Cachorro velho não aprende novos truques, diz o ditado. Parece que é verdade e ontem isso ficou demonstrado na fala da presidanta na TV.
Dilma, coitada, até que tenta. Mas não convence. Ontem, por exemplo, ficou claro que foi o seu marqueteiro quem escreveu o que ela leu. A não ser pelos gaguejos e interrupções típicos, não era a Dilma falando.
João Santana, o marqueteiro, pode até ter se inspirado no pensamento dilmista - se é que existe um pensamento dilmista - mas ficou claro que o estilo não era o da locutora.
E essa história de atribuir à oposição a culpa pelos fracassos das ações de governo é história velha e requentada. Até porque não há atualmente no Brasil uma oposição política digna do nome. Oposição é o que acontece na França, na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos.
Dilma anunciou que o preço da energia elétrica vai baixar. Parabéns pela mágica! Quem não quer pagar menos pela energia elétrica ou por qualquer dos serviços prestados pelo Estado à sociedade? A questão é que dar com uma mão e tirar com a outra é mentira, é estelionato político.
A conta, portanto, não pode ser fechada às custas do Tesouro, senão todos nós continuaremos pagando, só que em outra esfera, por outra via e sem saber. De onde saiu, pois, esse valor de desconto? Onde ele estava embutido ou escondido? E por quê não veio antes?
Ora, se o custo de produção de energia não baixou (até, ao contrário, aumentou), se não houve ganhos de produtividade, como é que se vai dar esse desconto?
Essas perguntas ficaram sem resposta, mas analistas já avaliam que o governo vai ter que desembolsar 8,46 bilhões de reais, por ano, para tapar esse buraco.
Essa notícia está, pois, com cara de demagogia eleitoreira. Sinto muito que D. Dilma esteja sendo pressionada pelo Molusco e queira devolver a bola, mas é o Erário que vai financiar a campanha eleitoral dela? É demais!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
O terceiro mandato
Coincidentemente, no dia da posse do Obama, Lula tomou posse também no governo brasileiro. O cargo que ele ocupa ainda não tem nome, mas a função já está clara. É ele quem manda e "negocia" com a base aliada.
Nada mais, nada menos que isso foi o que aconteceu ontem no Instituto Lula em S. Paulo. Com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim (que comanda os militares) e de Luciano Coutinho, presidente do BNDES (de onde sai o dinheiro), foi dito, pelo amarra-cachorro Paulo Vannucchi em um seminário de política externa, que a partir de fevereiro é o Molusco quem vai "coordenar" a "articulação política" (leia-se "toma lá, dá cá").
Disso realmente ele entende. Como presidente da República disse que não viu, mas aceitou, que o Zé desenvolvesse um programa de corrupção e compra de parlamentares como nunca-antes-neste-país se tinha visto. Portanto, ele sabe "compor" interesses diversos.
O maior problema no entanto chama-se Dilma. Parece que ela não sabia. Se sabia e se concorda, por que cargas d'água não foi ela quem anunciou essa função do Desencarnado? E a Gleisi? Foi exonerada ou vai ficar lá, na Casa Civil, como uma barbie, de enfeite?
E por quê o ministro da Guerra, digo, da Defesa, foi chamado para "abrilhantar" esse anúncio?
Em política, tudo tem um significado e ninguém dá ponto sem nó. O Desencarnado, já havia anunciado uma caravana pelo Brasil. Marcou uma reunião com Dilma para "destravá-la". Materializou-se dentro da prefeitura de S.Paulo, reunindo-se com os secretários e deu lições de como se deve governar a cidade. E agora vem com essa, trazendo um fato consumado para Dilma digerir.
O ano de 2013 está começando a ficar interessante!
Nada mais, nada menos que isso foi o que aconteceu ontem no Instituto Lula em S. Paulo. Com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim (que comanda os militares) e de Luciano Coutinho, presidente do BNDES (de onde sai o dinheiro), foi dito, pelo amarra-cachorro Paulo Vannucchi em um seminário de política externa, que a partir de fevereiro é o Molusco quem vai "coordenar" a "articulação política" (leia-se "toma lá, dá cá").
Disso realmente ele entende. Como presidente da República disse que não viu, mas aceitou, que o Zé desenvolvesse um programa de corrupção e compra de parlamentares como nunca-antes-neste-país se tinha visto. Portanto, ele sabe "compor" interesses diversos.
O maior problema no entanto chama-se Dilma. Parece que ela não sabia. Se sabia e se concorda, por que cargas d'água não foi ela quem anunciou essa função do Desencarnado? E a Gleisi? Foi exonerada ou vai ficar lá, na Casa Civil, como uma barbie, de enfeite?
E por quê o ministro da Guerra, digo, da Defesa, foi chamado para "abrilhantar" esse anúncio?
Em política, tudo tem um significado e ninguém dá ponto sem nó. O Desencarnado, já havia anunciado uma caravana pelo Brasil. Marcou uma reunião com Dilma para "destravá-la". Materializou-se dentro da prefeitura de S.Paulo, reunindo-se com os secretários e deu lições de como se deve governar a cidade. E agora vem com essa, trazendo um fato consumado para Dilma digerir.
