Ninguém se surpreendeu com o resultado de ontem, no Senado. Aliás, surpresa seria se o resultado tivesse sido diferente. O que se pode esperar de nossas casas legislativas? Legislar em causa própria é só o que eles fazem.
Com mais de 40 senadores suspeitos de envolvimento em crimes, o que espanta é que não haja na República nenhum mecanismo para impedir que esses suspeitos participem de decisões que interessam diretamente a eles.
Quem poderia e deveria ter feito esse papel é o Supremo, que vergonhosamente abriu mão de sua responsabilidade e transferiu para as raposas a decisão sobre o galinheiro.
Para quem teve estômago para assistir à sessão de ontem, o discurso inflamado e pseudo-indignado de Romero Jucá, senador por Roraima, ficou como um símbolo da desfaçatez, da falta de vergonha e de decoro público. Do mesmo modo, o discurso moralista de Humberto Costa do PT, ficou ridículo. Deviam ter votado a favor do afastamento e Aécio, mas sem discurso, porque tudo o que acusam Aécio de ter feito, foi também feito pelo seu líder e demiurgo. Portanto, a indignação seletiva não "cola".
Isso mostra que o PSDB é um partido muito mais "maneiro" que o PT. O PSDB não briga com ninguém, age nos bastidores, tal como o PMDB do qual é um filhote. É por isso que está sempre em cima do muro e é por isso que o desencanto da população com a política atingiu níveis récordes.
Não há partidos, nem ideologia, na política brasileira. O que há são grupos de pessoas, em alguns casos, verdadeiras quadrilhas, que se ajuntam para defender interesses próprios que nada tem a ver com o povo que deveriam representar.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Justiça de merda
O que é Abdel Massih? Médico ele não é. Nunca foi. Médicos são seres humanos, sujeitos a erros como todos nós, mas médicos são o oposto desse cafajeste de jaleco branco, esse charlatão e criminoso que conseguiu enganar a tanta gente.
Abdel Massih é uma aberração da natureza, um psicopata que deveria estar afastado do convívio com a sociedade há muito tempo.
Mas Abdel Massih é rico. Ficou rico às custas de uma grande fraude profissional e agora, como outros criminosos, usa o dinheiro espúrio para pagar grandes advogados, que conseguem, para ele, o que centenas de milhares de brasileiros pobres jamais conseguirão.
Abdel Massih pôde fugir do Brasil porque foi libertado por um "habeas corpus" concedido pelo ministro Gilmar Mendes. E agora, o Supremo Tribunal Federal, aquele mesmo tribunalzinho que se curvou aos interesses do Aécio, lhe concedeu o direito à prisão domiciliar, ou seja, um simulacro de cadeia. Em casa, poderá gozar de todo o conforto que lhe proporcionar a riqueza conquistada em cima do sofrimento de meia centena de mulheres.
É tudo uma grande palhaçada. Como é que um condenado a 181 anos de prisão, cumpre 4 ou 5 e depois vai pra casa, livre, leve e solto?
Os doutos juristas podem vir com os argumentos que quiserem, mas não convencem ninguém.
O fato é que, nem que esse monstro vivesse até apodrecer atrás das grades, nem assim, o sofrimento que causou e ainda causa às suas 48 vítimas, seria reparado. Não há reparação para isso.
Mas a justiça brasileira mostra, mais uma vez, que é uma justiça de merda.
domingo, 15 de outubro de 2017
República em frangalhos
Como Alice no País das Maravilhas, estamos em queda permanente, sem chegarmos nunca ao fundo do poço. Quando pensamos que o pior já passou, algo nos mostra que ainda não, ainda há mais descida pela frente e ninguém sabe onde vamos parar.
Os analistas políticos estão sem ter mais o que dizer. A República chegou a um estado de baixeza inimaginável, inconcebível. Os 3 poderes estão podres, como qualquer um pode perceber. Não há em quem se possa confiar.
Líderes, nem pensar. Os que poderiam exercer esse papel estão enlameados até os cabelos e a única coisa que pensam e fazem é como irão se livrar de uma cobrança da justiça. E das altas cortes nãose pode esperar também nada de bom. A única justiça que está funcionando nesse momento no Brasil é a da primeira instância em Curitiba, no Rio e no Distrito Federal. São 3 juízes que estão mudando o Brasil!
Imaginemos então se as demais instâncias do Judiciário fossem tão íntegras e sérias como esses 3 juízes. O Brasil estaria salvo da quadrilha que se aboletou no poder. Infelizmente, o que se vê e o que se constatou na semana passada, foi o contrário. O que se viu foi um Supremo Tribunal dobrar-se aos interesses da quadrilha. O que se viu foi a presidente da Corte gaguejar, titubear, enunciar uma sentença que nem ela mesma entendeu.
A República brasileira está acabada. É preciso um corte e uma refundação, sem a presença deletéria de todos esses que a destruíram. Como que isso será feito é, por enquanto, a grande incógnita.
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