Marina Silva é uma política engraçada. Nas horas mais difíceis ela desaparece na mata e só reaparece, como um curupira, depois que a tempestade passa. E, ao reaparecer, vem com uma receita pronta, uma formula milagrosa, que vai salvar o Brasil. Essa receita é original e é só dela. As demais idéias e propostas, que os outros agentes políticos e a sociedade civil estão pondo na mesa de discussões, não prestam. A receita milagrosa de Marina Silva é sempre a terceira via que vai resolver todos os problemas do país.
Quando, no ano passado, o país sofreu o maior desastre ecológico de sua história, não se ouviu um pio, nem se viu em lugar algum a figura da que se diz líder dos movimentos ecológicos! Seis meses se passaram e até agora qual foi a contribuição, ou mesmo a crítica, de Marina Silva a respeito desse assunto? Na-da! Ninguém sabe sequer a opinião dela a respeito: se acha que as mineradoras tem que mudar seu sistema de deposição de rejeitos, se acha que é assim mesmo e que se danem as populações que vivem ajusante às barragens, o risco é delas.
O mesmo pode se dizer da questão do impeachment. Marina não participou de nada e não apoiou nenhum movimento contra ou a favor do governo Dilma. Só na reta final, surgiu ela, com sua fórmula milagrosa: eleições gerais já!
O que Marina quer é surfar na onda anti-política-tradicional e ver se assim se elege. Ela sabe que a população brasileira está cansada e enojada com os políticos em geral e quer aproveitar dessa onda, uma vez que ela consegue fingir não fazer parte dessa "política que está aí", mesmo tendo sido militante petista por mais de 20 anos, mesmo tendo sido ministra no governo de Exu de Garanhuns.
Marina é outro engodo. É o petismo verde, que, nem por ser verde, deixa de ser petismo. E pregar eleições gerais agora é pregar, isso sim, uma ruptura constitucional, um casuísmo. A Constituição diz o que deve ser feito no caso de impeachment. Qualquer coisa diferente disso é uma violação à Constituição. Mesmo que seja uma emenda constitucional. Já vimos esse filme, quando se adotou o parlamentarismo para permitir a posse de Jango. Não deu certo!
Nossa Constituição é muito nova para sofrer solavancos dessa natureza. Uma mudança desse porte, casuística, acaba por ser um precedente para outras mudanças casuisticas. Não se resolvem problemas políticos, mudando a Constituição, porque os problemas políticos, por sua natureza, não acabam; e as leis, as regras do jogo, que tem ser estáveis.
Se tivemos que fazer emendas à Constituição para alterar as regras agora, então é melhor que já se mude radicalmente tudo e se adote, desde já, o parlamentarismo, um sistema moderno e provado de estabilidade que acaba com essa política de conchavos, uma vez que só governa quem tiver maioria e enquanto tiver essa maioria, podendo terminar a qualquer momento.
Mas, quem, no Brasil, vai querer um regime em que o governo e o próprio mandato parlamentar possa simplesmente terminar em 1 ano ou dois, se não estiver agradando ao povo que o elegeu?
terça-feira, 19 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
A maior burrada de Lula
Dilma foi a maior burrada de Lula. Aliás, tem gente que gosta de atribuir ao Molusco uma suposta genialidade política instintiva. Discordo completamente. Não há genialidade política alguma. O que há é a repetição do mesmo "modus operandi" que uma vez deu certo. Lula repete o comportamento que aprendeu com os pelegos do sindicato. Comportamento que materializa a tese de que é possível servir a dois senhores ao mesmo tempo e tirar partido dos dois lados. Lula fez isso nos tempos do ABC e da Fiesp. Deve ter pensado que foi a sua "genialidade" que permitiu tomar uísques com os patrões e engabelar os companheiros, com discursos populistas de cima dos caminhões. Nunca lhe passou pela cabeça - e o ego inflado não lhe permitiria - que estava fazendo tão somente o jogo desses patrões. Tanto que Lula era considerado pelo gen. Golbery uma oposição "confiável" ao regime militar.
O professor Chico de Oliveira tem falado sobre isso há alguns anos. Segundo ele, "Lula nunca foi de esquerda" e "Lula não tem caráter. O Lula é um oportunista". Quem quiser ouvir diretamente da fonte é só ver o vídeo de 2012 aqui e abaixo. Acontece que uma parte da "intelectualidade" brasileira, inspirada na esquerda caviar francesa (Sartre, Camus e outros), se deliciava com a possibilidade de criar um mito tupiniquim do Operário Redentor. Bem nos moldes dos mitos dos regimes de Stalin e de Mao. Lula se encaixava perfeitamente nesse figurino e aceitou de bom grado esse papel. Eu diria até que Lula acreditou no papel que desempenhava; como aquele ator que acaba por incorporar o personagem. Afinal, se tanta gente, muito mais culta do que ele, estava dizendo que ele era um gênio da raça, por que não seria?
