Se existe uma área em que a transparência deve ser total e absoluta é a área que compete à Justiça. Afinal, nessa área atuam meros cidadãos, aos quais a sociedade deu a autorização e a incumbência de julgar os demais e e o poder de definir, para o bem ou para o mal, como esses cidadãos, que porventura sentar-se-ão (desculpem a mesóclise) no banco dos réus, sua futura vida em sociedade.
Essa outorga investe o cidadão que se transforma em juiz, de uma responsabilidade ímpar e, portanto devedor permanente de prestação de contas à sociedade.
Nesse contexto, não se admitem segredos de Justiça, a não ser em casos particularíssimos, como, por exemplo, o direito de família, em que a disputa entre as partes não interessa a mais ninguém. Ou, quando a eficácia da investigação requer o sigilo, e esse deve ser aplicado tão somente na fase investigatória. Uma vez, concluída, a regra deve ser a da transparência.
Não se justifica portanto, de maneira alguma, que esses processos cuja abertura foi pedida pela PGR ao Supremo, sejam mantidos sob esse manto protetor aos acusados.
Quem se dispõe à vida pública, como o nome está dizendo, não pode ter vida privada. Ou uma, ou outra. Uma vez que escolheu a vida pública e foi escolhido pelos eleitores direta ou indiretamente, passa a ter um compromisso 24 horas por dia com esses eleitores. Quem não quer que assim seja, que se recolha à privada (a vida privada, "por supuesto"). Ninguém é obrigado a candidatar-se a coisa alguma. Ninguém é obrigado a aceitar cargo algum.
Exercer uma atividade pública é (ou deveria ser) antes de tudo um serviço. Sei que estamos longe disso, nesse país semi-selvagem da América do Sul, mas a regra não muda conforme o estado de civilização em que um povo se encontra. Temos é que ir, aos trancos e barrancos, aprimorando nossas instituições até que um dia possamos nos chamar de civilizados.
quarta-feira, 15 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
Lulismo: o fim do petismo
Reproduzo, a seguir, trecho do editorial de hoje do Estadão (ver texto integral aqui):
Qualquer coisa nobre, ou digna, ou interessante, do ponto de vista ideológico que ainda existisse sob a camada burocratizante da esquerda fanática e burra, foi tragado pelo lulismo, que, dentro de um ideário socialista, representa a forma de individualismo mais extrema, aquela do culto à personalidade.
O socialismo tem dessas contradições. Prioriza o coletivo a ponto de massacrar o indivíduo, mas, ao mesmo tempo - como a compensar a perda de identidade individual dos seguidores - a individualidade de seus líderes é exacerbada ao ponto de serem elevados ao status de entidades divinas. Foi o caso de Stálin, de Fidel Castro, de Mao e mesmo de um idiota como Hugo Chávez.
O lulismo, representando apenas a sede de poder de um ignorante, restringiu o petismo à sua estatura nanica. E, ao final, ficou apenas a face corrupta escancarada para todos nós.
Imagino que alguns petistas, aqueles convictos, sinceros em sua escolha política - eles devem existir - estarão sem chão e sem ar. Como ainda poderão defender sua ideologia diante de tudo que fizeram com ela? Usaram a ideologia como um papel higiênico, para com ela tentar limpar os dejetos que a cupidez, a ganância e o escasso senso ético, produziram ao longo de seus intermináveis anos de poder. E agora devolvem o papel higiênico usado para esses militantes, dizendo: vamos limpar tudo e refundar o PT.
Ora, papel higiênico não se limpa. Papel higiênico se joga na privada e se dá descarga. É o que o Brasil fará com o petismo. Adeus!
No mesmo dia em que tomou conhecimento do escabroso volume de dinheiro sujo usado pela Odebrecht para, no dizer do ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “apropriar-se do poder público”, o País foi apresentado ao resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016. Poderiam ser dois dados estanques que apenas por uma infeliz coincidência vieram à luz ao mesmo tempo. Mas não são. Está-se diante do mais eloquente painel do desastre que representou o governo do ex-presidente Lula da Silva, um tétrico quadro dos males infligidos aos brasileiros pelo lulopetismo.É este o verdadeiro legado de Lula – a pior recessão econômica desde 1948, quando o PIB passou a ser calculado pelo IBGE, e uma rede de corrupção sem precedentes, cuja voracidade por dinheiro público parece não ter deixado incólume sequer uma fresta do Estado Democrático de Direito.Nem os piores inimigos do petismo, em momento de extrema má-vontade, poderiam prever uma situação como essa. Seria considerado um exagero por conta da cegueira política. E, no entanto, agora parece normal uma coisa dessas. E digo mais, o lulismo acabou com o petismo.
Qualquer coisa nobre, ou digna, ou interessante, do ponto de vista ideológico que ainda existisse sob a camada burocratizante da esquerda fanática e burra, foi tragado pelo lulismo, que, dentro de um ideário socialista, representa a forma de individualismo mais extrema, aquela do culto à personalidade.
