Afinal de contas quando é que os politicos vão começar a pagar pelos seus crimes? Os empresários, os publicitários, já estão sendo investigados, indiciados, julgados e condenados, mas e o outro lado?
Haveria alguma remota possibilidade de se montar um esquema de corrupção e desvio de dinheito público tão grande quanto esse a que estamos assistindo, sem a participação, ou melhor, sem o planejamento e a orientação dos dirigentes políticos? Evidentemente a resposta é não! Por que então esses agentes não estão sendo investigados com o mesmo empenho?
Sim, há um pedido de investigação contra o presidente da Câmara, mas Eduardo Cunha não era figura central nesse esquema da Petrobras. As figuras centrais são Dilma, Lula, Zé Dirceu, Gilberto Carvalho, Antônio Palocci e Guido Mantega.
Cunha esteve envolvido em situação lateral, como aproveitador do esquema, não como chefe e mentor. Cunha esteve tão envolvido quanto Renan Calheiros, que vem escapando das investigações, e como Collor que, depois da busca, apreensão e devolução dos carrões e de xingar o Procurador Janot de filho da puta do alto da tribuna do Senado, saiu do foco das notícias e das investigações.
Essa conta nao fecha, a corrupção exige a participação de dois lados. Não pode haver corrupção só existindo o corruptor.
Se o Judiciário se acanhar ou se atemorizar diante do poder político, a situação de desmando e descalabro moral e ético no exercício dos cargos públicos não vai mudar uma vírgula.
Não é dinheiro que saiu do bolso de uma Odebrecht que interessa ao povo brasileiro, mas o dinheiro que entrou no bolso de um político para fazer a vontade da Odebrecht ao invés de cumprir seu dever, e o dinheiro que foi desviado do Erário, da saúde, da educação, da segurança. da infra-estrutura. Isso sim, tem que parar. A nação não aguenta mais.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Empreiteira generosa!
É revoltante! Uma pessoa está levando sua vidinha, sem fazer nada de mais, de repente, uma empreiteira resolve fazer obras em um sítio do amigo do seu filho, - coisa mais natural do mundo - e a pessoa começa a ter que dar explicações! É um absurdo! O fato de o sítio ser muitíssimo frequentado por essa pessoa, de abrigar um barco dela e receber suas mudanças não prova absolutamente nada.
O fato de essa pessoa ter ocupado um cargo que poderia favorecer a tal empreiteira também nada prova. Fou tudo uma coincidência! Uma obra do destino e do acaso. Quem pensa diferente está fazendo uma ilação maldosa e injusta.
Mais revoltante ainda é o fato de um casal - por acaso marqueteiros - que tenha uma empresa offshore só por ter, assim para nada, é moda ter empresas offshore, pois esse casal recebe em sua "pequena poupança" secreta em um banco da Suíça, cerca de 7,5 milhões de dólares sem saber quem foi o depositante! Meu Deus, como é que alguém faz um negócio desses?
Deposita esse dinheiro só para criar embaraço ao titulares da conta!
O casal confessa ter recebido 35 mihões de dólares nessa conta, por sua atuação na eleição de Hugo Chávez. Recebeu também outros 50 milhões de dólares por trabalhos feitos ao presidente de Angola. Só que se esqueceu de declarar esses valores ao fisco brasileiro e estava só esperando passar a lei de repatriação de capitais, para regularizar tudinho!
A grande coincidência é que quem pagou pela campanha de Hugo Chávez e pela campanha do presidente de Angola, foi a mesma empreiteira que deu uma guaribada no sítio do amigo do filho daquela outra pessoa.
Que generosidade, não é? Quem sabe daí surja uma solução para o problema dos desempregados da crise.
As pessoas que estiverem em dificuldades, por exemplo, informam seus endereços e os dados de suas contas bancárias para essa empreiteira e ela, generosamente como é de praxe, manda algum dinheiro para tirar essas contas do cheque especial, faz uma reforminha nos apês, que já estava passando da hora, encomenda uma cozinha nos trinques, troca o forro do sofá, manda pintar a sala, bota uma churrasqueira nova na laje. O que não falta é coisa para essa empreiteira fazer. Quem sabe?
O fato de essa pessoa ter ocupado um cargo que poderia favorecer a tal empreiteira também nada prova. Fou tudo uma coincidência! Uma obra do destino e do acaso. Quem pensa diferente está fazendo uma ilação maldosa e injusta.
Mais revoltante ainda é o fato de um casal - por acaso marqueteiros - que tenha uma empresa offshore só por ter, assim para nada, é moda ter empresas offshore, pois esse casal recebe em sua "pequena poupança" secreta em um banco da Suíça, cerca de 7,5 milhões de dólares sem saber quem foi o depositante! Meu Deus, como é que alguém faz um negócio desses?