Mas, em matéria de estratégia política de longo prazo, Lula nunca deu as cartas. Quem decidia tudo era José Dirceu, que não tinha o figurino (o physique de rôle) para o papel de líder operário, mas tinha noção do que queria para o partido e como obtê-lo. Dirceu foi traçando a estratégia e Lula fazendo o papel de líder messiânico, até que no meio do caminho tinha uma pedra, e essa pedra se chamava Roberto Jefferson. O resto todos nós conhecemos. Sem Dirceu a apontar a direção, Lula se viu sozinho, ele mesmo tendo que elaborar a estratégia e aí, foi o que se viu. Lula escolheu Dilma, pessoa apagada e sem a mínima capacidade política, que não representaria ameaça futura ao próprio Lula. A função de Dilma era apenas manter a cadeira de presidente aquecida para que o Molusco voltasse com toda a glória. Deu errado!
A mulher era mais burra do que se supunha. Além disso era uma toupeira teimosa, que quis fazer um governo próprio, incentivada por alguns áulicos (esses não faltam) como Mantega, Mercadante e Pimentel. Não houve meio de Lula mantê-la sob controle, nem mesmo com as presenças próximas de Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Garcia. Foi esse ero de cálculo que provocou a derrocada do país e junto com ele a derrocada do PT. O tal Projeto de Poder, que antes era um projeto do partido, acabou se tornando um projeto pessoal de Lula. E falhou!
Já bombardeado pelo Mensalão, acabou de ser detonado pela Operação Lava Jato. Ufa!
De vez em quando, dá para pensar que afinal, Deus é brasileiro mesmo, até pela gozação que Ele faz com a gente.
O professor Chico de Oliveira tem falado sobre isso há alguns anos. Segundo ele, "Lula nunca foi de esquerda" e "Lula não tem caráter. O Lula é um oportunista". Quem quiser ouvir diretamente da fonte é só ver o vídeo de 2012 aqui e abaixo. Acontece que uma parte da "intelectualidade" brasileira, inspirada na esquerda caviar francesa (Sartre, Camus e outros), se deliciava com a possibilidade de criar um mito tupiniquim do Operário Redentor. Bem nos moldes dos mitos dos regimes de Stalin e de Mao. Lula se encaixava perfeitamente nesse figurino e aceitou de bom grado esse papel. Eu diria até que Lula acreditou no papel que desempenhava; como aquele ator que acaba por incorporar o personagem. Afinal, se tanta gente, muito mais culta do que ele, estava dizendo que ele era um gênio da raça, por que não seria?
Mas, em matéria de estratégia política de longo prazo, Lula nunca deu as cartas. Quem decidia tudo era José Dirceu, que não tinha o figurino (o physique de rôle) para o papel de líder operário, mas tinha noção do que queria para o partido e como obtê-lo. Dirceu foi traçando a estratégia e Lula fazendo o papel de líder messiânico, até que no meio do caminho tinha uma pedra, e essa pedra se chamava Roberto Jefferson. O resto todos nós conhecemos. Sem Dirceu a apontar a direção, Lula se viu sozinho, ele mesmo tendo que elaborar a estratégia e aí, foi o que se viu. Lula escolheu Dilma, pessoa apagada e sem a mínima capacidade política, que não representaria ameaça futura ao próprio Lula. A função de Dilma era apenas manter a cadeira de presidente aquecida para que o Molusco voltasse com toda a glória. Deu errado!
A mulher era mais burra do que se supunha. Além disso era uma toupeira teimosa, que quis fazer um governo próprio, incentivada por alguns áulicos (esses não faltam) como Mantega, Mercadante e Pimentel. Não houve meio de Lula mantê-la sob controle, nem mesmo com as presenças próximas de Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Garcia. Foi esse ero de cálculo que provocou a derrocada do país e junto com ele a derrocada do PT. O tal Projeto de Poder, que antes era um projeto do partido, acabou se tornando um projeto pessoal de Lula. E falhou!
Já bombardeado pelo Mensalão, acabou de ser detonado pela Operação Lava Jato. Ufa!
De vez em quando, dá para pensar que afinal, Deus é brasileiro mesmo, até pela gozação que Ele faz com a gente.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
O Hotel, ou melhor, o Titanic
O hotel Royal Tulip Alvorada de Brasília, que atende pelo codinome Titanic, está cobrando, pela suite de Lula, 140 mil reais por semana.
Quem será que está pagando essa conta? Não pode ser o governo porque ele não tem cargo algum. Vale a pena ficarmos de olho, para sabermos como é que esse meliante é sustentado para ficar fazendo ameaças à ordem pública.
O jornal Folha de S.Paulo, que, segundo O Antagonista, é o porta-voz do Molusco, publicou hoje mais uma ameaça: "Se o impeachment passar, eu não vou sair das ruas!"
Pois, passado o impeachment, Lula não vai é poder sair às ruas, pois não há como evitar a cadeia. Os crimes estão todos escancarados e o Exu só ainda não foi preso, por causa da mãozinha dada pelo ministro Teori Zavascki. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, esse processo tem de andar e, aí, sem foro privilegiado, o meliante estará sob a luxuosa jurisdição de ninguém mais, ninguém menos, que o juiz Sérgio Moro.
