sexta-feira, 21 de março de 2014

Ninguém é de ferro!

Mas só agora? Desde 2008, todo mundo já sabia que a operação de compra da refinaria de Pasadena fora lesiva para a Petrobrás.  A tal cláusula “put option” já tinha sido até exercida. No entanto Cerveró continuou na função e chegou a ser promovido a diretor financeiro da BR Distribuidora, cargo que ele ocupava até ontem. Só hoje, em 21/03/2014,  a gerentona resolveu agir. Me engana que eu gosto, dona Dilma!

Dilma mandou demitir Cerveró. Criou mais um bode expiatório, mas isso não vai resolver a equação. Nada exclui a sua responsabilidade como presidente do Conselho da companhia. Não há desculpas! Com relatório ou sem relatório, isso é outra discussão. Ou então ninguém terá mais responsabilidade sobre nada. 
Monta-se uma quadrilha, mas quadrilha não é. Lava-se dinheiro, mas não é lavagem. Dá-se ordens como diretor de uma estatal, mas não se tem nada com isso quando o resultado das ordens dadas se revela um desastre.

Cerveró pode ser culpado de ter participado de uma trama e uma fraude para permitir o ataque aos cofres da Petrobrás, mas não fez isso sozinho e se, na melhor das hipóteses, o Conselho de Administração foi enganado por ele, esse Conselho só demonstra ser constituído de um bando de incompetentes. Na pior hipótese, um bando de ladrões.

Surgem várias perguntas ainda sem resposta. Quem ganhou com isso, além, é claro da empresa Astra Oil? Quem mais ganhou e quanto ganhou? Para onde foi esse dinheiro? Um bilhão de dólares é muita grana! Parte desse dinheiro foi para o caixa dois do partido? Será que estamos diante de outro mensalão? Um imenso, enorme e bilionário mensalão? Foi para a campanha da Dilma?

Essas perguntas tem que ser feitas e respondidas. Queremos saber, temos o direito de saber, toda a nação brasileira e os acionistas da Petrobrás brasileiros e estrangeiros tem o direito de saber o que realmente se passou com essa operação. 
Tudo indica é que está montado, desde o primeiro governo Lula, um grandíssimo esquema de desvio de dinheiro público. Desde o mensalão propriamente dito até o caso Pasadena, passando pela contrução do porto em Cuba e pelo dinheiro "doado" a Angola. O dinheiro vai e uma boa parte retorna para as campanhas e para os cofres do partido, quando não abastece também as contas correntes particulares, que ninguém é de ferro!

Ninguém sabe, ninguém viu

Esse estranho governo do PT tem duas característiocas marcantes: a ligação visceral com a corrupção (os "malfeitos", segundo Dilma); e seus líderes nunca sabem de nada.
Não consigo entender como é que governam! Como conseguem administrar um governo sem saber de nada. Lula não sabia que parlamentares estavam sendo comprados com dinheiro público debaixo de suas barbas no palácio do Planalto. Lula não sabia de nada que a Rosemary andava fazendo, debaixo de suas barbas e até dentro do aerolula, nas viagens internacionais.
Agora é Dilma que também não sabia de nada. E mesmo sem saber de nada, autorizou, na qualidade de presidente do Conselho da Petrobrás,  a compra exdrúxula e perdulária, por 1,2 bilhão de dólares, de uma refinaria que não vale 120. E daí, perguntam os caras-pálidas? Daí, que não vai acontecer rigorosamente nada. 
Alguém imagina que a Polícia Federal fará alguma investigação digna do nome? Alguém imagina que o Congresso manipulado pelo PMDB e PT mesmo tendo suas brigas internas pelo poder, vá abrir uma CPI em ano eleitoral? Alguém pensa que o ministério público, mesmo com toda independência, vá iniciar um processo dessa natureza?
E se, por um milagre, essa investigação prosseguisse, quanto tempo levaria para o caso chegar à justiça? E depois, quanto tempo demoraria para ser julgado? E, ao final, com todos os embargos infringentes e que tais, qual seria  a pena aplicada aos eventuais ladrões, corruptos e corruptores?  
Já temos o mau exemplo do caso do mensalão. Não precisamos de outros. O fato é que no Brasil o crime compensa, desde que o criminoso esteja ao lado do partido "certo".
Está aí a polícia a prender, de novo, ex-meliantes semi-absolvidos do caso do mensalão e que repetem à exaustão os mesmos crimes, com  os mesmos métodos. Enivaldo Quadrado não nos deixa mentir.
E os chefes, os superiores hierárquicos, nunca sabem de nada. São iguais aos macaquinhos da estória: nada viram, nada ouviram e portanto nada tem a dizer. Viva a Copa!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Puta option

Foi a própria Dilma quem trouxe o assunto à baila novamente. Disse que a tal compra mal explicada da refinaria de Pasadena foi autorizada por ela como presidenta do Conselho de Administração da Petrobrás porque baseou sua decisão em um relatório "falho". 
Das duas, uma: ou isso é confissão de absoluta incompetência e admissão de que foi ludibriada por uma fraude, ou então sabia da fraude e fingiu que acreditava nela. Em qualquer dos casos, em um país sério, isso levaria como consequência a um pedido de renúncia ao cargo de governante.
Se alguém admite que não tem capacidade ou competência para dirigir uma estatal, como poderá pretender dirigir um país?!
A realidade, porém pode ser pior que isso. Se alguém, de dentro da alta direção, apresentou um relatório "falho" ao Conselho de Administração da maior empresa estatal do país, com o intuito de fazê-lo aprovar uma negociata de bilhões de dólares, os responsáveis por tal relatório tem que ser responsabilizados imediatamente. 
Se Dilma é a inocente enganada nessa história deveria ter ordenado, como presidente da nação,  a abertura de uma investigação imediata sobre essa maracutaia.
O caso se resume da seguinte forma:

  1.  Em 2005, a empresa belga Astra Oil compra a refinaria de Pasadena por 42, 5 milhões de dólares.
  2. Em 2006, Dilma Roussef, como presidente do Conselho, autoriza a Petrobrás a comprar 50% dessa refinaria por 360 milhões de dólares!!!
  3. Em um ano, a Astra Oil conseguiu transformar 21,3 milhões de dólares em 360 milhões de dólares, ou seja, 17 vezes mais.
  4. Havia, nesse contrato de compra, uma cláusula chamada "put option" que obrigava a Petrobrás a comprar os restantes 50%, caso houvesse alguma divergência entre os sócios. Dilma Rousseff disse que não sabia da existência dessa "put option"
  5. Obviamente, a divergência surgiu. Em 2007 a Astra Oil quis então vender os outros 50% à Petrobrás, que recusou a compra. O caso foi parar na justiça e a Petrobrás se viu obrigada a cumprir a "put option", tendo que pagar o valor de 820 milhões de dólares pela outra metade da refinaria.
  6. Resumo da ópera: a Petrobrás pagou o valor de 1 bilhão e 200 mil dólares por uma refinaria que tinha sido comprada por 42,5 milhões.
  7. Em 2010, a Petrobrás chegou à conclusão que a refinaria tinha sido um mau negócio e a pôs à venda. A maior proposta que recebeu até agora foi de 180 milhões de dólares. E talvez nem isso essa refinrai valha.
O que se faz com pessoas que desbaratam o dinheiro do povo brasileiro dessa maneira irresponsável e criminosa? O que se faz com uma presidente que reconhece que autorizou um negócio nebuloso sem saber direito o que estava fazendo?
Vamos ter que esperar que ela quebre o país inteiro para tomarmos uma atitude, senhores deputados? Se isso não é caso de impedimento para governar o que seria então?











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