Essa gravação exposta hoje, do Romero Jucá, inviabiliza sua permanência como ministro de governo. Ter um ministério composto de investigados já não é bom para nenhuma governo, mas era até compreensível que Temer aceitasse essa situação temporariamente, considerando as circunstâncias especialíssimas que estamos vivendo. Quase não sobra ninguém!
Mas agora já não dá mais. As vísceras foram expostas e o que se viu (ou ouviu) não foi nada bom. Mais uma vez, foi o PT que nos conduziu a isso. Foi o PT quem escolheu o PMDB para ajudá-lo na sua intenção de perpetuar-se no poder, oferecendo ao PMDB o que o PMDB mais gosta: cargos e verbas!
O resultado desse aviltamento da política aí está! Todo mundo é, no mínimo, suspeito!
O ministério está igual a seleção brasileira. Sai Romero Jucá e entra quem?
De qualquer modo, Temer não pode adiar essa decisão. Tem que demiti-lo já, não importa o que aconteça depois. Para um governo que não pode se dar ao luxo de errar, a quota já esgotou. E, que o processo contra esses investigados ande mais rápido. Só o processo contra Eduardo Cunha andou até agora. Renan Calheiros, Edison Lobão, o próprio Romero Jucá e outros tantos próceres do PMDB estão na fila, além de Lula e Dilma, que afinal são o chefe e a sub-chefe desse esquema todo. A Justiça não pode parar por aqui e nem deixar essa espada de Dâmocles (*) suspensa sobre a cabeça de todos e, principalmente, sobre a cabeça da nação. Temos que punir os culpados, estabelecer regras para que isso jamais se repita e seguir em frente.
(*) Espada de Dâmocles - Dâmocles vivia invejando o poder e a riqueza de Dionísio de Siracusa. Um dia Dionísio resolveu trocar de lugar com ele, e o deixou sentar em seu trono e receber as benesses e honrarias em seu lugar. Depois de algum tempo, Dâmocles, entretanto, percebeu que, acima da sua cabeça, pendia uma espada, presa apenas pelo fio da crina de um cavalo. Imediatamente, levantou-se do trono e voltou à sua posição anterior sem reclamar mais da sorte.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
sábado, 21 de maio de 2016
A cultura continua derrotada
Os "artistas" ganharam (?)! Michel Temer, ainda presidente provisório, preferiu eliminar mais essa fonte de atrito, tirando dessa classe político-ideológica, que se denomina "classe artística", o motivo dos protestos. Pode ser que tenha sido estratégico, no momento, tirar o bode da sala, mas a sinalização ao conjunto da sociedade não é boa.
Em primeiro lugar, não deixa de ser uma demonstração de fraqueza. Em segundo lugar, apesar de econônicamente insignificante, a extinção de um ministério carrega o simbolismo da austeridade. Em terceiro lugar, porque as atividades culturais não podem depender da existência de um ministério específico.
Aliás a cultura funcionou muito bem no Brasil, por exemplo, no final dos anos 50, quando o MEC, era ainda Ministério da Educação e Cultura. Esses anos, chamados Anos Dourados, foram os anos das produtoras de cinema Vera Cruz e Atlântida, do Cinema Novo, da Bossa Nova, do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), etc. Foi nessa época que o Brasil ganhou a sua única Palma Ouro em Cannes.
Cultura é essencial, como os alimentos, a saúde e a educação, mas não existe atividade cultural florescente em sociedades famintas, doentes e ignorantes. Resolver os problemas básicos da comida, da saúde e da educação é a condição "sina qua non" para o desenvolvimento da cultura. Ela passa a existir por si só, sem depender de ministérios.
E um ministério doador de verbas com caráter político-ideológico pode ser tudo, menos fomentador da cultura.
Em primeiro lugar, não deixa de ser uma demonstração de fraqueza. Em segundo lugar, apesar de econônicamente insignificante, a extinção de um ministério carrega o simbolismo da austeridade. Em terceiro lugar, porque as atividades culturais não podem depender da existência de um ministério específico.
