Dilma antecipou o calendário eleitoral, em verdade e, na prática, diminuindo, o próprio mandato, em dois anos. Por quê ela faria isso? Em dois anos de governo, passou o primeiro demitindo os ministros "trapalhões" que Lula indicou e o segundo à procura de um programa e tentando fazer o PIB não cair no negativo. E agora, vai passar os outros dois em desgastante campanha eleitoral, negaceando o PMDB aqui, cercando o PSB alí e ainda tendo que se defender dos ataques dos tucanos, que, parece, acordaram?
A questão é que Dilma não teve alternativa. O Molusco a obrigou a isso. Quando começou a falar em caravana pelo país, a se reunir com ministros e ditar política externa para a América Latina; enfim, a se comportar como pré-candidato para 2014, o Molusco obrigou Dilma a se colocar definitivamente como candidata antes que fosse tarde, antes que ele e seu partido criassem um fato consumado.
Não bastaram, para calar a boca do Desencarnado, as apurações da Polícia Federal no caso Rose, nem as novas denúncias de Marcos valério, acolhidas pelo Ministério Público. Foi preciso que Dilma assumisse a candidatura desde já e se comportasse como tal, pois agora o espertalhão vai ter que fingir que faz campanha para ela.
Mas isso tem um custo para ela e para o país. Em dois anos com a presidenta em campanha initerrupta a gestão do país vai para as "cucuias". As exigências e ameaças da base "aliada" mudam de tom e passam a ser cada vez mais incisivas, tolhendo qualquer liberdade que a presidenta teria para fazer suas próprias escolhas. Desde a composição do ministério às inaugurações de obras eleitoreiras, tudo vai ser ditado pela lógica da reeleição em 2014. E o fantasma do Desencarnado permanentemente à espreita de uma oportunidade de dar o bote. Não vai ser fácil equacionar esse jogo de xadrez. Enquanto isso a economia patina e o país espera...Até quando?
sábado, 2 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Lincoln Continental
Há semelhanças inegáveis entre Lula e Lincoln. Ambos tem a letra "L" como inicial e o Lincoln Continental era um carro que realmente "bebia" muito.
Acabam por aí as semelhanças.
No mais, é preciso ter uma cara-de-pau enorme com muita falta de senso do ridículo, ou ser muito, mas muito, analfabeto para ter a pretensão de se comparar a Abraham Lincoln, o maior presidente da história dos Estados Unidos.
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| Lincoln Continental - 1984 |
Lula tem um problema psicológico. Inegável. Ele não consegue aceitar a simples existência de Fernando Henrique Cardoso, que foi uma pessoa que o ajudou a distribuir panfletos na porta do sindicato nos anos de ditadura. Subiram juntos aos palanques das "Diretas Já", enquanto Maluf e Sarney, os amigões de hoje, estavam ao lado da ditadura. Isso, antes que Sarney pulasse o muro.
Não importa o mérito ou demérito de FHC, Lula não pode aceitar o simples fato de que ele exista e seja o cavalheiro que é, a pessoa educada, culta e inteligente que é. Parece que o que incomoda Lula é a cultura, aquilo que ele menos tem. Isso não seria em si um problema para um político. Já tivemos alguns mastodontes incultos, que, entretanto fizeram um governo razoável. Mas isso é um problemão para o Lula. Por quê? Porque Lula não estudou; e não o fez porque não quis...Essa é a verdade verdadeira. Era pobre, foi metalúrgico, mas nada disso o teria impedido de estudar. Vicentinho, outro ex-sindicalista, formou-se em Direito, bem depois de já ter sido lider sindical.
Lula não estudou porque não quis, porque teve preguiça, ou porque chegou a achar desnecessário. Afinal, um político instintivo, sem ter estudado já tinha galgado o posto de líder do PT, para quê estudar? Então passsou a desvalorizar aquilo que outros têm e ele não. Passou a desvalorizar a cultura e a enaltecer a si mesmo e ao analfabetismo como valores.
Isso até o beneficiou politicamente, pois passou a impressão ao povão de que estudar, esforçar-se por aprender, pensar, enfim toda e qualquer atividade intelectual era, não só desnecessária, como indesejável. Coisa da zelite! Ganhou votos com essa "identificação" com o povo.
O problema é que nada disso resolve o sentimento de inferioridade de Lula. Não admite que os adversários sejam adversários por questões de programa e valores. Os adversários não "gostam" dele porque ele é ignorante, pensa. E aí ataca. Ataca principalmente quem ele gostaria de ser, quem é o seu êmulo. Ou então, elogia a si próprio de uma maneira que deve até envergonhar os seus próximos, aqueles que tenham alguma lucidez.
Acabou de mandar FHC calar a boca num dia e comparou-se a Abraham Lincoln no outro. Sintomático! Senhoras e senhores psicólogos e psiquiatras, fiquem a postos!
Não importa o mérito ou demérito de FHC, Lula não pode aceitar o simples fato de que ele exista e seja o cavalheiro que é, a pessoa educada, culta e inteligente que é. Parece que o que incomoda Lula é a cultura, aquilo que ele menos tem. Isso não seria em si um problema para um político. Já tivemos alguns mastodontes incultos, que, entretanto fizeram um governo razoável. Mas isso é um problemão para o Lula. Por quê? Porque Lula não estudou; e não o fez porque não quis...Essa é a verdade verdadeira. Era pobre, foi metalúrgico, mas nada disso o teria impedido de estudar. Vicentinho, outro ex-sindicalista, formou-se em Direito, bem depois de já ter sido lider sindical.