O barco do PT está afundando. Todos sabem disso, mesmo os que, por ofício, fingem que não. O sinal mais claro são os ratos pulando fora. Quanto mais evidente fica a derrocada, maior o número de ratos que desiste de comer aquele queijo que está afundando junto com o barco e vão procurar sobreviver em outras naves.
O Projeto quase deu certo! Faltou pouco! Zé Dirceu, grande timoneiro, cérebro do partido, deve estar morrendo de ódio. O Projeto era, jamais abandonar o poder. Tinham tudo: dinheiro sem limites, cargos a distribuir, opinião pública favorável. O que poderia ameaçar esse projeto? Iriam pouco a pouco aparelhando todas as instituições, como fizeram em todos os escalões do Executivo. O Judiciário em pouco tempo estaria cooptado. E o Parlamento, comprado. Depois, é claro, viria a censura à imprensa e a perseguição aos adversários políticos, como reza a cartilha deles. Estaria implantada uma ditadura, sem lutas, sem riscos. O único problema foi a arrogância de não combinar com os russos.
Não acreditaram, quando o deputado Roberto Jefferson lhes disse que não iria enfrentar sozinho aquele caso revelado pela filmagem da propina sendo embolsada pelo diretor dos Correios, Maurício Marinho, apadrinhado de Jefferson. O PT ia deixar Roberto Jefferson se virar sozinho. Atitude a que Delcídio se referiu quando disse que o PT não sabia enterrar seus mortos. Não acreditaram que Roberto Jefferson não estava blefando quando disse que ia denunciar todo o esquema. Foi aí que o PT se estrepou e seu Projeto, para felicidade geral da nação, foi abortado.
O grito de Jefferson da tribuna da Câmara, "Sai daí, Zé!", foi tão importante para a nossa história recente, como foi o suposto grito às margens do Ipiranga. Para enfrentar bandidos desse porte e organização criminosa dessa natureza, não se podem convocar anjos, nem virgens. O melhor antídoto contra eles, é obter a colaboração de outro bandido de igual calibre. É por isso que, por mais irônico que seja, devemos agradecer a Roberto Jefferson e a Eduardo Cunha o naufrágio do Titanic.
Quem será que está pagando essa conta? Não pode ser o governo porque ele não tem cargo algum. Vale a pena ficarmos de olho, para sabermos como é que esse meliante é sustentado para ficar fazendo ameaças à ordem pública.
O jornal Folha de S.Paulo, que, segundo O Antagonista, é o porta-voz do Molusco, publicou hoje mais uma ameaça: "Se o impeachment passar, eu não vou sair das ruas!"
Pois, passado o impeachment, Lula não vai é poder sair às ruas, pois não há como evitar a cadeia. Os crimes estão todos escancarados e o Exu só ainda não foi preso, por causa da mãozinha dada pelo ministro Teori Zavascki. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, esse processo tem de andar e, aí, sem foro privilegiado, o meliante estará sob a luxuosa jurisdição de ninguém mais, ninguém menos, que o juiz Sérgio Moro.
O barco do PT está afundando. Todos sabem disso, mesmo os que, por ofício, fingem que não. O sinal mais claro são os ratos pulando fora. Quanto mais evidente fica a derrocada, maior o número de ratos que desiste de comer aquele queijo que está afundando junto com o barco e vão procurar sobreviver em outras naves.
O Projeto quase deu certo! Faltou pouco! Zé Dirceu, grande timoneiro, cérebro do partido, deve estar morrendo de ódio. O Projeto era, jamais abandonar o poder. Tinham tudo: dinheiro sem limites, cargos a distribuir, opinião pública favorável. O que poderia ameaçar esse projeto? Iriam pouco a pouco aparelhando todas as instituições, como fizeram em todos os escalões do Executivo. O Judiciário em pouco tempo estaria cooptado. E o Parlamento, comprado. Depois, é claro, viria a censura à imprensa e a perseguição aos adversários políticos, como reza a cartilha deles. Estaria implantada uma ditadura, sem lutas, sem riscos. O único problema foi a arrogância de não combinar com os russos.
Não acreditaram, quando o deputado Roberto Jefferson lhes disse que não iria enfrentar sozinho aquele caso revelado pela filmagem da propina sendo embolsada pelo diretor dos Correios, Maurício Marinho, apadrinhado de Jefferson. O PT ia deixar Roberto Jefferson se virar sozinho. Atitude a que Delcídio se referiu quando disse que o PT não sabia enterrar seus mortos. Não acreditaram que Roberto Jefferson não estava blefando quando disse que ia denunciar todo o esquema. Foi aí que o PT se estrepou e seu Projeto, para felicidade geral da nação, foi abortado.
O grito de Jefferson da tribuna da Câmara, "Sai daí, Zé!", foi tão importante para a nossa história recente, como foi o suposto grito às margens do Ipiranga. Para enfrentar bandidos desse porte e organização criminosa dessa natureza, não se podem convocar anjos, nem virgens. O melhor antídoto contra eles, é obter a colaboração de outro bandido de igual calibre. É por isso que, por mais irônico que seja, devemos agradecer a Roberto Jefferson e a Eduardo Cunha o naufrágio do Titanic.
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