terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Olha o caos chegando!

 Eu queria colocar aqui uma preocupação: as próximas eleições serão um marco decisivo na nossa história. Ou vamos para totalmente para a esquerda ou para a direita. São duas visões opostas e conflitantes de mundo e de valores. A questão que se põe é que a esquerda já tem seu candidato, que está fazendo campanha desde sempre, mas a direita está completamente dividida. Eu, particularmente, acho que os filhos do Bolsonaro são desagregadores. Tem que ser o que eles querem, do jeito que eles querem e não é assim que se faz política. Política é a arte de encontrar um denominador comum, cada um tem que ceder um pouco, tem que pôr de lado a vaidade ou as vantagens pessoais. Se nós, da direita, continuarmos assim, mais uma vez o PT ganha as eleições e - podem escrever - o país será destruído. Iremos, aos pouco, nos tornar uma Venezuela.

A direita precisa encontrar um nome que tenha chances de ganhar, com índice de rejeição baixo, e se unir em torno desse nome. Para mim, a chapa ideal seria Tarcísio e Michelle. Se os filhos forem altruístas e estiverem realmente pensando no país, retirariam a candidatura do Flávio e apoiariam essa chapa. Para isso acontecer, é preciso que os bolsonaristas façam pressão, decidam apoiar publicamente o Tarcísio. Se não, preparemo-nos para o caos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Liberdade, ainda que Utopia


Regimes totalitários são visceralmente contra a livre informação. Por quê? Porque a livre informação produz livres pensadores. Ora, totalitarismo e liberdade obviamente não coexistem, pois são coisas mutuamente excludentes. Do mesmo modo, totalitarismo e livre informação também não podem coexistir. Por outro lado, não existe produção e circulação de conhecimento sem livre informação. Em decorrência, a gênese de conhecimento fica comprometida sob o totalitarismo, qualquer que seja ele. É por isso que em um ambiente de cultura e de ciência, tal como nas melhores universidades do mundo, a liberdade de comportamento e de opinião é a regra e o direito à contestação e ao contraditório é considerado sagrado.

 Tudo o que leva a um maior conhecimento, leva a uma maior liberdade e vice-versa. E o totalitarismo (seja político, religioso, ou de qualquer tipo) ao impedir um, impede o outro. O que é triste é que esse totalitarismo insidioso, infiltra-se hoje em todos os domínios. Até a universidade, antigo templo do saber, está a se transformar em uma máquina caça-níquel (pelo menos no Brasil), que finje que ensina aos alunos bestificados, que finjem que aprendem. 

Ó gerações de autômatos, zumbis, que seguem, "felizes" o Grande Irmão, acordem! Há um outro modo possível de vida! Vocês são os modernos escravos, criados, preparados e domados para dar ao Grande Irmão todos os dólares que ele avidamente necessita e dos quais nunca se sacia. Suas mentes foram programadas para não pensar, para fazer o que querem que vocês façam, a fim de satisfazer seus donos sem questionamentos. O que vocês produzem e, guiados pela propaganda, consomem, é apenas a ilusão que o Grande Irmão lhes apresenta e que vocês crêem ser o ideal de vida. 

No entanto, ao abrirmos mão da liberdade, estamos a abrir mão da própria alma. E estamos a abrir mão da própria felicidade, que é um estado de totalidade, de plenitude, de inteireza, de integração do Ser. Ao cedermos ao totalitarismo, deixamos de ser totais nós mesmos. Cedemos nossa alma, nossa energia, nossa libido, nossa vontade, ao "status quo" que nos oprime e tentamos depois, desesperadamente, preencher esse vazio que ficou, com as coisas efêmeras que nos são oferecidas por empréstimo ou esmola. Da mesa do banquete dos donos desse mundo é que caem as migalhas, na pretensão, não de satisfazer, mas de aquietar.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Correndo atrás do próprio rabo

 O Brasil é um país que anda em círculos! Quanto mais andamos, mais chegamos ao mesmo lugar. Agora mesmo parece que estamos assistindo a um filme velho, com os mesmos atores canastrões, as mesmas figuras manjadas, as mesmas caras safadas, o mesmo papel. Uma pornochanchada da pior qualidade.

A economia está se desmanchando, mais uma vez. A inflação, principalmente dos alimentos, volta a assombrar e corroer o poder de compra dos salários. Como consequência, os juros sobem também, prejudicando a produção e os investimentos. Já vimos esse filme no apagar das luzes do governo Dilma e,  por essa toada, a recessão brava não demora a se instalar de novo. 

O governo Lula recebeu um país saneado, com superavit primário e inflação sob controle. Apesar dos ataques politiqueiros, o agronegócio ia colocando o Brasil entre os maiores produtores de alimentos no mundo. Ao assumir o governo, com todo o oba-oba dos petralhas, acharam que iam deitar e rolar como já haviam feito. A gastança desenfreada comprando apoios e beneficiando os "de casa" veio com força, como se o mundo fosse acabar depois deles. "Aprés moi, le diluge" já disse uma cabeça coroada francesa, prevendo que outras cabeças rolariam em um dilúvio de sangue.

Lula se faz de Maria Antonieta, mandando o povo, que não tem pão, comer picanha. E viaja sem parar, usufruindo daquilo que serão as suas últimas benesses no poder. Ele sabe disso, portanto, quer aproveitar o máximo que conseguir. Depois, pode ser que seja encarcerado de novo. Quem sabe? O poder é mutável e volúvel como uma prima-dona. Quem diria, por exemplo, que Donald Trump voltaria à presidência?

