Primeiro tempo:
Não tenho bola de cristal, mas algo me diz que na hora em que a coisa apertar e ele se vir sem saída, fugirá do país. E não vai fugir assim simplesmente correndo do pau, não. Vai mandar seus amarra-cachorros ainda dizerem que "diante das ameaças da extrema direita" à sua integridade e à sua liberdade, foi obrigado a optar por essa decisão". E sumirá, fugindo para Cuba ou para Venezuela, onde tem amigos que o protegerão de um eventual pedido de repatriação.
Seria um desfecho bem chocho para a Lava Jato, pois o "capo" tem que pagar pelos seus delitos ou a justiça se desmoraliza. Que o Exu Nove-Dedos será preso se ficar por aqui, eu não tenho dúvidas, a questão é quando?
Tempos passados:
Houve um político no Brasil que ficou famoso por usar no plenário da Câmara e fora dele, uma "espetaculosa" capa preta. E, debaixo dela, portava sempre uma sub-metralhadora alemã da Segunda Guerra, a que chamava de "Lurdinha".
O nome dessa figura temida e folclórica era Tenório Cavalcanti. Morava em uma fortaleza na baixada fluminense. Só perdeu o poder quando a ditadura militar confiscou suas as armas e cassou os seus direitos políticos.
Foi filiado à UDN, combateu Getúlio Vargas, mas acabou tendo uma briga memorável com outro udenista, o ACM. Tenório acusou um aliado de ACM de roubar o Banco do Brasil; ACM reagiu e chamou Tenório de ladrão, que imediatamente sacou de um revólver e em plena sessão apontou a arma para Antonio Carlos, dizendo que ia matá-lo. ACM entrou em pânico e teve uma incontinência urinária.
Sob os risos dos deputados, Tenório então guardou o revólver no coldre, dizendo: "Deixa pra lá. Eu não atiro em maricas!"
Tempos de Reprises
Uau! Em agosto estamos assistindo a reprises políticas, uma atrás da outra! Primeiro a reedição da prisão do Zé, chegando de camburão na sede da PF em Curitiba, só que dessa vez sem o bracinho levantado e com direito a foguetes.
A outra reprise é a palhaçada protagonizada por Collor, amiguinho do PT, que reagiu, como era de se esperar, da tribuna do Senado, às acusações que pesam contra si, chamando o Procurador Geral de República de nada mais, nada menos, que "filho da puta".
É assim que ele "se defende". È um filhinho-do-papai, mimadinho, que fica nervoso quando contrariado, mas é um perigo. A reincidência no crime nos comprova isso, além de apresentar todos os sinais de sociopatia.
Entretanto, o Senado não pode permitir que um membro de sua grei possa impunemente dizer um palavrão desse nível, do alto de sua tribuna! Se isso não for quebra de decoro, nada mais o será. Fica tudo liberado então.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
O exército deles
Diante dessa ameaça da CUT, feita em alto e bom som de dentro do palácio do Planalto, diante da presidente da República, falar o quê? O presidente da CUT deixou claro que se prosperar o impeachment eles se entricheirarão nas ruas, com armas nas mãos, e serão um "exército" a defender Dilma e Lula.
Aliás quem convocou esse "exército" foi o próprio Lula, há alguns meses. E quem os convidou para esse evento de apoio a si mesma, não foi ninguém menos que a própria ocupante do cargo.
Nem João Goulart em 64 teve a coragem de fazer algo semelhante. Ao invés de convidá-los ao Planalto, Goulart foi ao encontro dos sargentos sublevados de então. E esse foi o pretexto para o Exército, o verdadeiro, sair às ruas e depô-lo.
Pois agora, não se ouve um pio. Nem o Ministério Público se manifesta. Nem a OAB protesta, nem a imprensa noticia. Mas o vídeo da fala está aí para quem quiser ver e ouvir. Vejam abaixo:
Esperemos que a bravata seja só bravata, pois em uma democracia a luta tem que se limitar aos contornos da lei. É verdade que esse pessoal se acostumou a romper os limites legais, com suas ocupações, suas invasões, seus black-blocs e a sociedade foi tolerante com eles. Tolerante até demais, mas agora chega! Agora a sociedade quer (e tem o direito de querer) que Dilma seja investigada, que Lula seja investigado e, se houver indícios ou provas que os incriminem não será a CUT que vai impedir a nação de julgá-los e condená-los.
É bom que eles se lembrem que o Brasil tem um Exército e um só.
Aliás quem convocou esse "exército" foi o próprio Lula, há alguns meses. E quem os convidou para esse evento de apoio a si mesma, não foi ninguém menos que a própria ocupante do cargo.
Nem João Goulart em 64 teve a coragem de fazer algo semelhante. Ao invés de convidá-los ao Planalto, Goulart foi ao encontro dos sargentos sublevados de então. E esse foi o pretexto para o Exército, o verdadeiro, sair às ruas e depô-lo.
