quarta-feira, 21 de maio de 2014

Cartas marcadas

Teori Zavaski. Esse é o nome do mais recente ministro do Supremo nomeado pela Dilma. Votou a favor dos embargos infringentes e agora manda soltar o doleiro, o ex-diretor da Petrobras e os demais envolvidos que tinham sido presos no decurso da operação Lava-Jato da Polícia Federal. Tudo deverá estar perfeitamente justificado em jurisprudências e argumentações jurídicas tecidas por gente de notório saber.
A realidade porém - aquilo que realmente importa - é que, mais uma vez, o nosso egrégio Supremo Tribunal passa a mensagem para a nação de que o crime compensa, sim, e muito. Essas pessoas tem contatos e muito dinheiro e vão procurar escapar de qualquer consequência. Fugirão, como fugiram o Henrique Pizzolato, o Abdelmassih, o Cacciola e outros. 
Então fica para a nação a sensação de que existem duas classes de cidadãos: os que pagam impostos escorchantes e só tem deveres e os que se beneficiam desses impostos e só tem privilégios.
O mais estranho nesse caso é que o ministro voltou atrás e manteve a prisão de 11 dos investigados, mas deixou o ex-diretor da Petrobras em liberdade. Qual seria a razão da discriminação? Se as prisões são ilegais, devem ser todas relaxadas, mas se são legais devem ser todas mantidas. Simples!
O fato de soltar apenas o ex-diretor da Petrobras não ajuda na credibilidade da justiça. Esse senhor, detentor de muitas e importantes informações de esquemas milionários de desvio de dinheiro público, é um homem-bomba. Um eventual acordo de delação premiada com ele poderia destroçar de vez com grande parte do crime organizado que se encastelou nas entranhas do poder.
Pois foi somente ele o que ficou solto nessa história.
O ministro, com certeza, estará absolutamente bem fundamentado em sua decisão, repito, mas para as pessoas comuns reforça-se a impressão de que tudo isso não passa de um jogo de cartas marcadas.
  

segunda-feira, 19 de maio de 2014

E a polícia, como é que fica?

Falar mal de policiais é um esporte cultivado com carinho pelos esquerdopatas. Associam a atividade policial à repressão dos anos de ditadura e se esquecem que sem polícia fica impossível viver em sociedade. As recentes greves da PM na Bahia e em Pernambuco demonstramn claramente a instalação do caos social na ausência do policiamento urbano.
Se mesmo com a polícia atuando, a violência tem atingido a escala de guerra civil, imagine-se sem ela.
No entanto, nossa sociedade, quando está tudo aparentemente normal, presta pouca atenção a essa classe de servidores públicos. As polícias são usualmente mal remuneradas, mal equipadas, mal treinadas e ainda são o alvo preferencial das reclamações das ONG's de "direitos humanos".
Ninguém se dá conta que um policial é um ser humano e um cidadão como qualquer outro de nós e que se submete à pesada exigência profissional de arriscar a vida para defender a de outros cidadãos.
Enquanto isso, o "sistema" está cheio de salvaguardas e proteções aos bandidos. Não admira que o crime prospere nessas circunstâncias. A começar dos menores infratores que praticamente tem imunidade para assaltar e matar, a ausência de punição e de defesa da sociedade continua também depois da maioridade.

Na noite de sexta-feira, dia16/05,  em Belo Horizonte, mais uma vez um policial for assassinado por um bandido que já tinha sido preso por quatro vezes e era portador de ficha criminal onde constavam roubos, furtos, tráfico de drogas. Essa pessoa, com essa história, representando um risco permanente à sociedade, estava solta, armada e pode tirar a vida do PM André Luiz Lucas Neves, de apenas 27 anos, quando esse policial à paisana e fora de serviço, tentou cumprir seu dever e evitar um assalto.
A Polícia Militar está revoltada, com razão,  e assim também está grande parte da população. Até quando vamos permitir que bandidos sejam soltos e possam tranquilamente continuar sua trajetória criminosa, eliminando, em seu caminho, vidas inocentes e preciosas?
É preciso rever o Código Penal e eliminar as barreiras à punição de criminosos contumazes. É preciso que a lei puna ainda com mais rigor aquele que tira a vida de um agente policial. É preciso que a atividade policial seja mais valorizada, que o policial seja mais bem treinado, possa estudar, aprimorar-se, receba um salário condigno e seja corretamente equipado com o que de mais avançado tecnologicamente houver nessa área. Se quisermos ter paz social é preciso que a polícia seja respeitada e temida pelos bandidos. Não o contrário!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Bolsa-Cumpanhero

Dá pra escolher o assunto. Vamos falar das refinarias de Pasadena, do Japão e Abreu Lima? Vamos falar da Copa das Copas e dos zilhões de reais desperdiçados em estádios de futebol? Vamos falar da transposição do São Francisco que já consumiu quase o dobro do previsto?
Para onde quer que se olhe, o que se vê é uma montanha de dinheiro público indo pro ralo.
Só em Abreu e Lima, a maior obra do PAC, gastou-se 36 bilhões de reais a mais do que o valor orçado. O custo estimado era de 4 bilhões e já ficou em 40!!! O caso Pasadena não é nada, comparado a essa soma monstruosa que desapareceu pura e simplesmente em Pernambuco, por obra e graça do líder mor, Lula da Silva. 
Agora ficamos sabendo que a Petrobras já tinha "captado" 10,5 bilhões de reais para a construção da refinaria do Hugo Chávez, antes mesmo de ter aprovado o estudo de viabilidade econômica. O diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que está preso, já havia firmado com a Jaraguá (também envolvida no episódio desvendado pela Operação Lava-jato da Polícia Federal) contratos de mais de 1 bilhão em novembro de 2009. O estudo de viabilidade só foi apresentado e aprovado pelo Conselho em janeiro de 2010.
Esse mesmo diretor assinou mais de 150 aditivos aumentando o valor dos contratos.
Há mais! Uma outra notícia está passando despercebida! Trata-se da Petrobras Asphalt, constituída em 2010 e fechada em 2013, que fabricaria asfalto como subproduto do petróleo refinado em Pasadena. Nem mesmo os acionistas foram comunicados da criação de mais esse sumidouro de dinheiro. Esse esqueleto ainda está guardado no armário. Deve haver muitos outros. Por quê não haveria? A cumpanherada tem que ganhar o leite das criancinhas, não é?

Dá para entender por que o PT não quer largar o governo. Com esse programa bolsa-cumpanhero eles vão fazer de tudo para não terem que abandonar as deliciosas tetas estatais. Vale até chute na canela e dedo no olho do adversário, para não dizer outra coisa.

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