Em editorial de hoje, a Folha (vejam bem, a Folha!!!) chama a atenção para a herança maldita que o PT nos legou. Não são só os 130 bilhões das contas públicas! Há muito mais.
Há um rombo na Eletrobras que ainda não foi completamente quantificado e que gira entre 20 e 40 bilhões. E os fundos de pensão perderam 113 bilhões, conforme concluiu a CPI. Desses 113 bilhões, quase 7 bilhões foram diretamente atribuídos à corrupção!
É um espanto, mesmo para nós que já devíamos estar calejados de espantos.
Tudo somado já se chega ao rombo inimaginável de 260 a 280 bilhões, sem considerar ainda o que pode vir da caixa preta do BNDES, da CEF e do Banco do Brasil, para ficar apenas nas principais estatais. A Petrobras também é um rombo à parte.
Tudo isso sequer é comentado pelos responsáveis. É como se não existisse. O que existe para eles é apenas a lenda de que resgataram não sei quantos milhares da pobreza. Apenas uma lenda, pois se houve resgate em algum momento (mais devido à expansão econômica mundial, do que a qualquer outra coisa), a irresponsabilidade e a venalidade dos governos petistas conduziram o país a um brutal retrocesso que, não só retornou os emergentes para um buraco mais fundo, como adicionou, a esses, uns tantos outros que nunca tinham estado lá.
Como foi possível o país assistir a isso sem que houvesse um remédio institucional que o pudesse impedir? O impeachment é um remédio, mas um remédio que chega tarde, quando o dano já foi feito. É preciso que a nação tenha mecanismos preventivos para que nenhum governo, seja de que partido for, possa fazer isso com o dinheiro público!
Está vindo, por aí,a Lei de Responsabilidade das Estatais, que, entre outras coisas, proíbe que pessoas com cargos em sindicatos, governo ou partidos, ocupem cargos na direção ou no Conselho das estatais. A sociedade brasileira tem que pressionar o Congresso para que essa lei seja logo aprovada. Isso é trancar a porta, depois que o ladrão roubou, mas é melhor do que deixá-la aberta para sermos roubados outra vez.
terça-feira, 17 de maio de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Cauby! Cauby!
Para a minha geração, que amava os Beatles e os Rolling Stones, Cauby Peixoto era um cantor brega. Sem preconceito: aqueles trejeitos, os lamês, a peruca, tudo nele lembrava uma época que estava terminando, e que talvez nem tenha existido direito no Brasil. Cauby era um grande "crooner"! Com uma voz poderosa, lembrava Frank Sinatra, com outro charme e outro estilo, claro. Nos anos 50, Cauby atraía multidões aos programas das rádios. Por essa época a revista Times o elegeu o homem mais bonito do Brasil! Opinião que era compartilhada por suas milhares de fans, as chamadas "macacas de auditório" que, ou desmaiavam ou avançavam sobre ele e lhe rasgavam as roupas (já costuradas frouxamente de propósito).
E Cauby cristalizou essa imagem, como cristalizou os sucessos, sendo o maior deles, "Conceição".
Mas o que muita gente ignora é que Cauby foi o primeiro cantor de iê-iê-iê da jovem guarda. Quando Roberto Carlos era ainda um ilustre desconhecido, Cauby gravou, em 1957, o primeiro rock brasileiro, "Rock'n'Roll em Copacabana", de Luiz Gustavo. Em seguida, gravou "That's rock" composta por Carlos Imperial, música que interpretou também na chanchada "Minha sogra é da polícia". O grupo musical que o acompanhava era The Sputniks, criado por Tim Maia, e renomeado por Carlos Imperial para The Snakes! Nas cenas do filme pode se ver o próprio Carlos Imperial, Erasmo Carlos e Roberto Carlos acompanhando Cauby.
Entretanto, Cauby passou longe da bossa nova, gênero intimista, que não exigia grandes performances vocais, ao contrário, privilegiava a voz suave, pequena, coloquial.