Deposita esse dinheiro só para criar embaraço ao titulares da conta!
O casal confessa ter recebido 35 mihões de dólares nessa conta, por sua atuação na eleição de Hugo Chávez. Recebeu também outros 50 milhões de dólares por trabalhos feitos ao presidente de Angola. Só que se esqueceu de declarar esses valores ao fisco brasileiro e estava só esperando passar a lei de repatriação de capitais, para regularizar tudinho!
A grande coincidência é que quem pagou pela campanha de Hugo Chávez e pela campanha do presidente de Angola, foi a mesma empreiteira que deu uma guaribada no sítio do amigo do filho daquela outra pessoa.
Que generosidade, não é? Quem sabe daí surja uma solução para o problema dos desempregados da crise.
As pessoas que estiverem em dificuldades, por exemplo, informam seus endereços e os dados de suas contas bancárias para essa empreiteira e ela, generosamente como é de praxe, manda algum dinheiro para tirar essas contas do cheque especial, faz uma reforminha nos apês, que já estava passando da hora, encomenda uma cozinha nos trinques, troca o forro do sofá, manda pintar a sala, bota uma churrasqueira nova na laje. O que não falta é coisa para essa empreiteira fazer. Quem sabe?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Lindinho!
No submundo do crime e da clandestinidade predominam os codinomes, uma maneira de disfarçar e esconder as verdadeiras identidades dos atores.
Dilma Rousseff, por exemplo, já foi Estela, Wanda, Luíza e Patrícia. Genoíno era Geraldo, quando foi preso no Araguaia e delatou de imediato os companheiros. Dirceu era Daniel quando presidiu a UNE, tornou-se Carlos Henrique quando voltou de Cuba e viveu no Paraná, chegando até a se casar sob essa identidade falsa. Já no Petrolão, seu codinome era Bob e, nas planilhas de propina da Odebrecht, simplesmente JD. O ex-tesoureiro João Vaccari era conhecido, entre os pagadores de propina, como Moch ou Vaca.
Lula, como informante do Dops, já foi conhecido pelo codinome Barba; mas no Petrolão passou a ser Brahma, Chefe ou PR. Dona Marisa Letícia, simplesmente Madame ou Dama. Alberto Yousseff era o Primo, Renato Duque, My Way e Pedro Barusco, Sabrina. A doleira Nelma Kodama foi mais exigente e escolheu Angelina Jolie como seu codinome. Guido Mantega era tratado como Amiga, pela quadrilha do CARF. O marqueteiro João Santana era referido como Feira. Seminarista era Gilberto Carvalho. As prostitutas de luxo eram referidas por Youssef como Monik. Até mesmo seres inanimados tiveram seus codinomes, basta lembrar o Pixuleco, que virou símbolo da luta anti-PT.
Porém, o melhor de todos, o mais significativo, foi o codinome que escolheram para Nestor Cerveró: simplesmente Lindinho! Como diria o Zé Simão: ô raça!
Dilma Rousseff, por exemplo, já foi Estela, Wanda, Luíza e Patrícia. Genoíno era Geraldo, quando foi preso no Araguaia e delatou de imediato os companheiros. Dirceu era Daniel quando presidiu a UNE, tornou-se Carlos Henrique quando voltou de Cuba e viveu no Paraná, chegando até a se casar sob essa identidade falsa. Já no Petrolão, seu codinome era Bob e, nas planilhas de propina da Odebrecht, simplesmente JD. O ex-tesoureiro João Vaccari era conhecido, entre os pagadores de propina, como Moch ou Vaca.
Lula, como informante do Dops, já foi conhecido pelo codinome Barba; mas no Petrolão passou a ser Brahma, Chefe ou PR. Dona Marisa Letícia, simplesmente Madame ou Dama. Alberto Yousseff era o Primo, Renato Duque, My Way e Pedro Barusco, Sabrina. A doleira Nelma Kodama foi mais exigente e escolheu Angelina Jolie como seu codinome. Guido Mantega era tratado como Amiga, pela quadrilha do CARF. O marqueteiro João Santana era referido como Feira. Seminarista era Gilberto Carvalho. As prostitutas de luxo eram referidas por Youssef como Monik. Até mesmo seres inanimados tiveram seus codinomes, basta lembrar o Pixuleco, que virou símbolo da luta anti-PT.
Porém, o melhor de todos, o mais significativo, foi o codinome que escolheram para Nestor Cerveró: simplesmente Lindinho! Como diria o Zé Simão: ô raça!
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