sábado, 23 de abril de 2016

A responsabilidade do PSDB

Tudo indica que Michel Temer está querendo acertar. Está conversando com Deus e todo o mundo, excluindo, por óbvio, a esquerda que está sendo desalojada do poder (PT, PCdoB e PSOL). Está fazendo algo que nos últimos 13 anos, o governo se recusou a fazer: ouvir! Ouvir a sociedade, ouvir os partidos, os formadores de opinião, os especialistas de notório saber em suas áreas.

É isso que todo e qualquer governo decente deveria fazer, ao invés, de querer impingir de cima para baixo uma "verdade" fabricada e costurada por interesses que nada tem a ver com os interesses da nação.
Não sabemos, ainda, se Temer está envolvido nesses atos ilegais perpetrados por seus ex-aliados. Se estiver, paciência, que se lhe aplique a Lei. Mas, sinceramente, espero que não, torço para que não esteja envolvido nessa lama, do contrário a situação política no Brasil poderá degringolar ainda mais.
Por outro lado, é esperançoso ver os sinais de bom senso retornando aos alto escalões da República. A saída de cena de Lula, Dilma e suas gangues vão trazer ao país um alívio imediato, uma distensão necessária depois desse difícil período que atravessamos.

Todos nós temos que torcer para que o Temer acerte. Não é necessário que faça um governo expcepcional, basta que seja bom, ou até mesmo razoável. Tenho convicção que fará. Está demonstrando empenho nessa direção e vai precisar da ajuda dos políticos comprometidos com o bem da nação, porisso não é hora de o PSDB fazer docinho. O PSDB tem que arregaçar as mangas e por mãos à obra de reconstrução nacional. Sem fisiologismo, sem barganha por cargos, com responsabilidade e compromisso com a pátria.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A ribalta da ONU não é palco de circo!

Essa senhora que ainda ocupa a cadeira de presidente é um vexame total! E ela não se dá conta disso! Agora vai à ONU para reclamar contra o processo de impeachmente dizendo que há um golpe de Estado em seu país. Não tem noção do ridículo a que se expõe e a que expõe a nação. Ou, se tem, não se preocupa com isso, não se preocupa com o país, mas tão somente com o apego, já patológico a esta altura, ao poder.

Nunca antes na história da ONU houve um caso como esse. Mais uma vez  o Brasil vai cair no ridículo perante o mundo. Se as instituições estivessem funcionando normalmente essa senhora seria impedida de sair do país para fazer esse papel. Bastaria o Congresso não lhe dar autorização para se ausentar do país!

Como é que um chefe de Estado, comparece à ONU, representando o seu país e vai reclamar das suas instituições e denegrir esse mesmo país que ela estará representando! Ela estará lá dizendo que a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal estão participando de um complô para dar um golpe! Sai do país e entrega a cadeira de presidente para o vice, exatamente quem ela acusa de ser o chefe desse complô. Não faz sentido! Ou faz? Considerando a demência dessa gente, até que faz.

Essa elite do PT sempre teve o pensamento arrevesado, mas antes parecia que era apenas uma distorção proposital da realidade para atingir seus interesses populistas e demagógicos. Agora, que estão descendo ladeira abaixo, parece que começaram a delirar mesmo. Só eles acreditam na própria mentira. Têm até o direito de negar a realidade e crer na fantasia, só não têm o direito de expor o país. Ainda bem que isso está acabando!

terça-feira, 19 de abril de 2016

A fórmula mágica da Marina

Marina Silva é uma política engraçada. Nas horas mais difíceis ela desaparece na mata e só reaparece, como um curupira, depois que a  tempestade passa. E, ao reaparecer, vem com uma receita pronta, uma formula milagrosa, que vai salvar o Brasil. Essa receita é original e  é só dela. As demais idéias e propostas, que os outros agentes políticos e a sociedade civil estão pondo na mesa de discussões, não prestam. A receita milagrosa de Marina Silva é sempre a terceira via que vai resolver todos os problemas do país.
Quando, no ano passado, o país sofreu o maior desastre ecológico de sua história, não se ouviu um pio, nem se viu em lugar algum a figura da que se diz líder dos movimentos ecológicos! Seis meses se passaram e até agora qual foi a  contribuição, ou mesmo a crítica, de Marina Silva a respeito desse assunto? Na-da! Ninguém sabe sequer a opinião dela a respeito: se acha que as mineradoras tem que mudar seu sistema de deposição de rejeitos, se acha que é assim mesmo e que se danem as populações que vivem ajusante às barragens, o risco é delas.
O mesmo pode se dizer da questão do impeachment. Marina não participou de nada e não apoiou nenhum movimento contra ou a favor do governo Dilma. Só na reta final, surgiu ela, com sua fórmula milagrosa: eleições gerais já!

O que Marina quer é surfar na onda anti-política-tradicional e ver se assim se elege. Ela sabe que a população brasileira está cansada e enojada com os políticos em geral e quer aproveitar dessa onda, uma vez que ela consegue fingir não fazer parte dessa "política que está aí", mesmo tendo sido militante petista por mais de 20 anos, mesmo tendo sido ministra no governo de Exu de Garanhuns.

Marina é outro engodo. É o petismo verde, que, nem por ser verde, deixa de ser petismo. E pregar eleições gerais agora é pregar, isso sim, uma ruptura constitucional, um casuísmo. A Constituição diz o que deve ser feito no caso de impeachment. Qualquer coisa diferente disso é uma violação à Constituição. Mesmo que seja uma emenda constitucional. Já vimos esse filme, quando se adotou o parlamentarismo para permitir a posse de Jango. Não deu certo!

Nossa Constituição é muito nova para sofrer solavancos dessa natureza. Uma mudança desse porte, casuística, acaba por ser um precedente para outras mudanças casuisticas. Não se resolvem problemas políticos, mudando a Constituição, porque os problemas políticos, por sua natureza, não acabam; e as leis, as regras do jogo, que tem ser estáveis.
Se tivemos que fazer emendas à Constituição para alterar as regras agora, então é melhor que já se mude radicalmente tudo e se adote, desde já, o parlamentarismo, um sistema moderno e provado de estabilidade que acaba com essa política de conchavos, uma vez que só governa quem tiver maioria e enquanto tiver essa maioria, podendo terminar a qualquer momento.
Mas, quem, no Brasil, vai querer um regime em que o governo  e o próprio mandato parlamentar possa simplesmente terminar em 1 ano ou dois, se não estiver agradando ao povo que o elegeu?


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