Não tem teoria de domínio do fato! O que há é uma lógica simples e insofismável: se há crime, há um autor. Se há uma organização criminosa, há um chefe. Simples assim.
A questão então que se coloca à polícia federal, ao ministério público e ao poder judiciário brasileiro é: quem era o chefe da gangue que assaltou por 13 anos os cofres públicos, desviando quantias inimagináveis de dinheiro? Desvio que retirou de milhares de pessoas uma assistência médica digna, uma escola adequada, um emprego, a segurança pública, estardas transitáveis. Desvio que foi responsável por tantas mortes nas portas dos hospitais e postos de saúde, nas favelas, nos assaltos nas ruas, nos acidentes nas estradas.
Essa quadrilha funcionou em todos os níveis, por vários anos, organizadamente, metodicamente, não só surrupiando, como também apagando as pistas de maneira profissional.
Seria possível isso acontecer sem método, sem organização, sem liderança?
Parte dos altos escalões já está identificada, mas falta ainda ser claramente apontado o líder máximo, o chefe incontestável, o capo. E todos sabemos quem é ele! Basta seguir a maxima de Sêneca (cui bono): procure saber quem levou vantagem com o crime, esse é o autor.
Ninguém foi mais beneficiado por todo esse esquema do que o PT e seu líder máximo, Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, por artes da Justiça dessa república, ainda está inatingivel. Seu caso está no Supremo, apesar de não ter direito a foro especial. Esperamos que aos poucos a normalidade institucional volte a imperar no país e o Capo seja chamado a responder por seus crimes.
sábado, 14 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Cadê as muié e os minêro?
Já estão criticando o Temer porque não há mulheres no ministério! Outros reclamam porque não tem nenhum mineiro! Daqui a pouco vão reclamar que não tem negro, não tem gay, não tem índio, não tem deficiente, não tem favelado, não tem pai-de-santo!
Pelamordedeus! Ministros devem ser escolhidos pela competência, pela capacidade, pelo compromisso com o país, sem que se leve em consideração a cor, o gênero, ou qualquer outra característica.
Mas será que não havia uma mulher com essas competências? perguntarão alguns. Há. Claro que há, mas não necessariamente com disposição de assumir essa batata quente agora. A senadora Ana Amélia mesmo, é um exemplo de mulher competente e aguerrida, mas prefiro vê-la atuando no Senado do que assumindo um ministério qualquer, sem verba e submetido a uma máquina burocrática que emperra qualquer ação efetiva. Ellen Gracie também foi convidada, mas declinou.
Participar do governo não é sinônimo de estar no Executivo. Hoje está ficando claro para os brasileiros que o governo se faz, ou se desfaz, muito mais no Congresso e muitas vezes no Judiciário.
Além disso, todos sabemos que esse governo é de transição. É preciso ter paciência e espírito de colaboração para sairmos do atoleiro em que o PT nos enfiou. Não será um governo perfeito, nenhum governo é perfeito. Não será provavelmente um governo ótimo. Talvez não seja nem mesmo um governo bom, talvez seja sofrível, mas será o governo possível agora. O importante é andarmos para frente e para cima, mesmo que seja devagar. O que não podemos, de modo algum, é retroceder.
Pelamordedeus! Ministros devem ser escolhidos pela competência, pela capacidade, pelo compromisso com o país, sem que se leve em consideração a cor, o gênero, ou qualquer outra característica.
Mas será que não havia uma mulher com essas competências? perguntarão alguns. Há. Claro que há, mas não necessariamente com disposição de assumir essa batata quente agora. A senadora Ana Amélia mesmo, é um exemplo de mulher competente e aguerrida, mas prefiro vê-la atuando no Senado do que assumindo um ministério qualquer, sem verba e submetido a uma máquina burocrática que emperra qualquer ação efetiva. Ellen Gracie também foi convidada, mas declinou.
Participar do governo não é sinônimo de estar no Executivo. Hoje está ficando claro para os brasileiros que o governo se faz, ou se desfaz, muito mais no Congresso e muitas vezes no Judiciário.
Além disso, todos sabemos que esse governo é de transição. É preciso ter paciência e espírito de colaboração para sairmos do atoleiro em que o PT nos enfiou. Não será um governo perfeito, nenhum governo é perfeito. Não será provavelmente um governo ótimo. Talvez não seja nem mesmo um governo bom, talvez seja sofrível, mas será o governo possível agora. O importante é andarmos para frente e para cima, mesmo que seja devagar. O que não podemos, de modo algum, é retroceder.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Acabou pra eles
Vitória do povo brasileiro! Quando começaram as primeiras manifestações pró-impeachment em março de 2015, os partidos políticos estavam adormecidos. Á medida que o movimento foi tomando conta da sociedade e se intensificando, acordaram e tentaram pegar carona nessas manifestações. Foram rechaçados.
Somente agora, na reta final, quando os Drs. Hélio Bicudo, Janaína Pachoal e Miguel Reale Jr. formalizaram o pedido, é que a participação dos partidos se materializou, porque necessária institucionalmente.
O povo, das manifestações de rua, dos panelaços, se fez ouvir no Congresso. Isso, sim, é democracia na sua forma mais legítima.
Acabou uma parte do processo, retiramos de cena a organização criminosa que desgovernou o país por 13 anos, mas o processo ainda está longe de acabar. Temos que continuar a pressão por vários motivos:
Somente agora, na reta final, quando os Drs. Hélio Bicudo, Janaína Pachoal e Miguel Reale Jr. formalizaram o pedido, é que a participação dos partidos se materializou, porque necessária institucionalmente.
O povo, das manifestações de rua, dos panelaços, se fez ouvir no Congresso. Isso, sim, é democracia na sua forma mais legítima.
Acabou uma parte do processo, retiramos de cena a organização criminosa que desgovernou o país por 13 anos, mas o processo ainda está longe de acabar. Temos que continuar a pressão por vários motivos:
- Impedir que os ratos, que pularam fora do barco no último minuto, voltem sorrateiramente.
- Garantir que os processos de depuração da Lava Jato, Zelotes e outras operações continuem até o fim.
- Impedir a blindagem de quem quer que seja, de qualquer partido a que pertença. Todos somos iguais perante a Lei.
- Vigiar os novos mandatários para que não caiam na mesma teia de arranjos, conchavos e corrupção. Temos que virar essa página definitivamente.
- Lutar por uma reforma política ampla, que diminua o número de partidos e fortaleça a representatividade mediante o voto distrital e, na minha opinião, adotarmos o parlamentarismo como sistema de governo.
De agora em diante, senhores políticos, abram seus olhos, pois os nossos já estão em cima de vocês.
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