sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Minha luta

A respeito do Mein Kampf (minha luta), livreco de Hitler que está sendo proibido no Rio, só se pode dizer que o Estado intervir nisso é uma coisa ridícula!
Leia quem quiser ler e tire cada um as suas próprias conclusões. O indivíduo adulto pode votar em qualquer porcaria para presidente do país e não pode ler qualquer porcaria que queira?

Eu já li Mein Kampf há mais de 30 anos e posso dizer do que se trata: uma porcaria, um manual de besteiras, de fanatismo, megalomania, racismo e ignorância; ou seja, o sujeito pôs para fora toda os monstros que lhe habitavam a alma, todos os tormentos interiores, toda a psicopatia que o assombrava. Li Mein Kampf e, obviamente, não me tornei nazista; ao contrário, o livro deixa claro que tudo o que foi feito de abominável durante o nazismo já estava há muito gestado na cabeça daquele psicopata.

Na Alemanha dos anos 20, quem tivesse lido Mein Kampf não teria dúvidas que, com aquelas ideias, se Hilter chegasse ao poder, simplesmente faria o que fez. Portanto, quem fez pior foram os alemães que votaram nele! Tivesse Hitler escrito apenas o livro e jamais ganhado eleições, o mal do nazismo não teria existido, pelo menos não naqulas proporções. E o livro seria apenas um livro exótico escrito por uma mente doentia. Um objeto apenas de interesse histórico, como é hoje.

Definitivamente não foi o livro que fez o nazismo ascender ao poder. O livro pode ter até inspirado um maluco ou outro, mas isso não faz história, não faz política e não mata gente. Quem faz política, para o bem ou para o mal, são as pessoas: as que comandam e as que obedecem; as que traçam a estratégia e as que ajudam por interesse ou por covardia; e as que guiam e as que se deixam guiar cegamente.
Portanto é ridículo e pretensioso que esse juiz queira se arvorar em grande censor da nação, contra a Constituição, e impedir que pessoas adultas tenham acesso a uma informação, até mesmo para exercerem o direito de fazer o seu próprio julgamento.



Barroso, Barroso!

O ministro Barroso, do Supremo, conseguiu um feito; conseguiu embolar o processo do impeachment, que já tinha funcionado sem problemas. Com essa embolada o ministro, no afã de defender a presidente que o nomeou, atropelou o Regimento Interno da Câmara, interveio no processos internos de outro poder, manipulou as decisões dos colegas (suprimindo trecho do Regimento em uma leitura omissa, como ficou claro em vídeo publicado pelo Estadão) e está causando um mal enorme á nação.
O Brasil não precisa de mais ações paralisantes, o Brasil precisa é de andar para frente e rápido. Quer seja a favor do impeachment, quer seja contra, interessa  ao cidadão que isso seja resolvido rapidamente para que a nação possa andar e cuidar de seus problemas.
O ministro Barroso, não podendo impedir a Câmara de julgar se o processo de impeachment deve ou não ser instaurado, usou de uma artimanha, entregando ao Senado um poder de decisão que, na prática, substitui qualquer decisão dos deputados. É como se o Senado, representante dos Estados,  fosse hierarquicamente superior à Câmara, que representa o povo. Claro que o ministro Barroso não está preocupado com essas firulas ou com a lógica do processo. O que ele quer é blindar a presidente de ser julgada pelos crimes de responsabilidade nos quais ela incorreu mais de uma vez. 
Com isso, atrasa todo o processo e submete a nação a uma paralisia que vai deteriorando rapidamente todos os setores econômicos.
Agora, para completar, está convidando a presidente a se manifestar sobre o rito do impeachment. É mais ou menos como perguntar ao peru o que ele acha do Natal! Seria como se o juiz Sérgio Moro perguntasse ao Dirceu o que ele acha do rito seguido pela Lava Jato!
Mas, no Brasil, as pessoas demoram demais para se escandalizar com qualquer coisa, pelo fato, talvez de que haja tanta coisa para se escandalizar aqui., que todos acabam se acostumando com as bizarrices. Por isso a atitude do ministro Barroso passou em branco até agora, quando uma comissão de deputados entrou com uma petição da Procuradoria da Câmara contra ele. Vamos ver no que vai dar. O certo porém que esse senhor, com cara de coroinha e vozinha mansa, está causando mais estragos ao país do que o que se poderia esperar de um Lewandowski ou de um DiasTóffoli.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Imóveis sem dono

Todos tem o direito de se defender, inclusive alegando as mais deslavadas mentiras, mas não deviam ofender a nossa inteligência tanto assim. Dirceu afirma em depoimento que o lobista Milton Pascowitch fez-lhe a reforma do apartamento a troco de nada. Somente por candura, como diria o Lewandowski, Foi um empréstimo pessoal que nunca foi pago!
O outro, advogado de Lula, diz que Léo Pinheiro insistiu em reformar o apartamento...que não é de Lula! E que gastou quase 1 milhão, nessa reforma boba de um apartamento que não se sabe de quem é.
E que a reforma que a Odebrecht fez no sítio...que não é de Lula, e em que gastou quase um outro milhão, foi apenas "um puxadinho".
Esse advogado, Nilo Batista, deveria ter vergonha de dizer coisas desse tipo. Uma coisa é defender o cliente, outra coisa é torturar a verdade até que ela confesse uma mentira. E ainda alegar que tudo isso é perseguição de "coxinha que não admite um ex-operário ser dono de um tríplex". Mas aí há um ato falho, doutor Nilo! Afinal o ex-operário é ou não é o dono do tríplex???
Não satisfeito com tanta asneira, o doutor Nilo continua: "e tem gente que foi candidato a presidente que tem apartamento no Leblon e ninguém fala nada".
Dr.Nilo, tenha paciência! As pessoas podem ter imóveis! O sen. Aécio deve ter e pode ter apartamento no Leblon. Isso não é crime. Chico Buarque tem apartamento na île de Saint Louis, o bairro mais chique de Paris e nem por isso alguém o está acusando de nada.

A questão não é essa. A questão é que o investigado, ex-operário, está dizendo que não tem esse apartamento! E porque diz isso? Porque não tem como explicar a dinheirama que foi gasta lá, ou no sítio de Atibaia, aquele lugar que foi dado como endereço na compra de um barco por dona Marisa.  Lula (como qualquer outro cidadão)  pode ter quantos apartamentos quiser, desde que tenha como explicar a origem lícita dos recursos que pagaram por eles. Muito simples!
O que fica estranho é Lula e seus familiares nunca terem nada e usarem de tudo que pertence a outros.

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