Os ratos já começaram a abandonar o barco furado. Sensibilidade para isso eles tem. Agora é aguentar esse ano e meio de desmandos e roubalheira, para reconstruirmos, mais uma vez, o país em 2027.

Vamos ver se então, conseguiremos sair do círculo vicioso definitivamente.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Portugal brasileiro

A colonização portuguesa na África, Ásia e América foi um horror. Não que alguma colonização tenha sido boa, mas a colonização ibérica de modo geral, além de especialmente sanguinária, foi catastrófica para os colonizados mesmo após a descolonização. A Espanha foi responsável pelos genocídios dos Aztecas e dos Incas. Portugal dizimou populações indígenas no Brasil, além de traficar populações inteiras da África para cá, trazidas como escravos. Um quinto dos que saiam na África, morriam dentro dos navios negreiros, que eram também chamados de tumbeiros por causa da quantidade de mortos. 

Isso foi o passado, dizemos. Mas, até a morte do ditador Salazar, em 1970, a atitude portuguesa na África não foi diferente. A descolonização só terminou  em 1975 e nenhuma ex-colônia portuguesa, incluindo o Brasil, pode se gabar de ter uma situação social ou econômica invejável. 

Agora, Portugal está sendo invadido por brasileiros. Ex-colonizados migrarem ao país colonizador não é novidade, porém, o que nesse caso é diferente, é que os imigrantes atuais, em Portugal, não são pessoas despossuídas em busca de acolhimento. Ao contrário, são pessoas de classe média alta, ou francamente ricas, que resolveram viver em um país europeu, sem os problemas de violência e corrupção que temos aqui, e, supostamente, com mais facilidade de integração por questões históricas, culturais e linguísticas. Aí é que reside o engano! O povo português está cada vez mais revelando uma xenofobia insuspeita até então. Apesar de a economia portuguesa depender cada vez mais do mercado brasileiro, no dia a dia a convivência tem se tornado árida, áspera, quando não francamente agressiva. É isso que tem sido reportado nas redes sociais. Vídeos e mais vídeos demonstram o desprezo, a raiva, de portugueses com relação aos brasileiros que lá vivem. 

Eu diria que o primeiro componente desse comportamento é o despeito. Portugal é um país pequeno geograficamente, mas é também tacanho na mentalidade. Depois das grandes navegações e de alguns inegáveis bons escritores, nada de extraordinário surgiu naquela terra. Saramago, em "Jangada de Pedra" faz uma alegoria em que Portugal se separa fisicamente da Europa e sai à deriva pelo oceano Atlântico. Muito interessante essa alegoria, afinal Portugal jamais foi um país plenamente europeu, no sentido cultural. 

Ao mesmo tempo, Portugal não é africano, nem asiático. Poderia, sim, talvez, estreitar laços com o Brasil, o que os beneficiaria enormemente, dado que somos um mercado 20 vezes maior. Para isso, deveriam se despir de sua arrogância e admitir que sua ex-colônia é hoje, apesar de tudo, uma potência econômica incomparável com a terrinha. Aceitar a convivência com os brasileiros que para lá migraram, vai mudar sua cultura, o seu falar, a sua música, os seus gostos, as relações sociais da juventude e isso já está acontecendo, quer queiram, quer não queiram. 

Mas as mudanças que se vêem, até agora são benéficas. Lisboa está se despindo da vetustez e assumindo ares de metrópole jovial, festiva, o que vem atraindo também o turismo de outros países europeus. É uma mudança inexorável! Melhor aceitá-la com alegria, do que com ressentimento. Afinal, o destino se cumpre ao revés. Ao invés de o Brasil se tornar um imenso Portugal, será Portugal quem vai se transformar num pequeno Brasil na Europa.

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Novos ventos

 

Em uma de suas raras entrevistas, George Orwell revisita o tema de seu livro "1984" e comenta que ainda viveríamos um período de “guerras civis, bombardeios, execuções públicas, surtos de fome e de epidemias, e renascenças religiosas”. 

Diz ainda “Alguém poderia contestar que as minhas predições são sombrias demais”, concluía. “Mas serão de fato? Acho que vão mostrar, pelo contrário, que fui otimista demais. 

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, até mesmo as pandemias viróticas e surtos de religiosidade extremada estão aí, a demonstrar o quanto ele estava certo.

Orwell realmente não acredita no ser humano, ou melhor, nas organizações humanas. Em seu outro livro famoso, "Revolução dos Bichos", ao fazer uma sátira dos governos "revolucionários" de esquerda, critica também, por extensão, qualquer organização humana que se sobreponha ao indivíduo.

Depois de 2 séculos de coletivismo, adotado à força por regimes totalitários e incensado por plateias pseudo-intelectuais de esquerda mundo afora, tudo indica que o liberalismo está vencendo, finalmente, a guerra cultural. Já passava da hora de isso acontecer. É a força da criatividade humana, sem amarras ideológicas, sem tolhimentos de qualquer natureza, expressando-se com liberdade, que traz progresso e bem estar. O oposto só perpetua a dependência e o atraso, pois é daí que tira seu sustento político.

Parece que estamos acordando. 

