Na casa onde falta o pão, todos brigam e ninguém tem razão, diz a sabedoria popular. O Brasil está exatamente nessa situação! Não há dinheiro para fazer tudo. Escolhas difícies terão que ser feitas, mas, pelas manifestações até agora, ninguém quer perder um naco do seu quinhão.
São os artistas berrando daqui, os sindicalistas dali e por aí vai. É claro que os berros iniciais estão inflados de ideologia, como os "artistas" que foram protestar de "black tie" em Cannes. Mas outros gritos virão quando outros interesses forem contrariados.
Para resolver essa situação, todos teremos que ceder um pouco. Todos teremos nossos interesses particulares contrariados. É uma questão matemática. A conta não fecha e não há milagres. O dinheiro não surge do nada ou apenas pela vontade do governante, como a esquerda pensa. Dinheiro tem que ser produzido. A esquerda não tem muito essa noção porque normalmente não é muito afeita ao trabalho. Prefere viver às custas do Estado, como se o Estado produzisse alguma coisa. Do outro lado, quem trabalha, sabe o quanto as coisas custam.
Pois bem. Não vai adiantar ficar choramingando nessa atitude infantil, querendo continuar mamando eternamente na mesma chupeta. A hora é de desprendimento, renúncia, estoicismo e luta. É a hora de fazer aquilo que Kennedy propôs aos americanos, no seu discurso de posse: Don't ask what your country can do for you, but what you can do for your country (*).
Todos perderemos um pouco agora, para ganharmos mais na frente. Essa é a mensagem que Temer tem que levar ao povo no seu pronunciamento na segunda-feira. Mostrar a dura realidade e não fazer promessas falsas. O povo compreenderá.
(*) Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Governar é escolher prioridades
O maior problema que se apresenta hoje à administração pública brasileira é como fechar as contas. O deficit fiscal já está estimado em 150 bilhões, podendo chegar a 200 bilhões. O deficit da previdência já ultrapassa os 200 bilhões. O dos fundos de pensão alcança 113 bilhões. Pelo que se vê, a unidade monetária dos déficits é o bilhão.
Esses valores somados, aos quais ainda se acrescentarão, os do BNDES, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e uma possível necessidade de capitalização da Petrobras, pode chegar à quase inimaginável cifra de 1 trilhão! Isso representa 17% do PIB!
Como se vai tapar esse buraco é a questão que está na pauta permanente não só da equipe econômica, como também, e principalmente, nas nossas preocupações de cidadãos, sentindo sempre aquele frio na barriga do pressentimento de que vai sobrar pra nós.
Aumentar impostos é a solução mágica mais fácil, mas com uma carga tributária escorchante, que atinge 53% da renda nacional, qualquer novo aumento de impostos significa um aprofundamento da recessão.
E o risco é de a receita cair ao invés de aumentar. Se a população não está conseguindo pagar a carga tributária atual, o que fará em caso de aumento de tributos? Ou quebra, ou cai ainda mais na informalidade. Em qualquer dos casos, a receita diminui ao invés de aumentar. Portanto, não é por aí o caminho.
O que resta então ao governo é uma economia de guerra! Declara-se um Estado de Emergência e o governo vai administrando as despesas daqui e dali, cortando o que não for essencial, e recompondo as receitas à medida que a economia for dando sinais de recuperação. Baixam-se os juros à força, o que pode trazer uma economia por volta de 600 bilhões anuais nas despesas. E isso terá um efeito colateral imediato, que será a recuperação econômica, a única verdadeira possibilidade de equilibrar as contas.
Somente depois disso é que haverá condição de governar, que é o ato de escolher prioridades. Por ora, não há o que escolher.
Esses valores somados, aos quais ainda se acrescentarão, os do BNDES, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e uma possível necessidade de capitalização da Petrobras, pode chegar à quase inimaginável cifra de 1 trilhão! Isso representa 17% do PIB!
Como se vai tapar esse buraco é a questão que está na pauta permanente não só da equipe econômica, como também, e principalmente, nas nossas preocupações de cidadãos, sentindo sempre aquele frio na barriga do pressentimento de que vai sobrar pra nós.
Aumentar impostos é a solução mágica mais fácil, mas com uma carga tributária escorchante, que atinge 53% da renda nacional, qualquer novo aumento de impostos significa um aprofundamento da recessão.
E o risco é de a receita cair ao invés de aumentar. Se a população não está conseguindo pagar a carga tributária atual, o que fará em caso de aumento de tributos? Ou quebra, ou cai ainda mais na informalidade. Em qualquer dos casos, a receita diminui ao invés de aumentar. Portanto, não é por aí o caminho.