O ano de 2013 está começando a ficar interessante!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O PIBinho em pé
O que mantém o PIB em pé? O PIBinho do Mantega, apesar de pequeno, ainda está de pé, ou seja, ainda está do lado positivo do sistema de referência.
Mas, além da fajutagem nas contas (veja o texto do Stephen Kanitz, aqui) , o que o está mantendo do lado de cá é o consumismo, irresponsavelmente incentivado pelo governo e pelas baixas taxas de juros reais. São esses fatores que não deixam o índice cair de vez para o lado negativo.
A desorganização econômica começou no final do governo Lula, com a gastança desenfreada para eleger o poste. Mas a conta um dia tem que ser paga e ela está vindo a conta-gotas para nós, brasileiros, sob a forma do velho dragão conhecido de todos, o dragão da inflação!
Nesses dez anos de petismo o orçamento do governo, uma ferramenta da administração, foi desprezado e abandonado. Passou a ser uma peça de ficção. Isso fica bem claro se olharmos o valor das contas denominadas "Restos a pagar", que é o nome que se dá às despesas feitas nos anos anteriores e que não foram pagas, transferindo-se essas obrigações para o ano seguinte.
Os "Restos a pagar" recebidos por Lula em 2002, eram de 20 bilhões de reais. Já não era pouca coisa, mas, de 2012 para 2013, D.Dilma transferiu, como restos a pagar, a fabulosa quantia de 200 bilhões de reais! Ou seja, só acrescentou um "zero". São dados oficiais.
Como sempre acontece nos domínios estalinistas, a presidAnta quer modificar a realidade às machadadas. Se os números não agradam, mudem-se os números. E corte-se a cabeça de quem discordar! diz a Rainha de Copas no País das Maravilhas tropicais.
Dilma conduziu o país ao desabastecimento de energia, desvalorizou a moeda, a Petrobrás e as geradoras/distribuidoras de energia elétrica. Fechou as portas às importações, para benefício de alguns poucos oligopólios e prejuízo dos demais brasileiros que são obrigados a comprar produtos de qualidade inferior por preços absurdos (como automóveis, eletrônicos, etc). Demonstra um pendor intervencionista tal, que afugenta os investidores e ainda se pergunta por quê a economia do país não cresce.
Estamos mal e, em 2013, há perigo de a inflação estourar nos dois dígitos. Afinal, não há almoço grátis e, com as contas públicas correndo desse jeito, o resultado não será outro que a corrosão do valor da moeda. E, na calada do final de ano, o governo Dilma enfiou, no bojo de uma Lei Complementar que troca o indexador da dívida de Estados e municípios, uma alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal que a descaracteriza e praticamente anula. Se o Congresso a aprovar, todo o avanço que tivemos nessa área vai por água abaixo. Se o Congresso aprovar...mas alguém duvida que aprove?
Mas, além da fajutagem nas contas (veja o texto do Stephen Kanitz, aqui) , o que o está mantendo do lado de cá é o consumismo, irresponsavelmente incentivado pelo governo e pelas baixas taxas de juros reais. São esses fatores que não deixam o índice cair de vez para o lado negativo.
A desorganização econômica começou no final do governo Lula, com a gastança desenfreada para eleger o poste. Mas a conta um dia tem que ser paga e ela está vindo a conta-gotas para nós, brasileiros, sob a forma do velho dragão conhecido de todos, o dragão da inflação!
Nesses dez anos de petismo o orçamento do governo, uma ferramenta da administração, foi desprezado e abandonado. Passou a ser uma peça de ficção. Isso fica bem claro se olharmos o valor das contas denominadas "Restos a pagar", que é o nome que se dá às despesas feitas nos anos anteriores e que não foram pagas, transferindo-se essas obrigações para o ano seguinte.
Os "Restos a pagar" recebidos por Lula em 2002, eram de 20 bilhões de reais. Já não era pouca coisa, mas, de 2012 para 2013, D.Dilma transferiu, como restos a pagar, a fabulosa quantia de 200 bilhões de reais! Ou seja, só acrescentou um "zero". São dados oficiais.
Como sempre acontece nos domínios estalinistas, a presidAnta quer modificar a realidade às machadadas. Se os números não agradam, mudem-se os números. E corte-se a cabeça de quem discordar! diz a Rainha de Copas no País das Maravilhas tropicais.
Dilma conduziu o país ao desabastecimento de energia, desvalorizou a moeda, a Petrobrás e as geradoras/distribuidoras de energia elétrica. Fechou as portas às importações, para benefício de alguns poucos oligopólios e prejuízo dos demais brasileiros que são obrigados a comprar produtos de qualidade inferior por preços absurdos (como automóveis, eletrônicos, etc). Demonstra um pendor intervencionista tal, que afugenta os investidores e ainda se pergunta por quê a economia do país não cresce.
Estamos mal e, em 2013, há perigo de a inflação estourar nos dois dígitos. Afinal, não há almoço grátis e, com as contas públicas correndo desse jeito, o resultado não será outro que a corrosão do valor da moeda. E, na calada do final de ano, o governo Dilma enfiou, no bojo de uma Lei Complementar que troca o indexador da dívida de Estados e municípios, uma alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal que a descaracteriza e praticamente anula. Se o Congresso a aprovar, todo o avanço que tivemos nessa área vai por água abaixo. Se o Congresso aprovar...mas alguém duvida que aprove?
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