quinta-feira, 11 de maio de 2017

A culpa é da falecida

Dá até dó, coitado! Como pode uma pessoa ser tão azarada assim? Uma alma pura, honestíssima,  que, por azar, vive cercada de gente corrupta por todos os lados! E ele nem desconfia de nada e de ninguém!
São os amigos milionários corruptos, os companheiros de partido corruptos, auxiliares de governo corruptos, capachos corruptos, indicados para várias diretorias da Petrobras corruptos, irmão corrupto, filhos corruptos, nora corrupta e agora até a falecida.

Uma única vez, alertado pela imprensa que Renato Duque, seu indicado para um cargo de Diretor na Petrobras, poderia estar recebendo propinas, imediatamente o convocou para uma conversa no hangar do aeroporto de Congonhas em S.`Paulo - um local bem apropriado para uma conversa desse tipo, diga-se de passagem -  e disparou à queima roupa: "Estão dizendo que você recebe propinas e as deposita contas no exterior? Você tem contas no exterior?" Ao que o outro respondeu: "Não". Pronto! Assunto encerrado! 

Afinal, não é função do presidente da República zelar pelo patrimônio público, nem mandar investigar casos suspeitos em sua administração! Isso é coisa para o Ministério Público que fica fuçando na vida das pessoas! Não! O presidente tem coisas mais importantes a cuidar, tais como, por exemplo, fazer lobby para empreiteiras para alavancar o desenvolvimento do país!

As pessoas não entendem como é difícil ser presidente! As pessoas, burguesas que são,  não aceitam que um semi-analfabeto possa chegar a um cargo tão elevado, por isso, o perseguem. E, como ele tem esse azar, de sempre aparecer um corrupto em seu círculo próximo, essas pessoas aproveitam-se disso para atacá-lo politicamente.

Nunca se viu na história desse país, um ex-presidente ser tão enxovalhado, mas, apesar de tudo, ele vai se candidatar novamente e, se ganhar, vai mandar prender todos aqueles que inventaram todas essas mentiras.

Então, estamos combinados, Lula!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Macron, enfim o século 21.

Finalmente, o século XXI chegou à política. Até agora, o que se via nos diversos governos era a cara bolorenta do século XX, o século das ideologias genocidas. Demorou, mas finalmente apareceu no horizonte político uma cara nova, de um jovem não contaminado por essa prática política que já deveria ter sido enterrada junto com o século que acabou.
Dizem que Macron é de centro! Isso é ainda reminiscência de um raciocínio obtuso, bidimensional, que insiste em classificar as ações políticas e seus agentes em direita ou esquerda; e quando não conseguem, só resta dizer que "fulano é de centro".

Macron, no meu modo de pensar, não é nem de esquerda, nem de direita, nem de centro, no sentido em que ser de centro signifique combinar caracteristicas de um lado e de outro. 

Macron representa uma nova geração, que pensa de uma outra maneira, cujos paradigmas são multi-dimensionais, cujas crenças não se submetem a dogmatismos, portanto não filiado a nenhuma dessas correntes de pensamento que tantos males trouxeram ao século que findou.

Que o sopro de vitalidade e renovação, que vimos surgir na França, naquela tarde de domingo, seja a aurora de um novo mundo, em que as fronteiras geopolíticas não sejam um motivo de opor uma parte da humanidade contra a outra, um mundo que seja um só e de todos. Isso não deixa de ser um pouco o ideal da Era de Aquarius. Quem sabe começamos a vivê-la agora?

sábado, 6 de maio de 2017

Voto histórico?

O ministro Gilmar Mendes, do alto de sua vaidade brega, disse que tinha dado um "voto histórico" no caso da concessão do habeas corpus ao Zé Dirceu. Acertou! Deu mesmo um voto histórico! Jamais nos esqueceremos dele. 

Gilmar Mendes vai entrar para a história ao lado de nomes tão execráveis quanto Gama e Silva, por exemplo, que, apesar de jurista (ou talvez até por causa disso), não teve peias, nem vergonha, de confeccionar uma peça tão horrorosa quanto o AI-5. 

Por ironia, o AI-5 suspendeu o habeas corpus, o que permitiu ao regime militar prender à vontade, agentes políticos como o Zé Dirceu, sem julgamento e sem apreciação judicial. Do outro lado do muro da história, Gilmar Mendes o concedeu, indevidamente, ao mesmo personagem, só que este agora já condenado 3 vezes por pura e simples corrupção. Uma das condenações foi dada pelo próprio Supremo, ou seja, em última instância.

O Dirceu de 1968, líder estudantil, encarnava a figura do personagem um tanto romântico de uma revolução comunista já previamente condenada ao fracasso e que, nem por essa circunstância, comovera os seus insufladores e financiadores da extinta União Soviética, que expunham esses jovens a morrer por uma causa perdida.

Esse Dirceu se transformou no todo-poderoso ministro da Casa Civil de um governo que se apresentava como defensor do povo e dos pobres, enquanto seus dirigentes enchiam as burras com o dinheiro da burguesia que diziam desprezar.

Terá Dirceu traído a Ideia? Ou a Ideia já seria, mesmo na origem, apenas uma pantomima, uma vez que, na mesma União Soviética, o que se via eram os seus dirigentes se locupletando dos prazeres burgueses nas dachas da nomeklatura, enquanto o povo morria de fome?

Essa é uma questão que a história, ao fim e ao cabo, vai nos responder. De qualquer modo, o Dirceu de hoje é apenas um ladrão contumaz. Por mais que queira vestir a fantasia de guerrilheiro, ele só engana àqueles que querem ser enganados e que são cada vez menos. A esse Dirceu, símbolo do atraso e da corrupção endêmica do pais, o ministro Gilmar Mendes concedeu a liberdade com um voto que, pela sua vociferação nervosa, seria mais apropriadamente denominado voto histérico. A história registrará!

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