As recentes eleições de Trump nos Estados Unidos e Bolsonaro aqui foram o prenúncio da mudança. Não que um ou outro representem o pensamento liberal. Nenhum dos dois pode servir de exemplo de um governo liberal, mas foi um passo. E agora está na hora de avançarmos  mais nessa direção. A Argentina está mostrando que pode ter superado o populismo peronista. O Uruguai, com Lacalle Pou,  já saiu da esfera da esquerda há mais tempo. O Chile na semana passada elegeu uma bancada majoritariamente de direita para reescrever a Constituição. 

Está chegando a hora de darmos um basta no Brasil a essa experiência nefasta do populismo lulista. E não precisa ser com Bolsonaro, aliás é melhor sem ele. Temos aí novos líderes despontando, que podem e devem renovar o quadro político brasileiro, de Eduardo Leite a Tarcísio de Freitas, passando pelo Zema, obviamente. Aguardemos.



sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Cosa Nostra: É antissemitismo

Esse texto foi escrito e postado em 4/8/2014 . Continua atualíssimo!

De: Eustaquio Barbosa <eusbarbosa@gmail.com>
Data: seg., 4 de ago. de 2014 às 22:39
Assunto: [Cosa Nostra] É antissemitismo
Para: <eusbarbosa@gmail.com>



É antissemitismo, sim. Essa esquerda pseudo-intelectual que só analisa o conflito palestino-israelense sob uma ótica de dois pesos e duas medidas, na verdade está exercendo um antissemitismo enrustido. 
Digo que são dois pesos e duas medidas, porque eles só se indignam quando é Israel quem ataca. Enquanto diuturnamente o Hamas despeja centenas de mísseis sobre Israel não se ouve um pio deles.
É chique ser contra Israel! Por quê? Será que é porque os judeus pertencem quase que na totalidade à "elite branca"? E a "elite branca", assim como a "classe média", segundo eles, não deve ter o direito de existir!
Ninguém procura saber por que os judeus, onde quer que vivam, são bem sucedidos economica e socialmente. Eternos imigrantes, antes da criação do Estado de Israel, chegavam às novas paragens sem nada, sem sequer falar a língua local e, em uma ou duas gerações, já se sobressaiam em seus negócios e em suas profissões. 
Em virtude de tantos banimentos e perseguições, foram muitas vezes pobres (principalmente no Leste Europeu) mas jamais foram pedintes, jamais viveram da caridade alheia. Obtiveram, com seu trabalho e seu esforço, os meios de sua sobrevivência e ainda puderam contribuir para o acervo cultural e científico das comunidades onde viviam e da humanidade em geral. Creio que a principal razão do sucesso judeu está no fato de que esse povo, o povo do Livro, valoriza, antes de mais nada, os bens espirituais, a cultura. O resto vem por acréscimo e por consequência.
Outros povos, infelizmente para eles mesmos, preferem exercer o papel de coitadinhos. Foram colonizados, foram explorados e  portanto tem o direito de não fazer nada e continuar esperando que o pão lhes caia do céu, de mão beijada.
Nenhum povo foi mais explorado, vilipendiado e perseguido que o povo hebreu e, no entanto, eles não se detiveram pedindo ações afirmativas ou quotas disso e daquilo. Esse povo construiu um estado em cima no nada, em meio a um deserto de gente e de ideias, ao lado de nações já estabelecidas e, em poucas décadas, esse estado já se destacava entre os vizinhos (que continuaram no mesmo atraso) como uma democracia moderna e próspera. O Estado de Israel, com menos de 70 anos, já trouxe grandes contribuições à ciência, à cultura e à medicina. Sem contar judeus de outras nacionalidades, ou os três Nobel da Paz (que é um prêmio político), já são nove os israelenses ganhadores do prêmio Nobel.
Mas a esquerda caviar escocesa (que adora caviar e só bebe uísque 12 anos) acha chique ficar contra Israel, mesmo quando ele está exercendo seu sagrado direito de defesa e autopreservação. O pior é que, desonestamente, essa mesma esquerda também usa as pobres vítimas palestinas para justificar sua posição "humanitária" e a sua "superioridade moral". Com isso, pode destilar à vontade seu antissemitismo que, de outro modo, tinha que ficar escondido.

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Postado por Eustaquio Barbosa no Cosa Nostra em 8/04/2014 10:39:00 PM


domingo, 17 de setembro de 2023

Egito

Não é novidade para ninguém que o Egito é um país fantástico. Local onde se  desenvolveu o mais antigo Estado que se tem notícia, passou por domínios diversos, foram gregos, romanos pagãos, romanos cristãos, árabes e turcos muçulmanos, franceses, ingleses até que finalmente, aos trancos e barrancos, vem mantendo governo autóctone. 
Hoje o Egito tem uma significativa população cristã copta ortodoxa, mas inegavelmente o domínio social e cultural é do Islã sunita.
Com isso, apesar dos sorrisos cordiais e até mesmo dos salamaleques e rapapés, o Egito nos apresenta uma cultura retrógrada; machista, homofóbica e carola. 
A religião é onipresente na vida das pessoas: desde o modo de vestir ao tratamento discriminatório contra as mulheres. A religião é uma força opressora, esmagadora, incontestável, tirânica e absolutista. Afinal, não há como discordar ou argumentar contra o texto sagrado. Se foi ditado pelo próprio Deus é a fala final e ponto. E não muda jamais. Onde se diz “olho por olho” será olho por olho para sempre. 
Outras religiões, entre elas destacando-se o cristianismo, também fizeram isso. É só voltarmos no tempo e nos lembrarmos das fogueiras inquisitoriais. 
Mas o Islã destaca-se por duas razões: é anacrônico e tem uma ligação simbiótica com o poder político desde o seu nascimento. 
Dá pena ver essas mulheres cobertas da cabeça aos pés. E, acredito, que grande parte delas sequer tem consciência de sua própria opressão. Outra questão que é quase um tabu é a questão dos gays. Eles não existem para o Islã e, se existirem, devem ser eliminados o mais rápido possível. Podemos imaginar o conflito, o medo e a insegurança da população gay que jamais poderá assumir sua orientação e fará de tudo para escondê-la, em muitos casos, até de si mesmo.
E não se vê no Ocidente, especialmente nos ambientes universitários, nenhuma campanha ou denúncia contra essa agressão permanente aos direitos humanos no Islã. 
É triste, mas é a realidade. Quando é que a civilização islâmica vai sair da Idade Média?


