No Brasil sempre confundimos privilégios com direitos. Tudo para nós é direito, quando na verdade, na maior parte das vezes, trata-se tão somente de privilégio.
A diferença, que parece simples, no nosso caso é borrada pela tradição de pouco apreço pela cidadania e pela democracia. O direito, que se insere na categoria dos bens democráticos, tem que ser amplo, indiscriminado, universal. Nessa categoria se inserem os direitos à vida, à escolha profissional (não ao seu exercício, que é um privilegio obtido pela formação adequada), à liberdade de expressão, o direito de ir e vir e outros.
Na categoria dos privilégios, que, por definição, não podem ser universais, pois são restritivos, discriminatórios, particulares, estão aguns legítimos e uma grande maiora de ilegítimos.
Os privilégios, para serem legítimos, tem que ser definidos por lei e aceitos, tanto pelos que dele irão usufruir, como pelos que estarão excluídos de sua abrangência. Por exemplo, ninguém se espanta de só ter o privilégio de exercer a medicina, quem tiver tido a formação médica adequada e a aprovação por quem foi designado para tal.
É aceito também que o Estado tenha o privilégio da força, desde que exercida nos termos da Lei. O privilégio de julgar tem que ser dado conforme as normas estabelecidas pela sociedade; o de dirigir veículos motorizados também. E assim por diante.
O privilégio é, por natureza, excludente, mas as regras para acessá-lo tem que ser válidas para todos, se o privilégio for legítimo. Qualquer pessoa que quiser ser juiz, ou policial ou médico, tem o direito de postular a função e, se satisfizer as condições para tal, não pode ser impedido de exercer esse privilégio.
Acontece que no Brasil nos deparamos, a todo momento, com privilégios ilegítimos, espúrios, frutos da nossa histórica desorganização social. Assim, um juiz se acha no "direito" de usufruir do bem de um réu, outro se acha um deus que pode desrespeitar as regras de habilitação para dirigir. E ainda invocam a condição que os privilegia, não para respeitar ou fazer respeitar os direitos dos outros, mas exatamente para desrespeitá-los. E por aí, vamos.
Um agente público se julga no "direito" de desviar dinheiro do Erário para sua conta paticular. Um outro quer ter o "direito" de usufruir de vagas de estacionamento reservada para sua classe. O parlamentar pensa ter o "direito" de ter uma segunda moradia paga pelos cofres públicos, enquanto boa parte da população, que paga o seu salário, não tem nenhuma. Há privilégios para todos os gostos e classes sociais. A começar pelo acesso diferenciado aos elevadores sociais e aos elevadores de serviço nos prédios de apartamentos. Alí, o privilégio e a exclusão convivem lado a lado.
Em resumo, somos um povo que ama os privilégios e detesta os direitos. É isso que afinal pavimenta o caminho daqueles espertalhões que estão sempre atentos às possibilidades de garantir para si uma fatia maior e melhor do bolo. E o resto que se dane!
terça-feira, 17 de março de 2015
domingo, 15 de março de 2015
A voz do povo
O dia de hoje vai entrar para a história do Brasil. Foi o dia em que o povo, a legítima fonte do poder, sem ser conduzido por nenhum partido, nem por nenhuma organização, foi às ruas para dizer "Chega!".
Já suportamos mais que o suficiente. Não queremos mais continuar a ser o país da impunidade, o país dos privilégios, o país do jeitinho, o país da corrupção. Sempre se disse que o brasileiro não protesta, que aceita tudo sem reagir. Não é verdade, não mais!
Não reagimos com violência, protestamos pacificamente, como é o nosso estilo, mas estamos na ruas desmentindo esse mito. Hoje o Brasil encheu as ruas de gente de camisa amarela, gente que cantou o hino nacional com alma, com o coração, e não havia jogo de futebol.
Hoje o Brasil deu uma lição de como exercer a cidadania de modo ordeiro, calmo, tranquilo e firme. Havia crianças, havia pessoas mais velhas, cadeirantes até, todos com o mesmo propósito, de dizer a esse governo espúrio que não os queremos mais lá. Que esse governo não é mais legítimo aos nossos olhos, que não nos representa, que o melhor que essa dona devia fazer, se ainda tiver um pingo de sanidade e de pariotismo, seria renunciar. Pois se ela não renunciar, vai ser tirada de lá, em um processo lento e desgastante para a nação, mas inevitável.
Se a gana do poder for tão forte assim, se ela se agarrar às últimas possibilidades e for às últimas consequências, vai ser uma guerra, mas o povo brasileiro pode ter a certeza da vitória final. Não há força que se contraponha à força do movimento histórico quando chega a sua hora. Dona Dilma, marxista que é, devia saber disso. O rolo compressor da história passa por cima de tudo e quanto mais se resiste a ele, mais força ele adquire e mais violenta é a ruptura. Ouça o conselho da razão: saia, Dilma. Deixe o Planalto para quem seja mais competente e tenha mais vontade de fazer política. Seu tempo, que nunca devia ter começadp, já acabou. O empo de seu partido também acabou. O PT chegou ao governo, tirou a máscara e mostrou o que queria. Agora não há mais nada a dizer á nação brasileira. Tenham um pouco de decência e retirem-se da cena política. Deixem o Brasil realizar sua vocação de paz e grandeza. Ouça a voz do povo que grita a plenos pulmões: Fora Dilma! Fora PT!
Já suportamos mais que o suficiente. Não queremos mais continuar a ser o país da impunidade, o país dos privilégios, o país do jeitinho, o país da corrupção. Sempre se disse que o brasileiro não protesta, que aceita tudo sem reagir. Não é verdade, não mais!