Pois agora, não se ouve um pio. Nem o Ministério Público se manifesta. Nem a OAB protesta, nem a imprensa noticia. Mas o vídeo da fala está aí para quem quiser ver e ouvir. Vejam abaixo:
Esperemos que a bravata seja só bravata, pois em uma democracia a luta tem que se limitar aos contornos da lei. É verdade que esse pessoal se acostumou a romper os limites legais, com suas ocupações, suas invasões, seus black-blocs e a sociedade foi tolerante com eles. Tolerante até demais, mas agora chega! Agora a sociedade quer (e tem o direito de querer) que Dilma seja investigada, que Lula seja investigado e, se houver indícios ou provas que os incriminem não será a CUT que vai impedir a nação de julgá-los e condená-los.
É bom que eles se lembrem que o Brasil tem um Exército e um só.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
O imponderável
É ingenuidade pensar que o governo, com sua máquina monumental, vai ficar parado esperando para ver como vai se desenrolar a crise. No início do ano, Dilma estava catatônica, sem saber o que fazer.
À medida que a crise foi se aprofundando, os comparsas viram que deixar Dilma sozinha significaria que iriam todos juntos pro buraco. Então, começaram a se mover. Quanto mais se sentem ameaçados de serem pegos pela Lava Jato ou pela pressão popular, mais rápido se unem e tentam buscar uma saída.
Houve um momento em que até o Lula torcia para a derrocada de Dilma. Queria se descolar da sua pupila para disputar as eleições de 2018 sem ter que carregar esse volume morto. Mas, ao ver cada vez mais próxima a possibilidade do impeachment e as investigações da Lava Jato chegando perigosamente perto de suas relações com as empreiteiras, o Molusco deu uma guinada e passou a "colaborar" com Dilma para achar essa tal saída.
Se conseguirão eu não sei. Mas sei que estão jogando todo o peso da máquina para trabalhar a seu favor. Estão atuando pesadamente no TCU, no Ministério Público, na cooptação do Procurador-Geral da República, negociando a sua recondução ao cargo e por todos os outros meios de pressão. Parece que Renan, que nunca esteve do lado de cá, já passou de novo para o lado de lá. Na história de Renan isso não é novidade. Já foi aliado do Collor, inimigo do Collor, aliado de novo do Collor.
Dependendo de que direção o vento sopra e de quanto se vai lucrar, vários outros "representantes do povo" estão dispostos a mudar de lado. O Exu de Garanhuns sabe disso e é nisso que ele se apoia para traçar uma estratégia para a Anta, que agora não esperneia mais e faz o que lhe mandam fazer.
O que pode perverter toda essa estratégia são dois fatores: o principal é o povo da rua, a voz do povo, a voz rouca do povo nas ruas. E não poderá ser só no dia 16 de agosto. Temos que fazer várias manifestações até que o mundo político, os representantes, resolvam escutar o que os representados querem que seja feito. O segundo fator é , como dizia Nélson Rodrigues, o Imponderável de Almeida.
Agosto é o mês preferido do Imponderável e quando ele aparece tudo pode acontecer. Já estamos vendo a sombra dele nos documentos que revelam a relação incestuosa do Molusco com a OAS.
À medida que a crise foi se aprofundando, os comparsas viram que deixar Dilma sozinha significaria que iriam todos juntos pro buraco. Então, começaram a se mover. Quanto mais se sentem ameaçados de serem pegos pela Lava Jato ou pela pressão popular, mais rápido se unem e tentam buscar uma saída.
Houve um momento em que até o Lula torcia para a derrocada de Dilma. Queria se descolar da sua pupila para disputar as eleições de 2018 sem ter que carregar esse volume morto. Mas, ao ver cada vez mais próxima a possibilidade do impeachment e as investigações da Lava Jato chegando perigosamente perto de suas relações com as empreiteiras, o Molusco deu uma guinada e passou a "colaborar" com Dilma para achar essa tal saída.
Se conseguirão eu não sei. Mas sei que estão jogando todo o peso da máquina para trabalhar a seu favor. Estão atuando pesadamente no TCU, no Ministério Público, na cooptação do Procurador-Geral da República, negociando a sua recondução ao cargo e por todos os outros meios de pressão. Parece que Renan, que nunca esteve do lado de cá, já passou de novo para o lado de lá. Na história de Renan isso não é novidade. Já foi aliado do Collor, inimigo do Collor, aliado de novo do Collor.
Dependendo de que direção o vento sopra e de quanto se vai lucrar, vários outros "representantes do povo" estão dispostos a mudar de lado. O Exu de Garanhuns sabe disso e é nisso que ele se apoia para traçar uma estratégia para a Anta, que agora não esperneia mais e faz o que lhe mandam fazer.
O que pode perverter toda essa estratégia são dois fatores: o principal é o povo da rua, a voz do povo, a voz rouca do povo nas ruas. E não poderá ser só no dia 16 de agosto. Temos que fazer várias manifestações até que o mundo político, os representantes, resolvam escutar o que os representados querem que seja feito. O segundo fator é , como dizia Nélson Rodrigues, o Imponderável de Almeida.
Agosto é o mês preferido do Imponderável e quando ele aparece tudo pode acontecer. Já estamos vendo a sombra dele nos documentos que revelam a relação incestuosa do Molusco com a OAS.
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