Lula não estudou porque não quis, porque teve preguiça, ou porque chegou a achar desnecessário. Afinal, um político instintivo, sem ter estudado já tinha galgado o posto de líder do PT, para quê estudar? Então passsou a desvalorizar aquilo que outros têm e ele não. Passou a desvalorizar a cultura e a enaltecer a si mesmo e ao analfabetismo como valores.
Isso até o beneficiou politicamente, pois passou a impressão ao povão de que estudar, esforçar-se por aprender, pensar, enfim toda e qualquer atividade intelectual era, não só desnecessária, como indesejável. Coisa da zelite! Ganhou votos com essa "identificação" com o povo.
O problema é que nada disso resolve o sentimento de inferioridade de Lula. Não admite que os adversários sejam adversários por questões de programa e valores. Os adversários não "gostam" dele porque ele é ignorante, pensa. E aí ataca. Ataca principalmente quem ele gostaria de ser, quem é o seu êmulo. Ou então, elogia a si próprio de uma maneira que deve até envergonhar os seus próximos, aqueles que tenham alguma lucidez.
Acabou de mandar FHC calar a boca num dia e comparou-se a Abraham Lincoln no outro. Sintomático! Senhoras e senhores psicólogos e psiquiatras, fiquem a postos!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Picaretagem explícita
As contas de luz, cuja futura possível redução, Dilma anunciou com o estardalhaço típico da demagogia populista, já se vê, talvez nem sejam reduzidas ou até aumentem em 7%, devido ao custo da participação das termelétricas na geração da energia.
O ministro da Fazenda, por outro lado, anuncia que vai baixar as alíquotas de importação de alguns produtos para ajudar a conter a inflação. Diga-se de passagem, que essas alíquotas foram aumentadas por esse mesmo governo, no ano passado, para beneficiar, obviamente, alguns amigos-do-rei da indústria local, que se aproveitaram, também obviamente, para aumentar seus preços, uma vez livres da concorrência de produtos estrangeiros mais baratos. A isso se chamou proteção da indústria brasileira. O consumidor que se dane.
Ontem, o mesmo governo, que queria fazer as privatizações dos portos e aeroportos (chamada pudicamente de concessões) oferecendo 5,5% de taxa de retorno (lucro, no bom e velho português) para quem se interessasse, passou a oferecer 15 a 16% de taxa de retorno alavancado, o que quer que isso signifique. Esses 15% estão no mesmo nível das privatizações de FHC, que tanto foram demonizadas pelo petismo.
O BNDES também vai "facilitar" as condições de financiamento. Vai dar mais prazo de carência, mais prazo para pagamento e taxas mais "atrativas".
Sai um molusco, entra um crustáceo. Antes era o programa-lula, agora é o programa-caranguejo de governo. Vai lá, vem cá. Um passo para frente, dois para trás. Um para esquerda, dois para direita. E por aí, entre uma tentativa e outra, uma demagogiazinha aqui, uma benessezinha alí, vamos nos equilibrando em cima de um pibinho que se recusa a crescer e uma inflação que, ao contrário, cresce exuberantemente.
A impressão que se tem é que ninguém sabe o que fazer. Foram desmontando aos poucos, por incompetência e arrogância, todas as reformas do governo FHC e nada puseram no lugar a não ser palavras, bravatas e mentiras.
Depois só resta manipular os números para não mostrar o tamanho do buraco em estamos nos enfiando.
PS- Recomendo a leitura do excelente texto de João Pereira Coutinho (ver aqui)
O ministro da Fazenda, por outro lado, anuncia que vai baixar as alíquotas de importação de alguns produtos para ajudar a conter a inflação. Diga-se de passagem, que essas alíquotas foram aumentadas por esse mesmo governo, no ano passado, para beneficiar, obviamente, alguns amigos-do-rei da indústria local, que se aproveitaram, também obviamente, para aumentar seus preços, uma vez livres da concorrência de produtos estrangeiros mais baratos. A isso se chamou proteção da indústria brasileira. O consumidor que se dane.
Ontem, o mesmo governo, que queria fazer as privatizações dos portos e aeroportos (chamada pudicamente de concessões) oferecendo 5,5% de taxa de retorno (lucro, no bom e velho português) para quem se interessasse, passou a oferecer 15 a 16% de taxa de retorno alavancado, o que quer que isso signifique. Esses 15% estão no mesmo nível das privatizações de FHC, que tanto foram demonizadas pelo petismo.
O BNDES também vai "facilitar" as condições de financiamento. Vai dar mais prazo de carência, mais prazo para pagamento e taxas mais "atrativas".
Sai um molusco, entra um crustáceo. Antes era o programa-lula, agora é o programa-caranguejo de governo. Vai lá, vem cá. Um passo para frente, dois para trás. Um para esquerda, dois para direita. E por aí, entre uma tentativa e outra, uma demagogiazinha aqui, uma benessezinha alí, vamos nos equilibrando em cima de um pibinho que se recusa a crescer e uma inflação que, ao contrário, cresce exuberantemente.
A impressão que se tem é que ninguém sabe o que fazer. Foram desmontando aos poucos, por incompetência e arrogância, todas as reformas do governo FHC e nada puseram no lugar a não ser palavras, bravatas e mentiras.
Depois só resta manipular os números para não mostrar o tamanho do buraco em estamos nos enfiando.
PS- Recomendo a leitura do excelente texto de João Pereira Coutinho (ver aqui)
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