O buraco é muito, muito, mas muito mesmo, mais embaixo! Novos dados vieram à luz e indicam que o rombo nas contas públicas, que estava estimado em 120 bilhões, vai passar de 250.
Entretanto, estão sendo revelados alguns "esqueletos" no armário da Dilma que podem elevar esse rombo para 600 bilhões, segundo a agência Moody's.
Esses esqueletos, ainda não devidamente contabilizados, são os gastos que o Tesouro será obrigado a fazer para cobrir os déficits de suas controladas: Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica Federal, renegociação das dívidas dos estados,etc.
Se 120 bilhões já estava péssimo, 600 bilhões significam que o Brasil está tecnicamente quebrado. E a D. Dilma I, a Louca, resolveu piorar a situação e está aumentando todos os gastos que pode aumentar. Tinha que ser interditada de imediato, antes que provoque mais danos.
Esse rombo de 600 bilhões representa mais de 10% do PIB. Se a dívida pública já está chegando perto de 70% dp PIB, o acréscimo do rombo e dos juros sobre esse rombo elevarão a dívida, até o fim do ano, para 90% do PIB.
Não haverá governo que consiga fazer o milagre de resolver esse problema em curto prazo. Outra coisa que precisamos ter em mente é que não haverá meio de equalizar essa situação sem cortes dramáticos nos gastos públicos (O PT e os "movimentos sociais" vão berrar) e sem aumento de impostos (infelizmente).
É uma questão de matemática. Penso, porém, que o povo deve permanecer mobilizado para exigir que os cortes sejam feitos (e não apenas promessas) antes que enfiem a mão no nosso bolso.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
O vento virou
O maior problema de um líder político é não perceber a mudança do curso da história. Depois que passaram, fica fácil examinar os fatos e estabelecer um relação lógica de causa e efeito, mas durante o processo histórico isso não fica muito visível e às vezes até se esconde no emaranhado de eventos simultâneos.
Foi assim com a monarquia francesa diante da revolução burguesa batendo à porta. O mesmo ocorreu no final do reinado de D.Pedro II, em que o Baile da Ilha Fiscal foi o exemplo de alienação.
A História no Brasil está prestes a dar mais uma de suas guinadas. Os fatos vão se acumulando e se somando, mas, a princípio, a direção do curso do rio da história parece não se alterar, até que, de repente, o vento vira... Aí tudo se precipita e não há força contrária que faça o rio voltar ao leito.
O Brasil está vivendo um desses momentos. O povo brasileiro tradicionalmente sempre foi semi-alienado da política. Votava por obrigação. Escolhia seus candidatos baseado na imposição do chefe político local, no parentesco, na gratidão, na expectativa de auferir alguma vantagem pessoal, enfim, nas razões mais comezinhas e pouco republicanas de escolher um representante. Isso levou sempre a um distanciamento enorme entre o candidato eleito e seu eleitor. Programas partidários eram olimpicamente desconhecidos por um e por outro. O resultado sempre foi a baixa representatividade da classe política em relação ao seu eleitorado.
Tudo indica que as coisas mudaram agora. As pessoas passaram a se interessar pelo que os seus "representantes" estão fazendo. O controle se aprimorou por causa da internet. A divulgação é imediata pelas redes sociais, que não tem dono, nem controlador. Não importa o nível intelectual ou o grau de instrução, todo mundo tem acesso à notícia e à opinião dos amigos e conhecidos, em tempo real.
Acabou a época em que o político tinha controle sobre a sua imagem e sobre as informações que deixava chegar ao seu eleitor. Não mais. Não há intermediários, nem intérpretes. Há os que ainda atribuem algum valor ao marketing político e estão propensos a despejar rios de dinheiro em campanhas comandadas por marqueteiros. Mas digam, que marqueteiro seria capaz de mudar agora a imagem de Eduardo Cunha? Ou a de Renan? Ou de convencer os 65% da população, que dizem que não votariam em Lula em hipótese alguma, que esse ex-líder populista é uma criatura inocente?
Os políticos em geral vão demorar a perceber, mas estarão em sua maioria condenados ao esquecimento e ao ostracismo. Novos tempos exigirão um novo comprtamento. A fiscalização da sociedade veio pra ficar. A desvinculação de partidos políticos também. Esses novos ventos trarão também novas cabeças e novas idéias ao cenário político brasileiro. Nao é à toa, que jovens do Movimento Brasil Livre, do VemPraRua, do Partido Novo tem tido cada vez mais espaço na mídia. A hora deles chegou!
Foi assim com a monarquia francesa diante da revolução burguesa batendo à porta. O mesmo ocorreu no final do reinado de D.Pedro II, em que o Baile da Ilha Fiscal foi o exemplo de alienação.