sábado, 17 de dezembro de 2022

O tempo e a memória

Grandes autores falaram sobre a memória e o tempo. Érico Veríssimo em “O tempo e o vento”, Marcel Proust em seu “Em busca do tempo perdido” também.

Estão interligados. Perder a memória é também perder aquele tempo em que se viveu. Por isso, penso que a maior decrepitude a que pode chegar um ser humano é a decrepitude da memória. Os exemplos mais clássicos são os portadores da doença de Alzheimer. 

No final do processo, a pessoa que habitava aquele corpo já não existe mais. O tempo pra ela também já não existe, não passa. Tudo torna-se um eterno presente fosco e vazio. É a pior forma de não-existência. 

O maior prêmio a que um ser humano íntegro pode aspirar é terminar a vida consciente. Ter a consciência do momento final, sem medo e podendo se despedir dos entes queridos, agradecer pelo amor e cuidados recebidos e deixar a eles a última mensagem de carinho e amor incondicionais que permearam aquelas vidas. 

Se Deus existisse é isso que eu pediria a ele para os meus últimos momentos. 


(A propósito do texto de Adélia Prado: "O que a memória ama, fica eterno")

terça-feira, 25 de outubro de 2022

As duas Cármens

Facchin votou. Cármen Lúcia votou. E daí? Daí que esses dois votos devem entrar para os anais (nos dois sentidos) da história das mediocridades da Justiça brasileira.

Carminha já foi devidamente criticada por um ex-ladrão, ex-aliado do PT, ex-deputado, ex-mensaleiro, em termos de baixo calão, mas ela deu motivos. O voto dela também foi de baixo calão. Afinal, declarou, alto e bom som, que aquilo que estava sendo aprovado era inconstitucional, que a Constituição não admite "em hipótese nenhuma" a censura à liberdade de expressão, "mas"...apenas naquele caso...sabe como é... a gente deixa, né? 

O que se deve dizer dessa contradição em termos, explicitada por uma agente do Estado, exercendo um dos mais altos poderes desta república bananeira? Não há mais nada a dizer. O Jefferson tropical já disse tudo.

Quanto ao outro voto, o Facchin também deu um show. Disse ele: "a disseminação de notícias falsas, no curto espaço do processo eleitoral, pode ter a força de ocupar todo o espaço público, restringindo a livre circulação de ideias."

  1. Quer dizer então que se restringe a livre circulação de ideias (falsas ou não) para proteger a livre circulação de ideias?
  2. Quem é que determina o que é verdadeiro ou não? Teremos agora um Ministério da Verdade, tal qual em "1984"? É o STE/STF que decide qual notícia é falsa e qual é verdadeira?
Percebem o viés socialista, na sua grande visão do Estado totalitário controlando, se possível, os pensamentos da população? O Estado é quem sabe tudo. O Estado é quem decide o que é melhor para o cidadão, criatura infantil e desprovida de raciocínio, que necessita um tutor a lhe guiar os passos e os pensamentos.
Com seu voto, Facchin está a dizer que o eleitor brasileiro não tem capacidade para decidir se acredita ou não em uma notícia, entretanto está apto a decidir em quem irá votar. É espantoso, para dizer o mínimo. E essas sumidades escancaram tais raciocínios sem o menor pejo.

Ele mesmo diz, mais à frente, fazendo um jogo de palavras tão pretencioso quanto ridículo: "a liberdade de expressão não pode ser a expressão do fim da liberdade."

Então tá então, Carminhas.


segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Hora de decisão (sem mimimi)

Neste segundo turno, até eu virei Bolsomínion, mas com parcimônia, que fique claro! Os aliados, por exemplo, apoiaram a URSS com comida, armas e treinamento na Segunda Guerra Mundial, porque a Alemanha nazista era um mal maior a ser combatido. Semelhantemente estamos agora aqui no Brasil.

Temos tudo a perder com Lula na presidência! O país vai pro buraco, apesar de alguns acharem que os dois são igualmente ruins. Não são!... O PT e o Lula são muito, mas muito, piores que o Bozo e sua família.

O Bozo é asqueroso, mas é político ruim tipo qualquer um. Fala merda pra caralho, mais que a média, bem mais, mas seu governo foi bem razoável...Galera reclama de vacina (eu vociferei contra ele mil vezes), mas o Brasil é campeão de vacinação e todo mundo que quis vacinar, vacinou, inclusive há doses sobrando. Então, ele é um bosta, mas seu governo não é dos piores. É até bem razoável, principalmente no aspecto econômico, infraestrutura e estatais.