Não reagimos com violência, protestamos pacificamente, como é o nosso estilo, mas estamos na ruas desmentindo esse mito. Hoje o Brasil encheu as ruas de gente de camisa amarela, gente que cantou o hino nacional com alma, com o coração, e não havia jogo de futebol.
Hoje o Brasil deu uma lição de como exercer a cidadania de modo ordeiro, calmo, tranquilo e firme. Havia crianças, havia pessoas mais velhas, cadeirantes até, todos com o mesmo propósito, de dizer a esse governo espúrio que não os queremos mais lá. Que esse governo não é mais legítimo aos nossos olhos, que não nos representa, que o melhor que essa dona devia fazer, se ainda tiver um pingo de sanidade e de pariotismo, seria renunciar. Pois se ela não renunciar, vai ser tirada de lá, em um processo lento e desgastante para a nação, mas inevitável.
Se a gana do poder for tão forte assim, se ela se agarrar às últimas possibilidades e for às últimas consequências, vai ser uma guerra, mas o povo brasileiro pode ter a certeza da vitória final. Não há força que se contraponha à força do movimento histórico quando chega a sua hora. Dona Dilma, marxista que é, devia saber disso. O rolo compressor da história passa por cima de tudo e quanto mais se resiste a ele, mais força ele adquire e mais violenta é a ruptura. Ouça o conselho da razão: saia, Dilma. Deixe o Planalto para quem seja mais competente e tenha mais vontade de fazer política. Seu tempo, que nunca devia ter começadp, já acabou. O empo de seu partido também acabou. O PT chegou ao governo, tirou a máscara e mostrou o que queria. Agora não há mais nada a dizer á nação brasileira. Tenham um pouco de decência e retirem-se da cena política. Deixem o Brasil realizar sua vocação de paz e grandeza. Ouça a voz do povo que grita a plenos pulmões: Fora Dilma! Fora PT!
sábado, 14 de março de 2015
Bolsa-protesto
O PT é um partido criativo. Depois de inventar uma classe trabalhadora, que não trabalha, e uma elite, que dá duro pra pagar os impostos que sustentam os que não trabalham, inventou também o protesto-a-favor. Aliás, uma pergunta ociosa, o que se viu nas ruas ontem é que era o Exército do Stédile? Isso é o máximo que eles conseguem por na rua, mesmo oferecendo lanchinho, dando camisetas, bonés e bandeiras, disponibilizando ônibus e pagando a bolsa-protesto de 65 reais por cabeça? Como o DNA do PT só permite o protesto - eles não sabem, ou não querem, construir nada - fica difícil fazer outra coisa, então tem que ser criado o protesto-a-favor.
São os estertores de um partido que acaba melancolicamente enlameado até o pescoço e cujos líderes, ou estão enfiados na corrupção e tem motivos para se agarrar às últimas possibilidades de defesa, ou se recusam a enfrentar a realidade.
Houve uma época em que ainda se podia creditar às esquerdas a boa fé. Erravam, matavam, destruiam, mas tudo era "justificado" em nome da boa fé, da boa vontade, da vontade de "libertar" os mais desfavorecidos.
Agora esse discurso não cola mais. Sabemos que, por trás dessa "bondosa" fachada pseudo-socialista, o que há é um egoísmo dos mais ferrenhos e desconcertantes, o que querem é tão somente manipular as massas pobres e ignorantes para criar uma estrutura de poder e nele se instalar com todas as benesses e mordomias, que sempre atribuiram ou imaginaram ser o modus vivendi das elites.
Até o ódio, que sempre manifestaram contra o que chamam de elite, era, nada mais, nada menos, que inveja e despeito. Nos anos 60 havia um personagem de HQ que se chamava Isnogud e seu lema era: "eu quero ser califa, no lugar do califa". A chamada esquerda pode ser comparada a esse personagem. A diferença entre eles é que Isnogud nunca chegou a ser califa, coisa bem diferente que aconteceu com a esquerda brasileira, que agora tem pavor de perder o califado. Como disse o Exu de Garanhuns: "somos capazes de fazer o diabo". São mesmo!
São os estertores de um partido que acaba melancolicamente enlameado até o pescoço e cujos líderes, ou estão enfiados na corrupção e tem motivos para se agarrar às últimas possibilidades de defesa, ou se recusam a enfrentar a realidade.
Houve uma época em que ainda se podia creditar às esquerdas a boa fé. Erravam, matavam, destruiam, mas tudo era "justificado" em nome da boa fé, da boa vontade, da vontade de "libertar" os mais desfavorecidos.
Agora esse discurso não cola mais. Sabemos que, por trás dessa "bondosa" fachada pseudo-socialista, o que há é um egoísmo dos mais ferrenhos e desconcertantes, o que querem é tão somente manipular as massas pobres e ignorantes para criar uma estrutura de poder e nele se instalar com todas as benesses e mordomias, que sempre atribuiram ou imaginaram ser o modus vivendi das elites.
Até o ódio, que sempre manifestaram contra o que chamam de elite, era, nada mais, nada menos, que inveja e despeito. Nos anos 60 havia um personagem de HQ que se chamava Isnogud e seu lema era: "eu quero ser califa, no lugar do califa". A chamada esquerda pode ser comparada a esse personagem. A diferença entre eles é que Isnogud nunca chegou a ser califa, coisa bem diferente que aconteceu com a esquerda brasileira, que agora tem pavor de perder o califado. Como disse o Exu de Garanhuns: "somos capazes de fazer o diabo". São mesmo!
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