Quem pensava que a conversa gravada entre Sérgio Machado e Romero Jucá tinha sido uma excrescência, acabou ficando consternado com o nível a que chegou a política brasileira, ao ouvir conversa semelhante, desse mesmo bandido, com Renan Calheiros e José Sarney.
O tom é o mesmo, de mafiosos confabulando, de deboche e desprezo pelas instituições. Falam sobre todos, citam seus colegas políticos, como se o Congresso fosse um grande bordel. Vai ver que é mesmo! E nós estamos na mão dessa gente!
O ex-presidente da Transpetro provocou as falas para gravar inconfidências, mas o fato é que, para provocá-las e não causar espanto, falas desse tipo devem ser comuns, costumeiras entre essa gente. O tema, o tempo todo, são planos e mais planos para escaparem da Lava Jato: eles, a Dilma, o Lula, todos enfim.
Ora mencionam a possibilidade de fazerem um grande acordo, tipo anistia, perdoando todo mundo e recomeçando do zero. Evidentemente, recomeçando a roubalheira também. Esse acordo só seria possível, se políticos de todos os naipes e partidos estiverem envolvidos e, portanto, todos com medo da operação Lava Jato. Todos teriam imediato interesse nesse acordo.
Só não combinaram com o russos, ou seja, a população brasileira que nãp quer nem ouvir falar em parar a Lava Jato. Há gente que pensa que os manifestantes se recolheram definitivamente às suas casas. Engano! Nós, os manifestantes, estamo dando um tempo para que as coisas se encamilhem.
Se mexerem com a Lava Jato podem crer que sairemos às ruas novamente e cada vez com mais raiva. Essa calasse não perde por esperar as próximas eleições.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
A hora e a vez do PMDB.
Essa gravação exposta hoje, do Romero Jucá, inviabiliza sua permanência como ministro de governo. Ter um ministério composto de investigados já não é bom para nenhuma governo, mas era até compreensível que Temer aceitasse essa situação temporariamente, considerando as circunstâncias especialíssimas que estamos vivendo. Quase não sobra ninguém!
Mas agora já não dá mais. As vísceras foram expostas e o que se viu (ou ouviu) não foi nada bom. Mais uma vez, foi o PT que nos conduziu a isso. Foi o PT quem escolheu o PMDB para ajudá-lo na sua intenção de perpetuar-se no poder, oferecendo ao PMDB o que o PMDB mais gosta: cargos e verbas!
O resultado desse aviltamento da política aí está! Todo mundo é, no mínimo, suspeito!
O ministério está igual a seleção brasileira. Sai Romero Jucá e entra quem?
De qualquer modo, Temer não pode adiar essa decisão. Tem que demiti-lo já, não importa o que aconteça depois. Para um governo que não pode se dar ao luxo de errar, a quota já esgotou. E, que o processo contra esses investigados ande mais rápido. Só o processo contra Eduardo Cunha andou até agora. Renan Calheiros, Edison Lobão, o próprio Romero Jucá e outros tantos próceres do PMDB estão na fila, além de Lula e Dilma, que afinal são o chefe e a sub-chefe desse esquema todo. A Justiça não pode parar por aqui e nem deixar essa espada de Dâmocles (*) suspensa sobre a cabeça de todos e, principalmente, sobre a cabeça da nação. Temos que punir os culpados, estabelecer regras para que isso jamais se repita e seguir em frente.
(*) Espada de Dâmocles - Dâmocles vivia invejando o poder e a riqueza de Dionísio de Siracusa. Um dia Dionísio resolveu trocar de lugar com ele, e o deixou sentar em seu trono e receber as benesses e honrarias em seu lugar. Depois de algum tempo, Dâmocles, entretanto, percebeu que, acima da sua cabeça, pendia uma espada, presa apenas pelo fio da crina de um cavalo. Imediatamente, levantou-se do trono e voltou à sua posição anterior sem reclamar mais da sorte.
Mas agora já não dá mais. As vísceras foram expostas e o que se viu (ou ouviu) não foi nada bom. Mais uma vez, foi o PT que nos conduziu a isso. Foi o PT quem escolheu o PMDB para ajudá-lo na sua intenção de perpetuar-se no poder, oferecendo ao PMDB o que o PMDB mais gosta: cargos e verbas!
