sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Ministério da Transparência!!!

Nesse país-da-piada-pronta, existe um "troço", na estrutura de governo, a que se chama Ministério da Transparência. Quá, quá, quá!...
Depois de rir bastante, temos que começar a chorar ao nos depararmos com a triste realidade desse "troço".

Entre suas atividades recentes, diz reportagem da Folha, se incluem a proteção mafiosa a empresas indiciadas pela Lava Jato. Um exemplo transparente de conluio contra o cidadão é o da Engevix. Por 2 anos, o processo administrativo que impediria negócios com o Estado, ficou parado no TCU, por determinação do Ministério da Transparência sob a alegação que a empresa teria proposto um acordo de leniência. E, durante esse tempo, nada aconteceu. Não houve acordo algum, nada foi confessado e o único beneficiado até agora foi a Engevix.

O pior da história e ponto fulcral da piada é que o Ministério da Transparência se recusa a informar quais são as empresas beneficiadas por suspensões idênticas. Alega sigilo!

Por respeito ao cidadão brasileiro, que nessa altura, já virou motivo de chacota internacional, esse ministério deveria ser extinto, ou, na impossibilidade, devido aos comprometimentos do governo Temer com o toma-lá-dá-cá, seu nome deveria ser mudado para Ministério da Opacidade, ou da Ocultação, ou, mais definidor ainda, Ministério do Por-Baixo-dos-Panos.

sábado, 28 de outubro de 2017

Barraco no quintal de dona Cármen

Já estava passando da hora! Até que enfim, alguém peitou Gilmar Mendes. E não foi um joão-ninguém qualquer, foi um de seus colegas, de sua altura, da mesma instituição. O ministro Barroso lavou a nossa alma. Disse o que muita gente desejava dizer àquele poço de prepotência e vaidade, que, infelizmente, ocupa uma das cadeiras da mais alta Corte do país.

Gilmar Mendes é um dos responsáveis pelo crescente descrédito que atinge um dos poderes da República.

A classe política, o legislativo e o executivo já estão desacreditados há muito tempo. O que ainda se salva, em parte, é o poder judiciário, que, entretanto, vem descambando para o mesmo abismo. Se isso permanecer assim, estará estabelecido o desmanche total das instituições do Estado brasileiro.

As instituições - e tudo o que existe no mundo político - não existem simplesmente porque isso esteja escrito, preto no branco, no livrinho da Constituição! As instituições existem porque se acredita nelas e se quer que elas existam e, principalmente, que elas cumpram as suas funções.
Portanto, pela vontade da maioria, expressa de uma maneira ou de outra, elas podem passar a não existir mais. Mas, como não há vácuo no poder, alguma outra coisa virá para substituí-las.

Parece que uma epidemia de insensatez atacou os ocupantes do alto escalão da República. No afã de se salvarem e salvarem os amigos, estão todos flertando com o perigo, pouco se importando com a nação. Seria bom que refletissem um pouco e, pessoas como Gilmar Mendes, parassem de provocar avalanches ao pé da cordilheira.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Turismo na favela

O Rio é uma região conflagrada. Visitar certos sítios lá é como ir a Aleppo durante a ocupação do Estado islâmico. É uma atitude de risco! Tem gente que vai. Jornalistas vão. Mas, de vez em quando, um acaba sendo morto.
No caso dos jornalistas, isso é um risco da profissão. No caso dos turistas é simplesmente uma escolha, mal feita e mal assessorada por "agências" de turismo, só interessadas no ganho e que estão pouco se lixando para o seu cliente.
Nada justifica o que aconteceu a essa turista espanhola, mas, sinceramente, favela é lugar de fazer turismo? Ainda mais favela dominada pelo tráfico, como quase todas são!?

Favela é o símbolo do descaso do Estado pelos deserdados. É um local de degradação urbana. Não é lugar para se tirar fotinha e postar no Instagram pros amigos. "Vejam, que legal! Eu estive numa favela no Rio de Janeiro! Vejam como é que os miseráveis brasileiros vivem!"

A miséria representada por uma favela é uma condição que não deveria existir, se o estado, em países como o Brasil, cumprisse minimamente a sua função. Os seres humanos, que ali são confinados para sobreviver sob o domínio de traficantes de drogas,  tem os seus direitos diuturnamente desrespeitados. Não há nada de bonito ali. Tudo ali é uma denúncia. 

E esses pobres coitados ainda tem que expor a sua miséria, a sua pobreza e a sua degradação, como animais exóticos, para as fotografias dos gringos, que chegam do primeiro mundo a passeio pelos becos sujos e vielas, como se visitassem um grande jardim zoológico! Para quê? 

Acaba acontecendo uma tragédia como essa, desnecessária, mas previsível. É mais um caso de distorção e inversão de valores. Com isso, talvez, por um tempo, os turistas prefiram mesmo ir ao jardim zoológico, ou ao Pão-de-açúcar. Mas só por um tempo. Depois tudo volta ao "normal".


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