira de a organização criminosa exercer o seu poder.
A violência é pois uma "política" desse Estado paralelo. Não espanta que tenha crescido tanto no Brasil, juntamente com a outra característica, pré-existente, mas que atingiu proporções calamitosas no Brasil, a corrupção generalizada.
Corrupção e criminalidade e violência andam de mãos dadas.
terça-feira, 3 de maio de 2016
A organização criminosa
Até que enfim, a PGR se convenceu de que não há crime sem autor e que, para haver corrupção ativa, tem que ter um passivo do outro lado. Finalmente o Procurador Janot mandou para o Supremo um pedido de investigação contra: Lula, Dilma, Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, Edinho Silva, Palocci, Erenice Guerra, Paulo Okamoto, José Sérgio Gabrielli.
Foi textual em seu despacho: [O esquema do petrolão] "jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse."
E mais: "Se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Maurício Bumlai atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e André Esteves, dando ensejo ao aditamento da denúncia anteriormente oferecida".
Parece que a lista agora de condenados, réus, indiciados e investigados está praticamente completa. A Organização Criminosa dessa vez foi atingida em cheio. Espero que não se levante nunca mais.
E o caso ainda não acabou. Essa investigação refere-se somente ao petrolão, mas ainda falta a Eletrobras, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, os fundos de pensão e, last but not least, o BNDES.
E, pensar que eles estiveram a um passo do crime perfeito. Pediam propina sob a forma de doações oficiais. O partido se empanturrando de dinheiro. As campanhas publicitárias multimiionárias pagas com dinheiro desviado da Petrobras e, vamos saber logo, também de outras estatais. O poder executivo nas suas mãos. O Congresso comprado. O STF e STJ sendo, aos poucos, aparelhado. Os blogs, redes e movimentos sociais, sustentados por esse mesmo dinheiro, trabalhando a seu favor.Como um esquema desses poderia dar errado?
Felizmente para nós, brasileiros, aquele velho ditado mineiro continua valendo: a esperteza, quando é muito grande, vira bicho e engole o dono
Foi textual em seu despacho: [O esquema do petrolão] "jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse."
E mais: "Se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Maurício Bumlai atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e André Esteves, dando ensejo ao aditamento da denúncia anteriormente oferecida".
Parece que a lista agora de condenados, réus, indiciados e investigados está praticamente completa. A Organização Criminosa dessa vez foi atingida em cheio. Espero que não se levante nunca mais.
E o caso ainda não acabou. Essa investigação refere-se somente ao petrolão, mas ainda falta a Eletrobras, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, os fundos de pensão e, last but not least, o BNDES.
E, pensar que eles estiveram a um passo do crime perfeito. Pediam propina sob a forma de doações oficiais. O partido se empanturrando de dinheiro. As campanhas publicitárias multimiionárias pagas com dinheiro desviado da Petrobras e, vamos saber logo, também de outras estatais. O poder executivo nas suas mãos. O Congresso comprado. O STF e STJ sendo, aos poucos, aparelhado. Os blogs, redes e movimentos sociais, sustentados por esse mesmo dinheiro, trabalhando a seu favor.Como um esquema desses poderia dar errado?
Felizmente para nós, brasileiros, aquele velho ditado mineiro continua valendo: a esperteza, quando é muito grande, vira bicho e engole o dono
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