A História no Brasil está prestes a dar mais uma de suas guinadas. Os fatos vão se acumulando e se somando, mas, a princípio, a direção do curso do rio da história parece não se alterar, até que, de repente, o vento vira... Aí tudo se precipita e não há força contrária que faça o rio voltar ao leito.
O Brasil está vivendo um desses momentos. O povo brasileiro tradicionalmente sempre foi semi-alienado da política. Votava por obrigação. Escolhia seus candidatos baseado na imposição do chefe político local, no parentesco, na gratidão, na expectativa de auferir alguma vantagem pessoal, enfim, nas razões mais comezinhas e pouco republicanas de escolher um representante. Isso levou sempre a um distanciamento enorme entre o candidato eleito e seu eleitor. Programas partidários eram olimpicamente desconhecidos por um e por outro. O resultado sempre foi a baixa representatividade da classe política em relação ao seu eleitorado.
Tudo indica que as coisas mudaram agora. As pessoas passaram a se interessar pelo que os seus "representantes" estão fazendo. O controle se aprimorou por causa da internet. A divulgação é imediata pelas redes sociais, que não tem dono, nem controlador. Não importa o nível intelectual ou o grau de instrução, todo mundo tem acesso à notícia e à opinião dos amigos e conhecidos, em tempo real.
Acabou a época em que o político tinha controle sobre a sua imagem e sobre as informações que deixava chegar ao seu eleitor. Não mais. Não há intermediários, nem intérpretes. Há os que ainda atribuem algum valor ao marketing político e estão propensos a despejar rios de dinheiro em campanhas comandadas por marqueteiros. Mas digam, que marqueteiro seria capaz de mudar agora a imagem de Eduardo Cunha? Ou a de Renan? Ou de convencer os 65% da população, que dizem que não votariam em Lula em hipótese alguma, que esse ex-líder populista é uma criatura inocente?
Os políticos em geral vão demorar a perceber, mas estarão em sua maioria condenados ao esquecimento e ao ostracismo. Novos tempos exigirão um novo comprtamento. A fiscalização da sociedade veio pra ficar. A desvinculação de partidos políticos também. Esses novos ventos trarão também novas cabeças e novas idéias ao cenário político brasileiro. Nao é à toa, que jovens do Movimento Brasil Livre, do VemPraRua, do Partido Novo tem tido cada vez mais espaço na mídia. A hora deles chegou!
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Marina, a entidade sonsa
Esse episódio do afastamento do Eduardo Cunha tem que ser bem contado, para registro histórico. Não se discute o mérito que Eduardo Cunha deva realmente ser afastado do cargo. Se fôssemos um país sério, isso já teria acontecido tão logo ficou evidente que ele estava mentindo aos seus pares. Mas não somos um país sério. Viva De Gaulle!
O que se deve discutir entretanto é a maneira como essas coisas se deram. São duas narrativas concorrentes e que se complementam. Uma delas é que o afastamento dele, mediante decisão do Supremo, é inconstitucional!
Realmente, a Constituição protege o mandato parlamentar de todo tipo de intervenção, de tal modo, que um parlamentar só pode ser preso em flagrante delito. Foi o que aconteceu com o senador Delcídio. Não era o caso de Eduardo Cunha, que deveria ter sido julgado e afastado pelos seus colegas parlamentares, detentores eles também de mandato popular, e jamais por membros de um outro poder e que nunca tiveram voto.
Ninguém está comentando isso porque Eduardo Cunha é o bandido preferido da nação, mas os juristas sabem que essa decisão do Supremo é ilegal, viola a Constituição, a mesma pela qual eles são encarregados de zelar. Nesse caso, o que se faz é vista grossa, como se os fins tivessem justificado os meios.
A segunda narrativa é o pequeno golpe que os ministros Lewandowski e Marco Aurélio estavam prestes a encenar.
O ministro Teori estava com o caso Eduardo Cunha há alguns meses para decidir. A PGR havia pedido que o Supremo o afastasse de suas funções, em virtude de ser réu em processo junto ao mesmo STF. O ministro tinha uma batata quente nas mãos, pois se decidia afastá-lo agrediria a Constituição, como afinal acabou fazendo. Se decidisse ao contrário, iria dar um tal poder a Eduardo Cunha que seria perigoso para as instituições. Teori esperava, portanto, que sua decisão já não fosse mais necessária, ou seja, que a Câmara cumprisse seu papel, uma vez superado o processo do impeachment da presidente.
Teori, entretanto, foi atropelado pelas gracinhas de Marco Aurélio e Lewandowski, que, aproveitando-se do pedido da Rede, para que o STF declarasse Eduardo Cunha fora da linha de sucessão e anulasse seus atos como presidente da Câmara, tiveram uma grande idéia.