Nesse aspectos o PT é imbatível em ruindade! E esses são os fatores mais importantes para a diminuição da pobreza (ou para o aumento dela, dependendo de que lado você esteja) e para a prosperidade como um todo!! Não adianta ter um ministro da cultura legal, que vai falar bonitinho, politicamente correto, que vai dar voz aos marginalizados, se a porra da economia está indo pro buraco e a gente virando uma Argentina!!!!

O mundo está todo em crise econômica e, se o Brasil não cuidar muito bem da economia, a gente vai se danar! Se o PT fizer o que já fez e fala que vai repetir, nós estamos fudidos!!!!! E não tem discursinho de paz e amor que mude a realidade.

Prefiro um ogro falando merda todo dia, e eu criticando ele, do que uma fachada de benesses, com controle da mídia e todo mundo fudido!!!

Texto de Rafael Godoy


quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Filme Velho

 

O movimento de resistência ao lulismo é muito maior que o bolsonarismo. 

Tem que ser! Afinal o Brasil não se resume a esses dois polos. O Brasil é maior que os dois juntos.

O lulopetismo não é sequer uma ideologia. É apenas uma construção política demagógica e corrupta, que só visa tomar o poder e se locupletar. Está muito longe de se constituir em ideologia, embora, sob seu guarda-chuva se abriguem algumas tantas maluquices, para dizer pouco.

Quanto ao roubo puro e simples, não é que outros já não tivessem feito o mesmo. Não foi exclusividade do PT.  Nossa história sempre foi a repetição desse mesmo padrão. É por isso que somos e estamos atrasados, apesar do potencial de riqueza que temos. 

O PT, antes de chegar ao poder,  prometia acabar com esse padrão, mas, ao invés de promover a mudança, o PT achou melhor aderir a ele, já que vislumbrava vantagens financeiras para o partido e para os donos do partido. O PT já tinha experimentado esse gostinho em algumas prefeituras e isso caía perfeitamente, como uma luva, no tal projeto de poder do Zé Dirceu.

Bolsonaro chegou ao poder, nem tanto por méritos próprios, mas principalmente por causa da revolta da maioria dos eleitores contra a roubalheira petista institucionalizada. O que mudou de lá para cá? O presidente é tosco, fala muita bobagem. Seus filhos não parecem flores que se cheirem, mas uma coisa é certa: O esquema de corrupção institucionalizada acabou. As estatais se recuperaram. A máquina pública, apesar das mazelas inerentes ao sistema, está andando com mais desenvoltura, investimentos em infraestrutura estão sendo feitos. Resumo da ópera: voltamos a ser um país normal.

E agora, José? Agora não há possibilidade de dúvida. Temos que arregaçar as mangas e nos unir contra o lulopetismo, que avança com suas forças ocultas ou nem tão ocultas assim. 

Bolsonaristas ou não, temos que nos unir contra Lula e o PT. Por pior que Bolsonaro seja, como pessoa ou mesmo como presidente, caso o PT vença as eleições, podemos nos preparar para uma versão piorada do filme já antes visto.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Vira-latas

Nelson Rodrigues dizia que temos complexo de vira-latas. Pois eu acho que nós nos tornamos vira-latas. O exercício da politica, no Brasil, nunca foi nobre, nunca foi patriótico, desinteressado. Ao contrário! A política aqui sempre se fez em benefício de alguns e em detrimento da maioria da nossa população. Mesmo assim, no passado, ainda se mostrava uma aura de dignidade. 
Perdemos até isso! Hoje, as atitudes dos presidentes da República são jocosas, risíveis. E não falo só do Bolsonaro, falo da Dilma e do Lula também. Esse populismo rasteiro, essa máscara de “gente do povo” é um escárnio a quem tem inteligência e dignidade. 
Não deveríamos estar aplaudindo comportamentos desse jaez. Ao darmos apoio a isso vamos perpetuar esses comportamentos na função pública. O roubo do Erário é apenas uma parte do problema. Sejam rachadinhas bolsonaristas ou acordos milionários lulistas com as Odebrecht  da vida, isso só acontece depois que descemos alguns degraus na escala da civilidade. Isso só acontece quando o povo passa a latir também, vira-latas que nos tornamos.

domingo, 21 de agosto de 2022

Hoje em si

Há alguns dias recebi uma ligação telefônica de uma empresa financeira. O seu funcionário, certamente não de baixo nível de educação, conseguiu, em 10 minutos, dar-me o exemplo da Nova Língua Brasileira que está nascendo.

Parece-se, vagamente, com o português do Brasil, mas não é.  Por exemplo: não há plurais para os substantivos, nem para os adjetivos. O plural é indicado pelo artigo, simples assim: os omi vem agora;  as pranta verde secou tudo; ele comprou os carro novo.

Os tempos verbais simplificaram-se em: pretérito perfeito (você andou) e imperfeito (eu andava), presente simples (nós anda), presente contínuo (estou andando) e futuro composto: eu vou andá, ela vai falá, nós vai cantá.

Obviamente, o "r" final do infinitivo desapareceu há muito tempo.

Não há futuro simples: andará, nem pensar. Mas há um futuro mais-que-composto: eu vou está falando, você vai está andando.