Aliás a cultura funcionou muito bem no Brasil, por exemplo, no final dos anos 50, quando o MEC, era ainda Ministério da Educação e Cultura. Esses anos, chamados Anos Dourados, foram os anos das produtoras de cinema Vera Cruz e Atlântida, do Cinema Novo, da Bossa Nova, do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), etc. Foi nessa época que o Brasil ganhou a sua única Palma Ouro em Cannes.
Cultura é essencial, como os alimentos, a saúde e a educação, mas não existe atividade cultural florescente em sociedades famintas, doentes e ignorantes. Resolver os problemas básicos da comida, da saúde e da educação é a condição "sina qua non" para o desenvolvimento da cultura. Ela passa a existir por si só, sem depender de ministérios.
E um ministério doador de verbas com caráter político-ideológico pode ser tudo, menos fomentador da cultura.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Mamãe, eu quero mamar!
Na casa onde falta o pão, todos brigam e ninguém tem razão, diz a sabedoria popular. O Brasil está exatamente nessa situação! Não há dinheiro para fazer tudo. Escolhas difícies terão que ser feitas, mas, pelas manifestações até agora, ninguém quer perder um naco do seu quinhão.
São os artistas berrando daqui, os sindicalistas dali e por aí vai. É claro que os berros iniciais estão inflados de ideologia, como os "artistas" que foram protestar de "black tie" em Cannes. Mas outros gritos virão quando outros interesses forem contrariados.
Para resolver essa situação, todos teremos que ceder um pouco. Todos teremos nossos interesses particulares contrariados. É uma questão matemática. A conta não fecha e não há milagres. O dinheiro não surge do nada ou apenas pela vontade do governante, como a esquerda pensa. Dinheiro tem que ser produzido. A esquerda não tem muito essa noção porque normalmente não é muito afeita ao trabalho. Prefere viver às custas do Estado, como se o Estado produzisse alguma coisa. Do outro lado, quem trabalha, sabe o quanto as coisas custam.
Pois bem. Não vai adiantar ficar choramingando nessa atitude infantil, querendo continuar mamando eternamente na mesma chupeta. A hora é de desprendimento, renúncia, estoicismo e luta. É a hora de fazer aquilo que Kennedy propôs aos americanos, no seu discurso de posse: Don't ask what your country can do for you, but what you can do for your country (*).
Todos perderemos um pouco agora, para ganharmos mais na frente. Essa é a mensagem que Temer tem que levar ao povo no seu pronunciamento na segunda-feira. Mostrar a dura realidade e não fazer promessas falsas. O povo compreenderá.
(*) Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.
São os artistas berrando daqui, os sindicalistas dali e por aí vai. É claro que os berros iniciais estão inflados de ideologia, como os "artistas" que foram protestar de "black tie" em Cannes. Mas outros gritos virão quando outros interesses forem contrariados.
Para resolver essa situação, todos teremos que ceder um pouco. Todos teremos nossos interesses particulares contrariados. É uma questão matemática. A conta não fecha e não há milagres. O dinheiro não surge do nada ou apenas pela vontade do governante, como a esquerda pensa. Dinheiro tem que ser produzido. A esquerda não tem muito essa noção porque normalmente não é muito afeita ao trabalho. Prefere viver às custas do Estado, como se o Estado produzisse alguma coisa. Do outro lado, quem trabalha, sabe o quanto as coisas custam.
Pois bem. Não vai adiantar ficar choramingando nessa atitude infantil, querendo continuar mamando eternamente na mesma chupeta. A hora é de desprendimento, renúncia, estoicismo e luta. É a hora de fazer aquilo que Kennedy propôs aos americanos, no seu discurso de posse: Don't ask what your country can do for you, but what you can do for your country (*).
Todos perderemos um pouco agora, para ganharmos mais na frente. Essa é a mensagem que Temer tem que levar ao povo no seu pronunciamento na segunda-feira. Mostrar a dura realidade e não fazer promessas falsas. O povo compreenderá.
(*) Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país.
Assinar:
Postagens (Atom)
Seguidores do Blog
Blogs que sigo
No Twitter:
Wikipedia
Resultados da pesquisa