segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cauby! Cauby!

Para a minha geração, que amava os Beatles e os Rolling Stones, Cauby Peixoto era um cantor brega. Sem preconceito: aqueles trejeitos, os lamês, a peruca, tudo nele lembrava uma época que estava terminando, e que talvez nem tenha existido direito no Brasil. Cauby era um grande "crooner"! Com uma voz poderosa, lembrava Frank Sinatra, com outro charme e outro estilo, claro. Nos anos 50, Cauby atraía multidões aos programas das rádios.  Por essa época a revista Times o elegeu o homem mais bonito do Brasil! Opinião que era compartilhada por suas milhares de fans, as chamadas "macacas de auditório" que, ou desmaiavam ou avançavam sobre ele e lhe rasgavam as roupas (já costuradas frouxamente de propósito).
E Cauby cristalizou essa imagem, como cristalizou os sucessos, sendo o maior deles, "Conceição".

Mas o que muita gente ignora é que Cauby foi o primeiro cantor de iê-iê-iê da jovem guarda. Quando Roberto Carlos era ainda um ilustre desconhecido, Cauby gravou, em 1957, o primeiro rock brasileiro, "Rock'n'Roll em Copacabana", de Luiz Gustavo. Em seguida, gravou "That's rock" composta por Carlos Imperial, música que interpretou também na chanchada "Minha sogra é da polícia".  O grupo musical que o acompanhava era The Sputniks, criado por Tim Maia, e renomeado por Carlos Imperial para The Snakes! Nas cenas do filme pode se ver o próprio Carlos Imperial, Erasmo Carlos e Roberto Carlos acompanhando Cauby.

Entretanto, Cauby passou longe da bossa nova, gênero intimista, que não exigia grandes performances vocais, ao contrário, privilegiava a voz suave, pequena, coloquial.
A partir daí, Cauby ficou fora de moda. Mas jamais saiu totalmente do cenário. Continuou, pelos anos afora, a cantar a sua Conceição, até que, em épocas mais recentes, recebeu composições de Caetano (Cauby, Cauby) e Chico (Bastidores).
Viveu uma vida digna e trabalhou até o fim. Sua última apresentação foi no dia 03 de maio.

domingo, 15 de maio de 2016

FrankensTemer

O governo Temer é um governo de transição e de coalização, mas não pode virar uma colcha de retalhos, senão não irá a lugar algum. O Brasil não pode esperar mais.
Tem que haver a participação de vários partidos (porque infelizmente essa é a atual organização política do país) mas tem que haver um comando centralizado, um maestro regendo a orquestra, senão o conjunto desafina. No presente momento, já há sinais de dissonância:

  1. um ministro, Geddel Vieira, diz que vai procurar o Lula para obter seu apoio! Inacreditável! Custamos a nos livrar da praga do PT no governo e já tem gente querendo atraí-lo de volta! E, com qual objetivo? "Tenho certeza que o Lula vai contribuir", diz ele. A pergunta a seguir é: Quer "contribuição" maior que a dos 13 anos, que ele já deu? E todos estamos sofrendo as consequências dessa "contribuição".
  2. Henrique Meirelles, reconhecidamente competente, entretanto já fala em recriar a odiada CPMF. Não deveria fazê-lo sem antes esgotar outras possibilidades de ajuste, como, por exemplo, extinguir as renúncias fiscais que só beneficiam alguns grupos.
  3. a malfadada tentativa de nomear, para o ministério da Defesa, o deputado Newton Cardoso Filho.
  4. ministros nomeados que já estão sob investigação na Lava Jato, tais como, o próprio Geddel Vieira, citado acima; Henrique Eduardo Alves, Romero Jucá, Eliseu Padilha e Bruno Araújo. Isso já causou protesto da OAB.
Não será um governo fácil e não se pode esperar milagres, mas também não precisa brincar com a sorte. Esperemos que Temer assuma realmente a função de timoneiro nessa travessia turbulenta e que ao final o governo apresente uma unidade de ações e de propósito para não se transformar em um monstro

sábado, 14 de maio de 2016

Só falta o chefe

Não tem teoria de domínio do fato! O que há é uma lógica simples e insofismável: se há crime, há um autor. Se há uma organização criminosa, há um chefe. Simples assim.
A questão então que se coloca à polícia federal, ao ministério público e ao poder judiciário brasileiro é: quem era o chefe da gangue que assaltou por 13 anos os cofres públicos, desviando quantias inimagináveis de dinheiro? Desvio que retirou de milhares de pessoas uma assistência médica digna, uma escola adequada, um emprego, a segurança pública, estardas transitáveis. Desvio que foi responsável por tantas mortes nas portas dos hospitais e postos de saúde, nas favelas, nos assaltos nas ruas, nos acidentes nas estradas.
Essa quadrilha funcionou em todos os níveis, por vários anos, organizadamente, metodicamente, não só surrupiando, como também apagando as pistas de maneira profissional.
Seria possível isso acontecer sem método, sem organização, sem liderança?
Parte dos altos escalões já está identificada, mas falta ainda ser claramente apontado o líder máximo, o chefe incontestável, o capo. E todos sabemos quem é ele! Basta seguir a maxima de Sêneca (cui bono): procure saber quem levou vantagem com o crime, esse é o autor.

Ninguém foi mais beneficiado por todo esse esquema do que o PT e seu líder máximo, Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, por artes da Justiça dessa república, ainda está inatingivel. Seu caso está no Supremo, apesar de não ter direito a foro especial. Esperamos que aos poucos a normalidade institucional volte a imperar no país e o Capo seja chamado a responder por seus crimes.

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