O que resta então ao governo é uma economia de guerra! Declara-se um Estado de Emergência e o governo vai administrando as despesas daqui e dali, cortando o que não for essencial, e recompondo as receitas à medida que a economia for dando sinais de recuperação. Baixam-se os juros à força, o que pode trazer uma economia por volta de 600 bilhões anuais nas despesas. E isso terá um efeito colateral imediato, que será a recuperação econômica, a única verdadeira possibilidade de equilibrar as contas.
Somente depois disso é que haverá condição de governar, que é o ato de escolher prioridades. Por ora, não há o que escolher.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Eles usam "black tie"!!!
É revoltante a maneira como esses "artistas" estão denegrindo o seu país! Agora, uma trupe terceiro-mundista e deslumbrada, liderada pelo diretor do filme "Aquarius", Kleber Mendonça Filho, pela decadente Sônia Brega e pelos "famososíssimos" atores, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão e Zoraide Coleto, resolveu dizer eM Cannes que há um golpe em curso no Brasil!!!
Obviamente, eles tem todo o direito de estar ao lado da Anta, a favor dos rombos nas contas públicas, a favor das altas taxas de desemprego, a favor de todos os desmandos e da corrupção institucionalizada. É um direito que lhes assiste e que está garantido pela Constituição.
O que não tem é o direito de expor o país dessa maneira e com mentiras.
Eles sabem muito bem que não há golpe acontecendo no Brasil. Eles sabem que a situação a que nos levaram os 13 anos de administração petista foi um desastre. Isso é impossível negar. No mesmo dia em que fizeram essa pose, todos perfeitamente embonecados, todos em "black tie", participando do regabofe da crème de la crème do jet set internacional, bancado com a riqueza capitalista que tanto vituperam, a Bolsa de NY resolvia parar de negociar ações da Petrobras. Será que Wall Street também participa do golpe?
Deve participar, pois tudo se trata de uma grande conspiração do grande Capital contra a esquerda coitadinha. Queria ver se esses "artistas" morassem na China (já nem vou dizer em Cuba), se teriam a oportunidade de irem a Cannes falar mal do seu país.
Por essa e por outras, a classe artística vai se dissociando do seu povo. Um povo que está sofrendo nesse momento, assolado por epidemias, sem emprego, com a inflação corroendo a renda familiar, funcionários estaduais sem receber salários como acontece no Rio, a violência urbana crescendo assustadoramente, o sistema de saúde em colapso.
Se é para fazer denúncia, eles, os artistas, perderam uma ótima oportunidade de ter aproveitado o momento e exposto então para o mundo a situação completa do país, com as mazelas todas que os governos petistas nos deixaram. Por quê ignorar tudo isso e só falar de um pretenso golpe? Não é porque estão interessados em melhorar as condições de vida no país, nem "salvar" a democracia.
E, pensar que, há poucos anos ainda se cantava que "o artista tem que ir aonde o povo está".
| Ridículos, mentirosos e traidores |
O que não tem é o direito de expor o país dessa maneira e com mentiras.
Eles sabem muito bem que não há golpe acontecendo no Brasil. Eles sabem que a situação a que nos levaram os 13 anos de administração petista foi um desastre. Isso é impossível negar. No mesmo dia em que fizeram essa pose, todos perfeitamente embonecados, todos em "black tie", participando do regabofe da crème de la crème do jet set internacional, bancado com a riqueza capitalista que tanto vituperam, a Bolsa de NY resolvia parar de negociar ações da Petrobras. Será que Wall Street também participa do golpe?
Deve participar, pois tudo se trata de uma grande conspiração do grande Capital contra a esquerda coitadinha. Queria ver se esses "artistas" morassem na China (já nem vou dizer em Cuba), se teriam a oportunidade de irem a Cannes falar mal do seu país.
Por essa e por outras, a classe artística vai se dissociando do seu povo. Um povo que está sofrendo nesse momento, assolado por epidemias, sem emprego, com a inflação corroendo a renda familiar, funcionários estaduais sem receber salários como acontece no Rio, a violência urbana crescendo assustadoramente, o sistema de saúde em colapso.
Se é para fazer denúncia, eles, os artistas, perderam uma ótima oportunidade de ter aproveitado o momento e exposto então para o mundo a situação completa do país, com as mazelas todas que os governos petistas nos deixaram. Por quê ignorar tudo isso e só falar de um pretenso golpe? Não é porque estão interessados em melhorar as condições de vida no país, nem "salvar" a democracia.
E, pensar que, há poucos anos ainda se cantava que "o artista tem que ir aonde o povo está".
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