O modo subjuntivo foi abolido terminantemente. Eu andaria, se você andasse comigo, é quase intraduzível nessa nova língua. A não ser que se opte por um maravilhoso: se você andá comigo, eu vou está andando com você.

Tem também o "no qual" que surge inesperadamente sempre que falta alguma coisa na frase: "O contrato que você assinou, no qual eu vou mandar hoje para imprimir..."; 

Agora, novidade mesmo foi o "hoje em si", ao qual esse rapaz do telemarketing me apresentou. Não é hoje em dia. É hoje em si. "Hoje em si eu não posso te dar a resposta".  Deve ter também o "agora em si". 

- Agora em si eu  não posso te dar a resposta. OK?

- Ah, é? E quando será?

- Daqui a umas meia hora. Ás uma, ou até as duas e pouca.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Não combinou com os russos

 Bolsonaro foi à Rússia no pior momento político. Como, coincidentemente, algumas tropas russas foram  remanejadas, os bolsonaristas começaram a gritaria de que o Bozo tinha conseguido demover o Putin do intuito de invasão. Inclusive o Min do Turismo caiu no ridículo de postar essa bobagem nas redes sociais.

Bom, o que se viu é que a realidade não dá a menor bola para esse comitê de Fake News. Nem o Putin.

E agora, depois de ter prestado solidariedade à Rússia, o Bozo decide que o Brasil ficará neutro nessa questão. Como é, cara-pálida? Neutro? A Ucrânia, um país democrático, foi invadida sem nenhum motivo por um ditador e o Brasil, tradicionalmente um país pacífico, vamos ficar neutros? 

Não que vá fazer alguma diferença a posição do Brasil. Nós não apitamos nada no cenário internacional. Mas tem o depois! Depois que o conflito acabar, como ficará a cara do Brasil perante as nações do mundo ocidental? Qual será nosso poder de barganha ou de persuasão, se na hora H, ficamos em cima do muro, com medo de tomar posição? 

De que valeu então essa viagem do Bozo? Foi para quê? 

E já que  fez essa viagem inútil, em hora errada, por quê deixou de combinar com os russos???

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Por quê?

Meu irmão faleceu anteontem. Foi submetido a uma cirurgia de média complexidade, mas com prognóstico e perspectivas muito boas e... deu tudo errado! Não houve erro médico, já digo desde já. O que houve então? Houve vida! Foi a vida continuando a ser o que é, pois a morte é apenas uma das suas pontas. Tudo que começa acaba.

Entretanto, não me sai da cabeça a expressão de espanto,  a pergunta sem som que meu irmão me fez ao recobrar a consciência de sua última cirurgia, preso a uma cama de CTI, cheio de tubos, traqueostomizado: por quê?

Era um homem forte, decidido, gostava de desafios. E agora estava ali naquela situação e sem entender o que teria acontecido. Por quê? Único questionamento possível! Por quê?

Por quê surgimos do nada, nesse mundo hostil, que nos repele de cara? Por que percorremos os caminhos da vida, em luta permanente, tentando acertar e errando quase sempre? Por que amamos e somos amados e um dia tudo termina, para uns ou para outros e os que ficam, ficam moídos de dor por causa de uma separação que não queriam, não pediram e que quase não podem suportar?

Por quê? Essa é a pergunta sem resposta que todos consciente ou inconscientemente nos fazemos. Como Vinícius de Moraes: "se foi para desfazer, por que é que fez?".

Meu irmão se foi. Que esteja em paz. Mas a imagem de seu rosto perplexo, aquele olhar de interrogação e inconformismo, olhar que conheço bem desde a nossa infância, vai continuar comigo para sempre, assim como a sua pergunta muda e sem resposta: Por quê?

domingo, 19 de dezembro de 2021

O auto-erotismo de Bolsonaro


Li na internet, um texto de Áurea Carolina que diz : "o bolsonarismo é um projeto racional que sempre passa pela manipulação dos afetos"

Isso me levou a pensar, em primeiro lugar, que talvez eu estivesse errado quando supunha ser o bolsonarismo um movimento irracional e fanático. 
O fanatismo inegavelmente é um componente essencial, mas o fio condutor pode muito bem ser um projeto absolutamente racional, estabelecido com o objetivo de provocar a irracionalidade do fanatismo, tanto nos seus seguidores, quanto nos seus adversários. O fanatismo é o caldo de cultura onde viceja o bolsonarismo. Ele não sobrevive em um ambiente asséptico, em outras palavras, racional.

O segundo ponto importante é a constatação da "manipulação dos afetos". Bolsonaro e suas sequelas (leia-se, filhos) são manipuladores dos afetos, no sentido em que usam as pessoas até atingirem seus objetivos e, quando desnecessárias ou prejudiciais aos seus interesses mesquinhos, as descartam. Quando Bolsonaro precisa ou quer se aliar a alguém, passa a usar uma linguagem homo-afetivo-erótica: "vamos nos casar", "estamos namorando", "ficamos noivos". 
E, evidentemente, quando quer afastar o ex-aliado, continua com a linguagem afetiva de "fui traído".

Os exemplos dessa prática estão na lista a seguir, composta toda ela, por ex-aliados de Bolsonaro que, em algum momento, mais cedo ou mais tarde, não só foram alijados do grupo, como, a maior parte delas, foi destratada, caluniada e execrada pela manada bolsonarista e taxados de traidores.
Alguns exemplos: 
Gustavo Bebbiano, Joyce Hasselmann, Alexandre Frota, Janaína Pascoal, Sen. Major Olímpio, Sérgio Moro, Luiz Henrique Mandetta, General Santos Cruz, Luciano Bivar, Wilson Witzel, Paulo Marinho, delegado Waldir e outros.