O resultado desse aviltamento da política aí está! Todo mundo é, no mínimo, suspeito!
O ministério está igual a seleção brasileira. Sai Romero Jucá e entra quem?
De qualquer modo, Temer não pode adiar essa decisão. Tem que demiti-lo já, não importa o que aconteça depois. Para um governo que não pode se dar ao luxo de errar, a quota já esgotou. E, que o processo contra esses investigados ande mais rápido. Só o processo contra Eduardo Cunha andou até agora. Renan Calheiros, Edison Lobão, o próprio Romero Jucá e outros tantos próceres do PMDB estão na fila, além de Lula e Dilma, que afinal são o chefe e a sub-chefe desse esquema todo. A Justiça não pode parar por aqui e nem deixar essa espada de Dâmocles (*) suspensa sobre a cabeça de todos e, principalmente, sobre a cabeça da nação. Temos que punir os culpados, estabelecer regras para que isso jamais se repita e seguir em frente.
(*) Espada de Dâmocles - Dâmocles vivia invejando o poder e a riqueza de Dionísio de Siracusa. Um dia Dionísio resolveu trocar de lugar com ele, e o deixou sentar em seu trono e receber as benesses e honrarias em seu lugar. Depois de algum tempo, Dâmocles, entretanto, percebeu que, acima da sua cabeça, pendia uma espada, presa apenas pelo fio da crina de um cavalo. Imediatamente, levantou-se do trono e voltou à sua posição anterior sem reclamar mais da sorte.
sábado, 21 de maio de 2016
A cultura continua derrotada
Os "artistas" ganharam (?)! Michel Temer, ainda presidente provisório, preferiu eliminar mais essa fonte de atrito, tirando dessa classe político-ideológica, que se denomina "classe artística", o motivo dos protestos. Pode ser que tenha sido estratégico, no momento, tirar o bode da sala, mas a sinalização ao conjunto da sociedade não é boa.
Em primeiro lugar, não deixa de ser uma demonstração de fraqueza. Em segundo lugar, apesar de econônicamente insignificante, a extinção de um ministério carrega o simbolismo da austeridade. Em terceiro lugar, porque as atividades culturais não podem depender da existência de um ministério específico.
Aliás a cultura funcionou muito bem no Brasil, por exemplo, no final dos anos 50, quando o MEC, era ainda Ministério da Educação e Cultura. Esses anos, chamados Anos Dourados, foram os anos das produtoras de cinema Vera Cruz e Atlântida, do Cinema Novo, da Bossa Nova, do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), etc. Foi nessa época que o Brasil ganhou a sua única Palma Ouro em Cannes.
Cultura é essencial, como os alimentos, a saúde e a educação, mas não existe atividade cultural florescente em sociedades famintas, doentes e ignorantes. Resolver os problemas básicos da comida, da saúde e da educação é a condição "sina qua non" para o desenvolvimento da cultura. Ela passa a existir por si só, sem depender de ministérios.
E um ministério doador de verbas com caráter político-ideológico pode ser tudo, menos fomentador da cultura.
Em primeiro lugar, não deixa de ser uma demonstração de fraqueza. Em segundo lugar, apesar de econônicamente insignificante, a extinção de um ministério carrega o simbolismo da austeridade. Em terceiro lugar, porque as atividades culturais não podem depender da existência de um ministério específico.
Aliás a cultura funcionou muito bem no Brasil, por exemplo, no final dos anos 50, quando o MEC, era ainda Ministério da Educação e Cultura. Esses anos, chamados Anos Dourados, foram os anos das produtoras de cinema Vera Cruz e Atlântida, do Cinema Novo, da Bossa Nova, do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), etc. Foi nessa época que o Brasil ganhou a sua única Palma Ouro em Cannes.
Cultura é essencial, como os alimentos, a saúde e a educação, mas não existe atividade cultural florescente em sociedades famintas, doentes e ignorantes. Resolver os problemas básicos da comida, da saúde e da educação é a condição "sina qua non" para o desenvolvimento da cultura. Ela passa a existir por si só, sem depender de ministérios.
E um ministério doador de verbas com caráter político-ideológico pode ser tudo, menos fomentador da cultura.
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