Iam pôr em julgamento, em caráter urgente, na terça-feira passada, esse pedido da Rede.
O pulo do gato seria: ao declararem que os atos de Cunha eram nulos, abria-se a porteira para que Dilma e seus advogados pedissem a anulação de todo o processo de impeachment. José Eduardo Cardozo estava preparado para isso, tanto que, no mesmo dia, entrou com petição nesse sentido, mesmo não tendo o Supremo declarado nulo nenhum ato de Cunha. Lewandowski e Marco Aurélio posariam de inocentes!
A nossa sorte é que Teori foi mais rápido. Ao saber disso, trabalhou à noite e produziu a liminar que afastou Cunha de suas funções. O pedido da Rede ficou então sem sentido (prejudicado, na linguagem jurídica), uma vez que Cunha já não está mais na linha de sucessão. Portanto, não houve a oportunidade de o STF declarar a nulidade de coisa alguma. Dessa vez, nos salvamos por um triz.
Uma pergunta, entretanto, fica em aberto: Marina Silva, ao fazer tal petição, estava consciente dessa consequência? Tudo me diz que sim, é típico dela, a Entidade surge do nada, faz uma lambança e depois se retira para a floresta como quem não tem nada com isso. Marina, a Entidade Sonsa, o próximo perigo after-PT.
O que se deve discutir entretanto é a maneira como essas coisas se deram. São duas narrativas concorrentes e que se complementam. Uma delas é que o afastamento dele, mediante decisão do Supremo, é inconstitucional!
Realmente, a Constituição protege o mandato parlamentar de todo tipo de intervenção, de tal modo, que um parlamentar só pode ser preso em flagrante delito. Foi o que aconteceu com o senador Delcídio. Não era o caso de Eduardo Cunha, que deveria ter sido julgado e afastado pelos seus colegas parlamentares, detentores eles também de mandato popular, e jamais por membros de um outro poder e que nunca tiveram voto.
Ninguém está comentando isso porque Eduardo Cunha é o bandido preferido da nação, mas os juristas sabem que essa decisão do Supremo é ilegal, viola a Constituição, a mesma pela qual eles são encarregados de zelar. Nesse caso, o que se faz é vista grossa, como se os fins tivessem justificado os meios.
A segunda narrativa é o pequeno golpe que os ministros Lewandowski e Marco Aurélio estavam prestes a encenar.
O ministro Teori estava com o caso Eduardo Cunha há alguns meses para decidir. A PGR havia pedido que o Supremo o afastasse de suas funções, em virtude de ser réu em processo junto ao mesmo STF. O ministro tinha uma batata quente nas mãos, pois se decidia afastá-lo agrediria a Constituição, como afinal acabou fazendo. Se decidisse ao contrário, iria dar um tal poder a Eduardo Cunha que seria perigoso para as instituições. Teori esperava, portanto, que sua decisão já não fosse mais necessária, ou seja, que a Câmara cumprisse seu papel, uma vez superado o processo do impeachment da presidente.
Teori, entretanto, foi atropelado pelas gracinhas de Marco Aurélio e Lewandowski, que, aproveitando-se do pedido da Rede, para que o STF declarasse Eduardo Cunha fora da linha de sucessão e anulasse seus atos como presidente da Câmara, tiveram uma grande idéia.
Iam pôr em julgamento, em caráter urgente, na terça-feira passada, esse pedido da Rede.
O pulo do gato seria: ao declararem que os atos de Cunha eram nulos, abria-se a porteira para que Dilma e seus advogados pedissem a anulação de todo o processo de impeachment. José Eduardo Cardozo estava preparado para isso, tanto que, no mesmo dia, entrou com petição nesse sentido, mesmo não tendo o Supremo declarado nulo nenhum ato de Cunha. Lewandowski e Marco Aurélio posariam de inocentes!
A nossa sorte é que Teori foi mais rápido. Ao saber disso, trabalhou à noite e produziu a liminar que afastou Cunha de suas funções. O pedido da Rede ficou então sem sentido (prejudicado, na linguagem jurídica), uma vez que Cunha já não está mais na linha de sucessão. Portanto, não houve a oportunidade de o STF declarar a nulidade de coisa alguma. Dessa vez, nos salvamos por um triz.
Uma pergunta, entretanto, fica em aberto: Marina Silva, ao fazer tal petição, estava consciente dessa consequência? Tudo me diz que sim, é típico dela, a Entidade surge do nada, faz uma lambança e depois se retira para a floresta como quem não tem nada com isso. Marina, a Entidade Sonsa, o próximo perigo after-PT.
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