Poucos casos são de divórcio amigável. Em geral são ex-colaboradores que simplesmente perderam a importância no cenário político, mas não representam qualquer ameaça,  tais como Magno Malta e Onyx Lorenzoni. Esse último, coitado, está divorciado de Bolsonaro, mas ainda mora na mesma casa, porque precisa da pensão.

Bolsonaro, na verdade, só é apaixonado por ele mesmo. É um caso sério e neurótico de auto-erotismo. O afeto é tão curto (sem trocadilho) que não atinge nenhuma outra pessoa. Felizmente para nós, brasileiros, essa comédia burlesca está nos momentos finais.










quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Voto auditável, eis a questão.

 A discussão do momento é sobre o voto impresso. Eu penso que, para examinarmos a questão, além das paixões, além dos interesses partidários e das ideologias, devemos considerar algumas premissas:

1- Democracia significa governo do povo, pelo povo e para o povo. Embora seja ainda um conceito abstrato e talvez irrealizável - uma vez que iguala, no direito ao voto, aqueles que não são iguais - a democracia é o regime formal, sob o qual vivemos, ou supomos viver.

2- Isso quer dizer que os governos, em qualquer nível, devem ser formados respeitando-se a vontade da maioria, para o Bem ou para o Mal.

3 - Apura-se a vontade da maioria pelo voto, processo instituído como um aprimoramento e uma evolução do escrutínio por aclamação. Aliás, nem mesmo na antiga Atenas o voto era por aclamação.

4- Sempre que possível, deve-se adotar processos mais aprimorados de apuração dessa soberana vontade popular.

Isso dito, voltemos ao assunto em questão. O sistema de votação por urna eletrônica é uma evolução do sistema de contagem física de votos no papel. Isso traz vantagens e desvantagens, como tudo na vida. A principal vantagem é a rapidez na apuração. Outra vantagem apontada seria a fidedignidade da contagem, afinal o computador não erra na soma. 

A desvantagem é que o processo é obscuro para a maioria dos usuários (leia-se, eleitores). Nós, exemplares de homo sapiens, não estamos a ver nada que registre o nosso voto, a não ser alguns barulhinhos na urna, depois que apertamos a tecla "confirma".
Além disso, a contagem pode ser simplesmente modificada por um código malicioso de computador!!!!! Isso anula  a suposta vantagem da fidedignidade e o voto digital fica apenas com a vantagem da rapidez.

Ora, rapidez para conduzir ao erro ou ao resultado fraudulento não é vantagem nenhuma. Os que, por razões insondáveis,  não querem o voto auditável, juram de pés juntos que a urna eletrônica é indevassável e o sistema é seguro e à prova de invasão. Não é verdade. Todos sabemos que não há sistema eletrônico indevassável ou à prova de invasão. Estão aí as invasões do Pentágono, ou mesmo do próprio STF ou Receita Federal para os desmentir.

Outro ponto a considerar é que, mesmo que o sistema fosse perfeitamente seguro, ele não é transparente. A transparência é fator essencial na manifestação da vontade democrática. Qualquer cidadão tem o direito de saber se sua vontade foi ou não considerada em qualquer apuração. Sem isso, adeus democracia. O que teremos será um simulacro, um teatro.

Por último, voltando aos antigos, "Quod abundat non noscet", o que abunda não prejudica. Isso quer dizer que ainda que o sistema atual fosse a oitava maravilha, não há problema algum em torná-lo mais transparente e confiável. Por quê então tantos não querem um sistema de contagem auditável? Não é fácil responder a essa pergunta sem entrarmos no terreno pantanoso da fraude e da burla. Mas o Brasil é um país onde  fraude e a burla são impensáveis, não? 



sábado, 29 de maio de 2021

Idade das Trevas

Para alguns estudiosos, a História é cíclica. A teoria desenvolvida pelo historiador Reinhardt Kosseleck não foi a primeira a levantar essa hipótese. 

Karl Marx, citando Hegel, já afirmara: “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

Considerando isso, estou convencido de que estamos entrando em uma nova Idade das Trevas. Os sinais estão em toda parte: fervor religioso extremo, fanatismo, negação da ciência - e até mesmo da realidade - em favor de uma narrativa mitológica (muitas vezes mitômana), regressão cultural, desvalorização do conhecimento. 

Paradoxalmente, nunca tivemos tanto domínio da tecnologia na vida diária. Da alimentação aos medicamentos, da universalização da informação às interações sociais e ao acesso físico e virtual a qualquer parte do globo rapidamente, a tecnologia está indissociável de nossas vidas. 

Ao mesmo tempo, nunca tivemos tanto medo dela. Proliferam por aí as mais estapafúrdias teorias sobre o que quer que seja. Seremos dominados pelas máquinas, a IA está controlando as nossas vidas, e por aí vão as teorias conspiratórias.

Vejamos o caso das vacinas, uma das maiores conquistas da medicina, porque evita a doença, ao invés de simplesmente lutar para curá-la ou amenizar seus efeitos. Pois não são poucas as pessoas, algumas de alto nível cultural, inclusive médicos, a propalar as maiores sandices contra a vacinação.