A partir daí, Cauby ficou fora de moda. Mas jamais saiu totalmente do cenário. Continuou, pelos anos afora, a cantar a sua Conceição, até que, em épocas mais recentes, recebeu composições de Caetano (Cauby, Cauby) e Chico (Bastidores).
Viveu uma vida digna e trabalhou até o fim. Sua última apresentação foi no dia 03 de maio.
E Cauby cristalizou essa imagem, como cristalizou os sucessos, sendo o maior deles, "Conceição".
Mas o que muita gente ignora é que Cauby foi o primeiro cantor de iê-iê-iê da jovem guarda. Quando Roberto Carlos era ainda um ilustre desconhecido, Cauby gravou, em 1957, o primeiro rock brasileiro, "Rock'n'Roll em Copacabana", de Luiz Gustavo. Em seguida, gravou "That's rock" composta por Carlos Imperial, música que interpretou também na chanchada "Minha sogra é da polícia". O grupo musical que o acompanhava era The Sputniks, criado por Tim Maia, e renomeado por Carlos Imperial para The Snakes! Nas cenas do filme pode se ver o próprio Carlos Imperial, Erasmo Carlos e Roberto Carlos acompanhando Cauby.
Entretanto, Cauby passou longe da bossa nova, gênero intimista, que não exigia grandes performances vocais, ao contrário, privilegiava a voz suave, pequena, coloquial.
A partir daí, Cauby ficou fora de moda. Mas jamais saiu totalmente do cenário. Continuou, pelos anos afora, a cantar a sua Conceição, até que, em épocas mais recentes, recebeu composições de Caetano (Cauby, Cauby) e Chico (Bastidores).
Viveu uma vida digna e trabalhou até o fim. Sua última apresentação foi no dia 03 de maio.
domingo, 15 de maio de 2016
FrankensTemer
O governo Temer é um governo de transição e de coalização, mas não pode virar uma colcha de retalhos, senão não irá a lugar algum. O Brasil não pode esperar mais.
Tem que haver a participação de vários partidos (porque infelizmente essa é a atual organização política do país) mas tem que haver um comando centralizado, um maestro regendo a orquestra, senão o conjunto desafina. No presente momento, já há sinais de dissonância:
Tem que haver a participação de vários partidos (porque infelizmente essa é a atual organização política do país) mas tem que haver um comando centralizado, um maestro regendo a orquestra, senão o conjunto desafina. No presente momento, já há sinais de dissonância:
- um ministro, Geddel Vieira, diz que vai procurar o Lula para obter seu apoio! Inacreditável! Custamos a nos livrar da praga do PT no governo e já tem gente querendo atraí-lo de volta! E, com qual objetivo? "Tenho certeza que o Lula vai contribuir", diz ele. A pergunta a seguir é: Quer "contribuição" maior que a dos 13 anos, que ele já deu? E todos estamos sofrendo as consequências dessa "contribuição".
- Henrique Meirelles, reconhecidamente competente, entretanto já fala em recriar a odiada CPMF. Não deveria fazê-lo sem antes esgotar outras possibilidades de ajuste, como, por exemplo, extinguir as renúncias fiscais que só beneficiam alguns grupos.
- a malfadada tentativa de nomear, para o ministério da Defesa, o deputado Newton Cardoso Filho.
- ministros nomeados que já estão sob investigação na Lava Jato, tais como, o próprio Geddel Vieira, citado acima; Henrique Eduardo Alves, Romero Jucá, Eliseu Padilha e Bruno Araújo. Isso já causou protesto da OAB.
Não será um governo fácil e não se pode esperar milagres, mas também não precisa brincar com a sorte. Esperemos que Temer assuma realmente a função de timoneiro nessa travessia turbulenta e que ao final o governo apresente uma unidade de ações e de propósito para não se transformar em um monstro
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