O socialismo tem dessas contradições. Prioriza o coletivo a ponto de massacrar o indivíduo, mas, ao mesmo tempo - como a compensar a perda de identidade individual dos seguidores - a individualidade de seus líderes é exacerbada ao ponto de serem elevados ao status de entidades divinas. Foi o caso de Stálin, de Fidel Castro, de Mao e mesmo de um idiota como Hugo Chávez.
O lulismo, representando apenas a sede de poder de um ignorante, restringiu o petismo à sua estatura nanica. E, ao final, ficou apenas a face corrupta escancarada para todos nós.
Imagino que alguns petistas, aqueles convictos, sinceros em sua escolha política - eles devem existir - estarão sem chão e sem ar. Como ainda poderão defender sua ideologia diante de tudo que fizeram com ela? Usaram a ideologia como um papel higiênico, para com ela tentar limpar os dejetos que a cupidez, a ganância e o escasso senso ético, produziram ao longo de seus intermináveis anos de poder. E agora devolvem o papel higiênico usado para esses militantes, dizendo: vamos limpar tudo e refundar o PT.
Ora, papel higiênico não se limpa. Papel higiênico se joga na privada e se dá descarga. É o que o Brasil fará com o petismo. Adeus!
domingo, 12 de março de 2017
Acabou pra Lula
Acabou pra ele. Não há outra possibilidade, Lula tem que ser preso! O que Marcelo Odebrecht revela sobre a planilha da propina não deixa mais margem a dúvidas. Lula era o "Amigo", o Capo, o Chefão da quadrilha que assaltou, durante mais de 10 anos, os cofres públicos!
A Odebrecht, por sua vez, pagou entre 2006 e 2014, cerca de 3,4 bilhões de dólares em propinas, equivalentes a mais de 10 BILHÕES de reais.
Para consentir em pagar mais de 10 BILHÕES em propinas, a empresa faturou indevidamente mais de 100 bilhões em obras daqui e dali que cobrou sem fazer, fez com medições infladas ou com preços superfaturados, etc, etc.
Isso explica tudo! Explica a eterna falta de dinheiro para melhorar a vida do cidadão, explica a falta de políticas públicas para a saúde, para a educação, para a segurança, explica a falta de investimento em infraestrutura, explica o atraso em que vivemos, nós, um dos países mais ricos do mundo.
E isso é só a Odebrecht. Ajunte-se a ela, a OAS, a Camargo Corrêa, a Mendes Júnior, a Andrade Gutierrez, a Queiroz Galvão, a UTC, a MRV Engenharia, as empresas do Eike Batista e outras menos ilustres, mas nem porisso menos corruptas, como a Galvão Engenharia, a Construcap, a Carioca, a Direcional, a WTorre e ainda muitas outras. São muitos bilhões, incalculáveis montanhas de dinheiro, que foram drenadas dos cofres públicos. Esse dinheiro é nosso, é o dinheiro de nossos impostos, que vem sendo sistematicamente roubado por essa quadrilha de políticos e empresas corruptos.
E, Lula, ainda quer se lançar candidato! Ainda fala em políticas sociais, sem ficar roxo de vergonha! Não dá mais! Já está passando da hora de o chefe se juntar aos outros membros da quadrilha. O Brasil precisa de uma confirmação urgente de que a Lei vale para todos, sem exceção. Só depois da prisão do Lula e seu julgamento é que vamos poder virar essa página.
A Odebrecht, por sua vez, pagou entre 2006 e 2014, cerca de 3,4 bilhões de dólares em propinas, equivalentes a mais de 10 BILHÕES de reais.
Para consentir em pagar mais de 10 BILHÕES em propinas, a empresa faturou indevidamente mais de 100 bilhões em obras daqui e dali que cobrou sem fazer, fez com medições infladas ou com preços superfaturados, etc, etc.
Isso explica tudo! Explica a eterna falta de dinheiro para melhorar a vida do cidadão, explica a falta de políticas públicas para a saúde, para a educação, para a segurança, explica a falta de investimento em infraestrutura, explica o atraso em que vivemos, nós, um dos países mais ricos do mundo.
E isso é só a Odebrecht. Ajunte-se a ela, a OAS, a Camargo Corrêa, a Mendes Júnior, a Andrade Gutierrez, a Queiroz Galvão, a UTC, a MRV Engenharia, as empresas do Eike Batista e outras menos ilustres, mas nem porisso menos corruptas, como a Galvão Engenharia, a Construcap, a Carioca, a Direcional, a WTorre e ainda muitas outras. São muitos bilhões, incalculáveis montanhas de dinheiro, que foram drenadas dos cofres públicos. Esse dinheiro é nosso, é o dinheiro de nossos impostos, que vem sendo sistematicamente roubado por essa quadrilha de políticos e empresas corruptos.
E, Lula, ainda quer se lançar candidato! Ainda fala em políticas sociais, sem ficar roxo de vergonha! Não dá mais! Já está passando da hora de o chefe se juntar aos outros membros da quadrilha. O Brasil precisa de uma confirmação urgente de que a Lei vale para todos, sem exceção. Só depois da prisão do Lula e seu julgamento é que vamos poder virar essa página.
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