Outro exemplo: dominamos, ainda que incompletamente, as viagens espaciais. Temos tecnologia para mandar pessoas ou robôs a Marte. Para que isso seja possível tivemos que colocar todo o conhecimento da geofísica em ação, calcular os movimentos planetários relativos entre si, etc., etc.  Pois surge, em pleno século XXI, uma turma que não só acredita, mas desenvolve uma teoria conspiratória, a de que a Terra seja plana!

O ser humano acredita em tudo! Em pleno século XX, mata-se e se morre em nome de uma entidade abstrata, a que chamam Alá, Deus ou  Jeová. A partir daí, tudo é possível. Quem não mataria em nome de um poder mais palpável e mais concreto como um ditadorzinho local?

Concluindo: a tecnologia não melhora o animal Homo sapiens, só lhe confere maior capacidade de exercer sua ignorância e barbárie. A Idade das Trevas não nos abandona nunca.

sábado, 20 de março de 2021

Freud x Antônio Conselheiro

Desconfio muito de quem vive pregando lições de moral aos outros. Geralmente é um puritano com taras irreveláveis. Aquilo contra o qual investe, furiosamente, representa seus demônios interiores, que o atormentam diuturnamente e cujas imagens ele enxerga em tudo e em todos.

O melhor exemplo disso são os padres envolvidos com pedofilia, que, do alto dos púlpitos, geralmente, são os mais veementes e ardentes pregadores da moralidade sexual e da castidade, até que sejam descobertos!

Quanto mais fanático for o pregador, mais atolado estará nos pecados que condena. Freud explica.

Faço esse paralelo a propósito dos bolsonaristas, que vivem apelando para Deus acima disso, Deus acima daquilo. 

Autodenominam-se patriotas, excluindo dessa classificação todos os demais que não comungam da mesma cartilha aloprada. Supostamente só eles querem o bem do país e todos os seus adversários políticos representam o Mal encarnado. 

Dos que atrelam religião, então, aos seus discursos, deve-se correr léguas de distância. Falam de perdão, mas se pudessem, o atirariam ao fogo do inferno. Falam de caridade, de amor, mas ai de quem resolver criticar seus dogmas! Se tivessem poder para isso, fariam como a Inquisição.

O que mais me impressiona, entretanto, é o seu dogmatismo messiânico. Seu líder é a encarnação da perfeição humana, infalível e inatacável. Não conseguem ver nele a realidade de um político do baixo clero, inexpressivo, até cair-lhe nas mãos a bandeira anti-petista. Isso não combina com o fervor religioso.

No Brasil temos predecessores desse fenômeno. Desde Antônio Conselheiro em Canudos, esperando a volta de el-rey D.Sebastião, até o Messias Bolsonaro de agora, incluindo, é claro, o deus Lula, cada qual com seu séquito de seguidores fanáticos.

Coitado do país que precisa de um Salvador!

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quinta-feira, 18 de março de 2021

E agora, Urubus?

Encontra-se no Youtube, um espantoso vídeo de uma "live" feita com o Roberto Jefferson, o ex-desembargador Ivan Sartori e o jornalista Paulo Enéas.

Espantoso porque Jefferson não tem papas na língua e fala o que quer e como quer e ataca os Supremo como um todo e seus membros em particular com expressões chulas, de baixo calão, e acusações graves, até de participação no crime organizado.  Não que o STF não mereça ser criticado - longe de mim essa ideia - mas diante da reação recente do ministro Alexandre de Moraes mandando prender um deputado por ter expressado opinião negativa sobre a Corte, o que fará então com Roberto Jefferson, se tiver coragem para tanto? 

Quem tiver paciência de assistí-lo na íntegra saberá do que estou falando.

Reproduzo aqui o texto recebido de uma pessoa amiga, com o qual concordo em gênero, número e grau:

O vídeo tem de mais de uma hora e o assisti todo. Destacam-se afirmações como: 
  • Democracia demais é anarquia; 
  • São 11 urubus
  • Fachin está ligado ao narcotráfico 
  • Elogio a Ustra

Roberto Jefferson tem excelente conhecimento da política no país e uma memoria privilegiada. Corajoso, como Tenório Cavalcanti, ameaçador como Lacerda,  evangélico assumido, o que não combina com a sua voz histérica e histriônica. 
Talvez pareça, sim, um pastor exorcista.

É um homem que detém segredos da República e de todos os Poderes. Sabe mais do que o cuspe acumulado no canto da boca, mais do que a saliva seca que não o intimida.

Bom orador, ameaçador, oferece um 38 para ajudar o presidente e os milicos. E revela vontade de duelar com o ex-guerrilheiro Zé Dirceu, o qual, recorda, lhe desperta "os instintos mais primitivos".

É um homem poderoso no sentido de deter segredos de autoridades. Só isso explica a sua desenvoltura.

Muito bem informado sobre o destino político do Presidente: PFL, só com a saída do traidor Major Olímpio e de outros 6; 

Por fim, lembra do cuspe do ex-deputado Jean Willys, a quem só se refere como sodomita,  em Jair Bolsonaro no dia da votação do impeachment da Dilma; e admite que o pegaria pelo colarinho e lhe quebraria os dentes , bem como rasgaria qualquer intimação dos ministros urubus. 
Me deu medo ."


A mim, medo não deu, mas curiosidade. Quero saber qual será a reação dos onze urubus, oops!, ministros. 







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